quase morri!

Ponham os olhinhos nesta colecção!

18 abr – paranoid park, gus van sant
25 abr – de tanto bater o meu coração parou, Jacques audiard
02 mai – Califórnia dreamin, cristian nemescu
09 mai – a melhor juventude I, marco tullio giordana
16 mai – a melhor juventude II, marco tullio giordana
23 mai – nada a esconder, michael haneke
30 mai – as canções de amor, christophe honoré
06 jun – o grande silencio, philip gronning
13 junho – o estado das coisas, wim wenders
20 junho – american splendor, robert pulcini e shari springer berman

[Série Ípsilon, com o Público, ao Sábado, por mais 1,95€.]

E eu que andava à procura d' A Melhor Juventude e não a encontrava em lugar nenhum... Lala lalalalala la la

Ewan McGregor: um loirinho de olhos azuis




Que gato! Giro que se farta!
(Quem é esta? Quem é?)


E este Obi-Wan Kenobi, ainda por cima, canta assim...




De repente, fiquei com vontade de ir ao cinema!...

die welle (a onda)

Vi este filme no início deste ano.
Passou praticamente despercebido, infelizmente.

Quando tiverem oportunidade, vejam este filme. Vejam mesmo.
Dá muito que pensar.


Die Welle (A Onda)
de Dennis Gansel

let the sunshine in

E por falar em sol... Que falta que ele faz!

Estou com muitas saudades da minha esplanada de eleição e das coisinhas boas que por lá servem. (Estou a falar dos hambúrgueres, obviamente!)

E, será que finalmente vou poder usar as sandálias lindas de morrer que comprei há mais de um mês?!...

melancolia moderna *

* por João Luís Ferreira, Geração de 60.


Os caminhos da modernidade levam-nos por uma contradição em que muitos se deleitam, por gostarem de se deixar arrastar pelas seduções da doce ilusão da felicidade efémera e, presumidamente, sempre reconstruível. Vivemos, contraditoriamente, de efémero em efémero numa compaixão de nós próprios que não nos deixa ver além dos sentidos: o mundo reduzido aos prestígios de engenharias sentimentais.
Dificilmente percebemos que nos enganamos a nós próprios, porque fazemos da vida um filme em que somos a personagem principal, sem termos a humildade de nos disponibilizarmos para os outros e, assim, para nos encontrarmos a nós mesmos. Vemo-nos de fora de nós sem nos fazermos outros de nós. Somos para nós próprios a imagem que fizemos de nós a partir de fora de nós. Sem centro nem reflexo, vagueamos incertos e insatisfeitos.
Não estamos, não somos, efectivamente presentes: derivamos sem destino, à espera, nem sabemos bem de quê, até que um dia descubramos que é tarde para recomeçar. Mesmo assim não será tarde demais, se tal dia de facto chegar. Até lá cheiramos as flores mas o seu aroma não se impregna no nosso ser profundo, envolto em teias de compromissos em que estamos ausentes e em que nos escondemos de nós próprios.
Admitimos que é uma condição do tempo, admitimos que não somos os únicos e o espírito da heroicidade não nos habita, nem sequer nos visita. Desistimos. Vamos procurar longe o que teimamos em não encontrar perto. Cegamos a nossa esperança a troco da possibilidade de viver vidas que não são a nossa. Não nos reconhecemos no palco do nosso teatro. E é como estrangeiros que presumimos que toda a nossa felicidade está lá ao fundo, nas nuvens que passam, como o estrangeiro de Baudelaire.
Transformamos tudo num jogo, num entretenimento, numa pretensão. Caímos no insuportável niilismo com justificações e discursos à cerca de nós próprios e do mundo em que vivemos mas que não construímos, nem conservamos. Contemplamo-nos e enchemo-nos de compaixão de nós próprios. Nada permanece para nós, em nada nos fixamos, tudo abandonamos. Insatisfeitos, insaciáveis, inconsequentes.


O Estrangeiro de Charles Baudelaire

— De quem gostas mais homem solitário? De teu pai, de tua mãe, de tua irmã, ou irmão?
— Não tenho pai, nem mãe, nem irmãos.
— Dos teus amigos?
— É uma expressão de que não sei o sentido.
— Da tua pátria?
— Não sei onde está situada.
— Da Beleza?
— Amá-la-ia se a conhecesse, e a sua imortalidade.
— Do oiro?
— Odeio-o tanto como vós a Deus.
— Então que amas tu, singular estrangeiro?
— Amo as nuvens... as nuvens que passam... lá longe... as maravilhosas nuvens!




João Luís Ferreira aborda um tema muito interessante!

Pois eu recuso-me a seguir esta nova tendência, Primavera-Verão 09, que qualquer forinha ou pseudo segue. Sem esquecer de usar o blasé. É imprescindível! É um must have desta tendência.

Tendência pautada pelo facilitismo. Essa é que é essa! Algo que eu me recuso a usar, seja em que circunstância for. Não me fica bem.

Desistir?! Apetece a toda a gente, a toda hora. No entanto, desistir, seria demasiado fácil.

Eu gosto muito das nuvens, lá longe. Gosto de me perder nelas. Mas, acima de tudo, amo o sol!

diz-me o que ouves, dir-te-ei quem és #62

Que saudades destas músicas, destes tempos...



"Lo voy a dividir"
Siempre Así

diz-me o que ouves, dir-te-ei quem és #61

Para tirar o gosto a Pitingo...



"Te estoy queriendo tanto"
Siempre Así

diz-me o que não consegues ouvir, dir-te-ei quem és #2

Li maravilhas sobre Pitingo, que mistura flamenco com soul (flamenco souleria).
Dei por mim a torcer a orelha (não literalmente, entenda-se) quando imaginei este cruzamento. Mas, um pouco como o arroz de atum, uma vez que gosto de ambos, separados, apesar de não ser muito conhecedora, fui prová-los, juntos.

Deixo-vos aqui o resultado...




Fiquei toda arrepiada e quase fui levada às lágrimas. De tanto rir. Entenda-se.

Está muito cru e muito mal servido. Exagerado. Enjoativo. É demais.
Não gosto! Nem um bocadinho.

diz-me o que não consegues ouvir, dir-te-ei quem és #1

Apeteceu-me ouvir uma música antiga, que me trazem boas memórias. Mas, nem o tutubas, nem o INEM, a têm disponível. E eu só tenho em K7. (Mais três cabelos brancos!)

Chama-se Shades, canta o Iggy Pop, e reza assim:

You gave me a present
The paper was blue and green
I unwrapped it with pleasure
These are the best shades I've ever seen
You can be my girlfriend
Forever and a day
I never thought I was worth much
Or that anyone would treat me this way

[Chorus]
I'm not
The kind of guy
Who dresses like a king
And a really fine pair of shades
Means everything
And the light that blinds my eyes
Shines from you
It makes me come in the night
It makes me swim with delight
I like this pain
I like this mirror
I like these shades

I could have had a problem
I might have never followed through
The other guys are in trouble
They wouldn't listen to a girl like you
These shades say something
I'll bet they cost a lot
I hope I don't break 'em
I hope we don't break up



[Tenho saudades de ir ao Batô. E não volto a dizer isto!...]

as coisas que eu recebo por mail

"Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo.
Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que estão no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir.
Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, eles estão errados, porque não aprenderam a conquistá-las.
Essas mulheres especiais têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore."


Machado de Assis


Prevenindo uma polémica, e para que conste, eu não concordo com esta teoria.
E, à custa deste texto, já ri muito hoje... E mais não digo! Obrigada!

isto assusta-me. bastante.

A inocência da vítima e a tragédia do carrasco


Tragédia do carrasco?! Não me façam rir!

Nem vou pensar mais neste assunto que é para não ficar doente.

luxos

Assumo-me frágil por ser suficientemente forte.
E, cada vez mais, ambas.

a ironia de quem escreveu

Às vezes, os contornos da vida, os seus caminhos e entroncamentos, os encontros e reencontros, despertam o meu sentido de humor. O mais negro. Acho. Então, rio. Sozinha. Porque o meu amor continua por vir. E um dia, será só com ele que irei partilhar estas risadas.

الحديث

"Mas não, a nossa glória não será nunca a mercantil, a do ego, ou sequer a glória mais nobre que sentimos ao aflorarmos a pena de gigantes. Não, a nossa glória é e será sempre uma glória mais comedida, mas respeitosa: a glória de escrever como quem ama e de amar como quem escreve."

por aqui.

Que estão à espera? Ide!
Encontramo-nos por lá.

versos de amor #2

i cover my eyes...still all i see is you

afinal estavas ali ao meu lado.....desculpa se te acordei....mas a angustia de não te poder falar, não te poder tocar ....foi apenas um pesadelo....sim fui eu que te acordei esta madrugada para te abraçar.....afinal estava tudo bem.....já posso voltar a dormir.....

big WOW *

* Britains got talent. Indeed!


Susan Boyle from Bijesh Karuvarathodiyil on Vimeo.

[O tutubas não permite embebar o vídeo. Fica o link, aqui.]


Quem vê caras, não vê corações...
Que vos tenho dito? Subestimar as pessoas é muito feio.


Susan Boyle, 47 anos, canta, e encanta, assim.


I dreamed a dream in time gone by
When hope was high
And life worth living
I dreamed that love would never die
I dreamed that God would be forgiving.

Then I was young and unafraid
When dreams were made and used
And wasted
There was no ransom to be paid
No song unsung
No wine untasted.

But the tigers come at night
With their voices soft as thunder
As they tear your hope apart
As they turn your dream to shame.

And still
I dream he’ll come to me
That we will live our life together
But there are dreams that cannot be
And there are storms
We cannot weather…

I had a dream my life would be
So different from this hell I’m living
so different now from what it seemed
Now life has killed

feelings




[Ela questiona, ela zanga-se. Ela emociona-se. Altera o que é, o que não gosta. Adapta-a ela, adopta-a como dela.
Não baixa os braços. É voluntariosa.
É única. A minha Nina.]

um dia...

"Os medíocres atraem-se. É mais fácil aderir à mediocridade do que contrariá-la. Por isso eles se multiplicam."

A mediocridade, por Helena Sacadura Cabral, em Fio de Prumo.

Ide ler, ide. Aproveitem a viagem e leiam tudo...

hoje não é um bom dia

Hoje acordei assim... Apertada, sufocada. Não sei porquê. Ou talvez saiba.
É mais um daqueles dias, em que tudo me toca.

A sensibilidade de uma menina inteligente, que escreve o que eu sinto, o que eu penso, com uma simplicidade única. A menina que eu quero ser quando for grande, como ela.
A solidariedade dos meninos entre si, que me encanta, sempre me encantou. O sentido de humor que eles partilham. E a camaradagem. Sempre. Talvez um dia eles pudessem ensinar as meninas a também o serem. As que quisessem aprender. Em troca, as meninas podiam ensiná-los a amar.
E a dor camuflada de um amor, que se perdeu. Este não leio. Sinto. Mas não acabo. Hoje não consigo.

Porque hoje, definitivamente, não é um bom dia. Principalmente para falar de amor.

A) ou B)

Dizem-me que sou esta:




Eu acho que sou mais esta... personagem:




[Que querem? Ando sem ideias... O filão alguma vez se ia esgotar. Se é que alguma vez existiu...
Eu sei que fiquei de fala de amor... É já a seguir...]

considerem-se convocados

Dois fins-de-semana sem reunir o gangue e eu fico cheia de saudades.
Este fim-de-semana não escapam!

não preciso de vocês para nada

Já está!

Pronto, voltem! Eu preciso de vocês. Muito! Muito! Muito!
Preciso que me ajudem a escolher um favicon que se adeqúe (Acho que é a primeira vez que escrevo esta palavra. Aquele acento no "u" é estranho, não é?) aqui à Cavalgada. Aquela caneca de cerveja é experimental...

Era valquíria para apostar nuns stiletto. Mas vou aguardar pela opinião da outra valquíria. Não vá ela dizer que eu decidi sozinha...

Deixem as vossas sugestões! Façam qualquer coisinha! Isto também é vosso!...

Fica tão xirooooooooooooo!...

[Visível para quem utiliza o Firefox, Opera ou IE7. Os restantes, para verem, têm de adicionar o nosso endereço aos favoritos.]

[17:14 - Alterei para uma garrafa de Eristoff Black. Em honra à colega Dr.ª Maria dos Prazeres, a cumprir pena na Capital, por ter passado um fim-de-semana inteirinho sem ingerir uma gota de vodka. Espero que tenha aprendido a lição. E que chegue no sábado cheia de sede.]

peço a ajuda do público

Alguém sabe como é que substitui aquele corriqueiro "B" de blogger que aparece no separador do browser antes do nome do blogue? Ai, desculpem, blog. Pediram-me para não dizer blogue. Perdão, blog. E eu faço tudo o que estiver ao meu alcance para agradar os queridos. Não são os do mudei a casa. São estes. Os que por aqui andam. Perdidos. Só pode.
Voltando à questão que me trouxe cá. Alguém sabe? Ò "inginheiro", tu sabes?...
Não me apetece ir para o google, procurar. Apetece-me mais começar a pensar num símbolo para a Cavalgada...
Ortelinde, raios me partam que me engano sempre a escrever o teu nome. Ortelinde. Ai, não posso! Ortlinde, agora sim, põe-me essa melena nova a funcionar... Precisamos de um símbolo! De uma marca!...

[Falei nos queridos do mudei a casa e de repente fiquei com vontade de remodelar aqui a casa...]

as coisas que eu recebo por mail

Antes as mulheres
(Miguel Esteves Cardoso)

Só quando os homens chegam a uma certa idade é que podem dizer com certeza que as mulheres são melhores do que eles em tudo – mesmo na
bola, a carregar pianos, a lutar com jacarés ou nas outras coisas em que ganhávamos quando éramos mais novos e brutos e fortes.
Quando se é adolescente, desconfia-se que elas são melhores. Nos vintes, fica-se com a certeza. Nos trintas, aprende-se a disfarçar. Nos quarentas, ganha-se juízo e desiste-se. Nos cinquentas, começa-se a dar graças a Deus que seja assim.
Os homens que discordam são os que não foram capazes de aprender com as mulheres (por exemplo, a serem homenzinhos), por medo ou vaidade ou estupidez. Geralmente as três coisas.
Desde pequenino, habituei-me que havia sempre pelo menos uma mulher melhor do que eu. Começou logo com a minha linda e maravilhosa mãe, cuja superioridade – que condescendia, por amor, em esconder de vez em quando – tem vindo a revelar-se cada vez mais.
As mulheres são melhores e estão fartas de sabê-lo. Mas, como os gatos,
sabem que ganham em esconder a superioridade. Os desgraçados dos cães, tal como os homens, são tão inseguros e sedentos de aprovação que se deixam treinar. Resultado: fartam-se de trabalhar e de fazer figuras tristes, nas casas e nas caças e nos circos. Os gatos, sendo muito mais inteligentes, acrobatas e jeitosos, sabem muito bem que o exibicionismo vão leva à escravatura vil.
Isto não é conversa de engate. É até um tira-tesões. Mas é a verdade. E é bonita.

a música de que todos falam



Xutos & Pontapés
"Sem eira nem beira"

Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou - bem

Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar
Despedir
E ainda se ficam a rir

Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor

Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir
Encontrar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir

Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar
A enganar
o povo que acreditou

Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder

Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão

as coisas que eu recebo por mail



(clica que aumenta)

women do it better


(clica que aumenta)

frase do dia

"As calorias são pequenos animais que moram nos roupeiros e que durante a noite apertam a roupa das pessoas."

Até me assustei!...

Estou há cerca de meia hora a tentar aceder à Cavalgada, sem sucesso.
Vi a minha vida andar para trás.

Tirem-me tudo. Menos o blogue!...
Já não sei viver sem ti.

as coisas que recebo por mail

12 Maneiras de Saberes Que Amas Alguém

DOZE:
Falas com ele/ela à noite e quando vais dormir continuas a pensar nele/nela.

ONZE:
Andas muito devagar quando vais com ele/ela.

DEZ:
Não te sentes bem quando ele/ela está longe.

NOVE:
Sorris quando ouves a voz dele/dela.

OITO:
Quando olhas para ele/ela, não vês mais ninguém à tua volta. Apenas o/a vês a ele/ela.

SEIS:
Ele/ela é a única coisa em que queres pensar.

CINCO:
Tu apercebes-te de que sorris cada vez que olhas para ele/ela.

QUATRO:
Farias qualquer coisa para o/a ver.

TRÊS:
Enquanto estiveste a ler isto, uma pessoa esteve sempre na tua mente.

DOIS:
Estiveste tão ocupado/a a pensar nessa pessoa que não reparaste que falta a
n.º 7.

UM:
Foste verificar se isso era verdade e agora estás a rir silenciosamente
para ti.



Eu ia escrever sobre o amor... Mas liguei o mêssênê e estraguei tudo. As duas valquírias descobriram as maravilhas das chamadas de vídeo!...

Ah! As valquírias decidiram ir morar para o estrangeiro: Alemanha ou Áustria.
Eu voto Berlim.
Amiguinhos, ide fazendo as malas. Vai tudo connosco!


Amanhã escrevo sobre o amor, está bem?...
Bons sonhos.

diz-me o que ouves, dir-te-ei quem és #60



Wilco
"Please be patient with me"

I should warn you
When I'm not well
I can't tell
Oh, there's nothing I can do
To make this easier for you

You're gonna need to be patient with me

I'm this apple, this happening stone
When I'm alone
Oh, but my blessings get so blurred
At the sound of your words

I'm gonna need you to be patient with me

How can I warn you when my tongue turns to dust
Like we've discussed
It doesn't mean that I don't care
It means I'm partially there

You're gonna need to be patient with me

eternal happiness



Nem sempre me pega a mosca de repente. Às vezes é a boa disposição... Só porque sim!...

Claro

que fui ao cabeleireiro!

Pensei: "e se daqui até á recauchutagem tenho um acidente?! não posso aparecer no hospital com esta melena á frente dos olhos!"

correu tudo bem, o furo é mesmo lento.

Mas amanhã vou mostrar-lhe quem manda e fica tudo perfeito, o meu cabelo e o meu toyota!

Hoje sou amiguinha e deixo o meu sporting e torço pelo PUUUOOOOERTUUUUU!

CUIDADO AO ABRIR...

... Pode fazer barulho.

PUUOOOOOERTOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!

If I were a boy

E encontrasse uma gaja como eu pela frente, acho que não a aturava por muito tempo.
Acho... Mas não tenho a certeza.

Dúvidas de Ortlinde, uma gaja

Hoje estive a manhã toda a tentar decidir :

1. se ia ao cabeleireiro cortar a melena da frente que já não aguento olhar mais para ela

2. se ia comprar as escovas para o carro.

as escovas porque a verdade é que aquelas estão ali há 3 anos e hoje ás 7h30 chovia quase torrencialmente e a escova quase boa, quando accionei a alavanca para a velocidade máxima, saltou-lhe a borracha e nunca mais a vi. Nem a ela nem ao caminho ! Demorei o dobro do tempo a chegar a matosinhos.

Quando saí do laboratório já não chovia. Logo já não faziam falta as escovas. Logo podia ir ao cabeleireiro porque não havia chuva para estragar a melena cortadinha e penteada.

À porta do cabeleireiro: "FOLGA SEMANAL Á 3ªFEIRA"

Fui comprar as escovas.

Amanhã não sei que faça:

1.se vá á recauchutagem nortenha reparar o furo lento do pneu traseiro direito

2. se vá ao cabeleireiro

se não chover acho que vou ao cabeleireiro

Páscoa: o ovo e o coelho

"A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. A origem do símbolo do coelho vem do fato de que os coelhos são notáveis por sua capacidade de reprodução. Como a Páscoa é ressurreição, é renascimento, nada melhor do que coelhos, para simbolizar a fertilidade!"



"Símbolos da Páscoa

Os símbolos da Páscoa são o coelho e os ovos. A tradição do coelho é dos emigrantes alemães que foram para a América e acreditavam que o coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã do Domingo de Páscoa.
A tradição não veio para Portugal, mas a imagem do coelho, sim. O outro símbolo é o ovo que representa o nascimento e a renovação. De uma forma simples, podemos dizer que é o símbolo da vida. Os símbolos cristãos da Páscoa são o cordeiro que simboliza Jesus Cristo, a cruz que representa a morte e ressurreição e a vela que simboliza a luz."




"A tradição de dar um ovo na Páscoa tem milênios. Anteriormente, o ovo era de galinha mesmo. O hábito de dar ovos de verdade vem da tradição pagã! Agradeça aos confeiteiros franceses o ovo que você come na Páscoa hoje ser feito de chocolate. Caso contrário, você ganharia um belíssimo ovo de galinha para celebrar a data."


and soyon and soyon... Google power!

Até há bem pouco tempo, em minha casa, os ovos eram de galinha, cozidos com casca de cebola, para ficarem com uma cor mais bonita.
Eu e o meu irmão passávamos o sábado a pintá-los.
Os pães-de-ló eram caseiros, feitos em forma de barro. Muito melhores que estes comprados feitos.

A minha família é mesmo tradicional! Lucky me!...


E a tradição das amêndoas, de onde vem?
Agora é a vossa vez.

look for me

Retirei aqueles looks daqui.

Quiz!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Urnas ali ao lado.
Façam o favor de votar!
Obrigada...

Odeio Direito!!! Odeio leis! Odeio advogados! E odeio esses seres chamados legisladores! *

Aproveitando o facto de estar de fato vestido para continuar no mesmo tom.
Estou mortinha pela entrada em vigor do famigerado acordo ortográfico. Será que já entrou?! É que se já entrou, tenho que despir o facto e vestir outro fato igual, embora diferente.
Adiante!

Em que país é possível alguém publicar uma lei, com efeitos retroactivos, onde o prazo para declarar tal obrigação ou usufruir de tal benesse, já terminou?
Adivinharam!

A forma como se legisla em Portugal é um reflexo do típico comportamento do povinho português: à última da hora, feito em cima do joelho, lança-se, em forma de remedeio, e depois vê-se como corre.

Saem as leis. Teoria pura. Blá blá blá sistematizado. Sem que haja uma alminha iluminada que pense nas repercussões práticas daquela tagarelice toda. Claro está que dá asneirada.
Seguem os ofícios-explicativos: "Não era isso que queríamos dizer. Explicamo-nos mal. Era assim. E será assim que se irá proceder na prática."
Finalmente, saem os impressos, devidamente actualizados. Claro que a esta altura, já não são precisos. Mas, pelo menos, saíram.
Surgem os chicos-espertos e as suas fabulosas interpretações mirabolante e descobertas de lacunas.
Voltam os ofícios-tapa-lacunas. Cobre de um lado, descobre do outro.
E assim continua a saga até o tal do legislador amuar e revogar a maldita. Na melhor das hipóteses.

No meio deste pingue-pongue, já zonzos, andam aqueles que levam com este diz-que-não disse, com prazos a cumprir.

Só hoje ouvi três interpretações díspares sobre uma lei acabada de sair do forno. Na verdade já saiu há algum tempo. Está a arrefecer no peitoril da janela.
Hoje terminava o prazo para poder usufruir de um benefício que essa lei concedia. Ninguém sabia como se devia proceder. Os impressos estão por sair. O ofício-explicativo também. Ou seja, em termos práticos, ninguém sabe como se faz. Mas sabe-se que se pode fazer. Só não se sabe como. Está por sair...


* Odeio é capaz de ser um bocadinho exagerado. Mesmo para mim. Não suporto. Não suporto Direito!!! Não suporto esta mania de legislar sobre tudo e sobre todos. Não suporto os empertigados dos advogados e a sua tagarelice que não leva a lado nenhum! E não suporto esses seres chamados de legisladores!
E sim, estou numa fase de asteriscos e notas de títulos em rodapé. Há algum problema? Alguma lei sobre o assunto? Então, "deslarguem-me"!...

somos o povinho do bitaite *

Há uma característica do povinho português que me irrita profundamente. E olhem que eu nem sou facilmente irritável.
Qual é? O bitaitanço!

Português que se preze, pode ter chegado à conversa a meio, ou mesmo no final, pode nem saber do que se fala, pode conhecer somente uma versão da estória, pode nem conhecer a estória de lado nenhum, pode nem conhecer os intervenientes da estória, mas jamais se privará de mandar o seu bitaite.
E o bitaite não virá na forma "eu acho", não se iludam! Será um bitaite cheio de si mesmo, com recheio a toda a certeza do mundo.

Na minha vida não admito bitaites. De ninguém! Seja quem for. Nem mesmo do Pápa.
Temos pena!
Da minha vida sei eu. E ninguém tem nada a ver com isso. O que sinto, as decisões que tomo, os caminhos que escolho... Tudo meu!

Há de facto pessoas a quem recorro quando me perco. São muito poucas. Pouquíssimas.
Procuro-as para falar, procuro-as para que me dêem a sua perspectiva. Mas cabe a mim a decisão ou não. E elas sabem disso. Conhecem-me bem.

Não dou a ninguém o direito de interferir na minha vida. De se achar dono(a) e senhor(a) da verdade, para poder sequer ousar opinar sobre o que devo ou não fazer. Opinar sobre o que eu sinto ou sobre quem eu sou.
Até porque da minha vida ninguém sabe. O que sinto, sei eu! Mais ninguém.
Sabem o que eu deixo que saibam, da forma que deixo que saibam.
Sabem o que lhes conto, e somente os poucos a quem vou contando algo.

Por isso, todos os outros, por favor, rachem lenha!

Admiram-me as pessoas inteligentes, talvez seja esse o problema, a arrogância e a inteligência, por norma, andam de mãos dadas... Admiram-me as pessoas inteligentes, visionárias, muito à frente do seu tempo, que por verem fumo assumem que há fogo. Que assumem que sabem o que na verdade nem imaginam. Que não se coíbem de julgar e opinar e condenar, sem saberem da missa a metade, sem ouvirem os dois lados.

Novidade: uma estória tem, no mínimo, duas versões. No mínimo!
Outra novidade: a verdade nem sempre é branca ou preta.
Mais uma: as pessoas são seres complexos e com sentimentos. Não são robôs a quem nós dizemos "perdoa" e ele perdoa, "esquece" e ele esquece... Ou cães, com muito instinto mas sem sentimentos, a quem nós ordenamos "rebola" e ele rebola, "busca" e ele vai buscar...
Era bom que assim fosse, mas ainda não chegamos lá... Estamos quase.

Muita gente me procura para falar. Muitas vezes me perguntam "O que é que eu faço?". Nunca respondo a essa pergunta. Cada um sabe da sua vida. Eu não me intrometo na vida de ninguém. Talvez por não gostar quando tentam fazê-lo comigo.
Já tive algumas chatices, algumas muito sérias, por causa disso.
Repito: não admito a ninguém!

Já tomei más decisões na minha vida e assumo total responsabilidade por elas.
Sim, foram más decisões. Sim, foram péssimas decisões.
Mas também tomei muitas decisões boas.
E, no entanto, é sempre com as más decisões que eu acabo por aprender mais.
Procuro sempre não repetir erros e más decisões. Mas, se optar por repetir, ninguém tem nada a ver com isso! Se me der mal, sou eu que sofro.
Ninguém me atura quando ando ferida. Porque eu isolo-me. Por isso, nem se podem queixar.

Façam-me um grande favor, peço encarecidamente: metam-se na vossa vida!
Eu sei que a minha é bem mais interessante. Parece uma novela mexicana, não é? Emocionante! Mas é minha!
Arranjem uma!
E, sobretudo, não mandem bitaites sobre a vida alheia. Vida sobre a qual nada sabem. E sobre uma pessoa que não fazem a menor ideia de quem seja.

Quem vê caras não vê corações. E quem lê blogues não vê além disso mesmo...
Mas com muita pena vossa, não é?...



* Este texto não é uma indirecta para ninguém. Ou melhor, é uma indirecta para alguém. Mas esse alguém jamais lá irá chegar, infelizmente!

disseram que o que estava no forno era um perú. Cá para mim era a mãe do Ovo! e aquele ar do coelho a mim não me engana! Foi ele!

Urlicht!

No entanto, e quem me conhece ou me segue há mais tempo, sabe que o meu andamento preferido, é o quarto: Urlicht.




Urlicht

O Röschen roth!
Der Mensch liegt in größter Noth!
Der Mensch liegt in größter Pein!
Je lieber möcht ich im Himmel sein.
Da kam ich auf einen breiten Weg:
Da kam ein Engelein und wollt’ mich abweisen.
Ach nein! Ich ließ mich nicht abweisen!
Ich bin von Gott und will wieder zu Gott!
Der liebe Gott wird mir ein Lichtchen geben,
Wird leuchten mir bis in das ewig selig Leben!



[Primeval Light

O red rosebud!
Man lies in deepest need!
Man lies in deepest pain!
Oh how I would rather be in heaven.
There, I came upon a broad path;
There, came a little angel and wanted to send me away.
Ah no! I would not let myself be sent away!
I am from God and will return to God!
The loving God will give me a little light,
Which will light me into that eternal blissful life!]

Ando mesmo mal da cabeça...

... Como é que só hoje me lembrei disto?!


Gustav Mahler
2.ª Sinfonia: "Ressurreição"
5.º Andamento


parte I/IV


parte II/IV


parte III/IV




parte IV/IV




Aufersteh'n, ja aufersteh'n
Wirst du, Mein Staub,
Nach kurzer Ruh'!
Unsterblich Leben! Unsterblich Leben
wird der dich rief dir geben!

Wieder aufzublüh'n wirst du gesät!
Der Herr der Ernte geht
und sammelt Garben
uns ein, die starben!

O glaube, mein Herz, o glaube:
Es geht dir nichts verloren!
Dein ist, ja dein, was du gesehnt!
Dein, was du geliebt,
Was du gestritten!

O glaube
Du wardst nicht umsonst geboren!
Hast nicht umsonst gelebt, gelitten!

Was entstanden ist
Das muß vergehen!
Was vergangen, auferstehen!
Hör' auf zu beben!
Bereite dich zu leben!

O Schmerz! Du Alldurchdringer!
Dir bin ich entrungen!
O Tod! Du Allbezwinger!
Nun bist du bezwungen!

Mit Flügeln, die ich mir errungen,
In heißem Liebesstreben,
Werd'ich entschweben
Zum Licht, zu dem kein Aug'gedrungen!
Mit Flügeln, die ich mir errungen
Werde ich entschweben.
Sterben werd'ich, um zu leben!
Aufersteh'n, ja aufersteh'n
wirst du, mein Herz, in einem Nu!
Was du geschlagen
zu Gott wird es dich tragen!



[Rise again, yes, rise again,
Will you My dust,
After a brief rest!
Immortal life! Immortal life
Will He who called you, give you.

To bloom again were you created!
The Lord of the harvest goes
And gathers in, like sheaves,
Us together, who die.

O believe, my heart, O believe:
Nothing to you is lost!
Yours is, yes yours, is what you desired
Yours, what you have loved
What you have fought for!

O believe,
You were not born for nothing!
Have not for nothing, lived, suffered!

What was created
Must perish,
What perished, rise again!
Cease from trembling!
Prepare yourself to live!

O Pain, You piercer of all things,
From you, I have been wrested!
O Death, You masterer of all things,
Now, are you conquered!

With wings which I have won for myself,
In love’s fierce striving,
I shall soar upwards
To the light which no eye has penetrated!
Its wing that I won is expanded,
and I fly up.
Die shall I in order to live.
Rise again, yes, rise again,
Will you, my heart, in an instant!
That for which you suffered,
To God will it lead you!]

[Não é das minhas interpretações preferidas mas é a que me apetece hoje...]

Posso? Posso? Posso?




Vá lá! Deixem!... Estou com saudades. E está mesmo, mesmo a apetecer-me... Até já deixei o fato a arejar.
Posso ser mázinha? Posso? Posso?
Só um bocadinho... Depois conto! Ou não...

spring break

Devia ter tirado férias esta semana. Apetecia-me mesmo, mesmo.
Umas férias de pijama e fato de treino. Filmes em DVD e livros. Jornais e revistas.
Dormir até tarde. Sessões de cinema intermináveis. Leituras em esplanadas.
Devia ter tirado férias esta semana...

PS - Ok, OK... E também para lavar e aspirar o carro...

novo Sexo e a Cidade em 2010

Não acho bem haver um novo filme. Não acho!

porque o Ovo e o Coelhinho simbolizam a Páscoa? qual o parentesco ? e a galinha, a mãe do ovo, onde é que ela anda?!

E porque não?!...

Sim, sou sensitiva. Sim, gosto de fins-de-semana assim, sossegados, tranquilos, passado de dia, na companhia dos meus. Sim, visitar a casa da minha avó faz-me perder em memórias enquanto fumo um cigarro. Sim, sou muito agarrada a sonhos, memórias e pessoas. Sim, estou diferente. Sim, preciso de dar um salto, ainda não sei bem em que direcção. Sim, a muitas coisas... Mas sobretudo, sim, a esta extrema sensibilidade. É um problema meu. E devo ser eu a saber lidar com ela.

Sim, é verdade, vou tentar o boxe. Só porque sim...

A Geração Peter Pan

Só aos rapazes que também sabem ser homenzinhos é que devia ser dada permissão para serem meninos.
Porque estes dão-nos a segurança necessária para também sermos meninas. Ao mesmo tempo que despertam aquele nosso instinto, abafado, de cuidar e cobrir de mimos.

Os outros não são meninos. São eternas crianças. Imaturos. Só.
Esses abafam o tal instinto, já de si abafado. Esses nós castigamos. Porque nos tiram a paciência. Porque nos desiludem.

Afinal quem é que manda?...

Chegou pela mão da Carolina, a pequena bailarina, como gosto de lhe chamar. Porque anda em pontas, como quem salta de nenúfar em nenúfar. Descalça, de preferência.
Quase três anos de sabedoria pura, conversa como gente grande, na sua voz branca, angelical.
Teimou porque teimou que eu tinha de ir receber o Compasso a casa dela. Levada pela mão, invertemos papéis: ela era a crescida e eu a menina.
Arrastada pela rua fora, lá fui, quase, quase a fazer birra mas fui. Afinal, quem é que manda?
Uma vez em sua casa, cansou-se de ser crescida. Ser grande, cansa. Ela tem a sua razão.
Trepou para o meu colo.

Quando o ritual terminou, regressou comigo. Os pais já sabem, pouco adianta. Deixou de haver menina para eles.

Uma vez em casa, sempre ao meu colo, para não correr riscos, optamos pela música.
O seu rosto iluminou-se: "Vou a casa buscar uma coisa para ti".

Uns minutos depois, lá voltava ela, com um CD nas mãos: Deolinda.
Quase três anos de sabedoria pura foi quanto bastou para acabar com a birra que tinha feito há algum tempo atrás... Afinal quem é que manda?...



Fado Toninho

Dizem que é mau, que faz e acontece,
arma confusão e o diabo a sete.
Agarrem-me que eu vou-me a ele
nem sei o que lhe faço...
desgrenho os cabelos
esborrato os lábios.
Se não me seguram
dou-lhe forte e feio:
beijinhos na boca,
arrepios no peito.
e pagas as favas
eu digo: - "enfim,
ó meu rapazinho
és fraco pra mim!"

De peito feito ele ginga o passo
arregaça as mangas e escarra pró lado.
Anda lá, ó meu cobardolas
vem cá mano a mano
eu faço e aconteço
eu posso, eu mando.
se não me seguram
dou-lhe forte e feio:
beijinhos na boca,
arrepios no peito.
e pagas as favas
eu digo:"-enfim,
ó meu rapazinho
sou tão má pra ti!"

Ó meu rapazinho, ai
eu digo assim:
"- Se não me seguram
dou cabo de ti!"



Ao meu amor, aquele que está por vir, peço-lhe para não cair na tentação de dizer que me conhece sem antes me ver brincar com uma criança... Porque não conhece mesmo.

A Paixão segundo S. Mateus - João Sebastião Bach

Erbarme Dich, Mein Gott

Erbarme dich, mein Gott,
um meiner Zähren willen!
Schaue hier, Herz und Auge
weint vor dir bitterlich.
Erbarme dich, mein Gott.

(Have mercy, my God,
for the sake of my tears!
See here, before you
heart and eyes weep bitterly.
Have mercy, my God.)



Das coisas mais bonitas que existem...
Quem não sente isto, não tem coração! Pronto!



Ou nesta versão, ou nesta, ou nesta, ou nesta. São as minhas preferidas. Bom proveito!
Boa Páscoa! Já fica...

[E lá vou eu em mais um contra-relógio...]

Let´s play Holi...

Meninas, troco o nosso Jantar da Primavera, a luta de almofadas e a Festa Bollywood, por uma festa Holi - o festival das cores. Que me dizem?...



Talvez troque o S. João por esta festa... Não era giro? O Festival das Cores na cidade da luz bela e sombria?...

shii - a wii para mulheres *

* Quase morri a rir.
Vídeo não aconselhável a mulheres mais susceptíveis...

my blueberry nights



Katya: Sometimes, even if you have the keys those doors still can't be opened. Can they?
Jeremy: Even if the door is open, the person you're looking for may not be there, Katya.


[Quando Jude Law nos olha assim, fixamente nos olhos, nós, Cat Power, mal sabemos o que fazer ao olhar...]

Festival de Música da Maia 2009 *

* Grande Auditório do Fórum da Maia


1 de Maio, sexta, 21.30h
RODRIGO LEÃO

2 de Maio, sábado, 21.30h
VOZES DA RÁDIO & CONJUNTO TÍPICO ANTÓNIO MAFRA & CONVIDADOS

8 de Maio, sexta, 21.30h
DEOLINDA

9 de Maio, sábado, 21.30h
CRISTINA BRANCO

10 de Maio, Domingo, 16.30h
CORAL JOVEM DE GONDIM

15 de Maio, sexta, 21.30h
DIXIE BOYS

16 de Maio, sábado, 21.30h
ANDRÉ SARBIB & Friends

17 de Maio, domingo, 16.30h
DOISMILEOITO

22 de Maio, sexta, 21.30h
OPUS ENSEMBLE

23 de Maio, sábado, 21.30h
PEDRO BURMESTER & MÁRIO LAGINHA

24 de Maio, domingo, 16.30
CONCERTO PELOS ALUNOS DO CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DA MAIA

29 de Maio, sexta, 21.30h
GALA DE ÓPERA
CÍRCULO PORTUENSE DE ÓPERA

30 de Maio, sábado, 21.30h
CONCERTO PELA ORQUESTRA DAS BEIRAS

não existe um "agora, eu e tu" por isso sirvo um "agora, eu e os meninos"

Há pessoas determinadas, que correm atrás do que querem. Eu não.
Há pessoas destemidas, que não têm medo de perder ou de sofrer. Eu não.
Há pessoas confiantes, que se atiram de cabeça. Eu não.
E há pessoas seguras, que quando gostam dizem que amam, abraçam e beijam. Eu não.

Eu quando amo, digo que gosto só um bocadinho, quase nada.
Não abraço, nem beijo.
Não corro atrás do que quero, mas espero o tempo que for preciso. Às vezes, até deixar de querer.
Nunca me atiro de cabeça porque tenho um medo terrível de perder. Um medo que me paralisa, que me inibe de agir.
Acabo por perder sem ter. E acabo sempre a sofrer.

Tenho uma maneira difícil de gostar: ou gosto demais e espero tudo; ou não gosto nada e nada quero.

Gosto assim... não gostando.
Gosto assim... gostando muito.

Um dia, quem quiser gostar de mim, deverá saber que quando gosto, gosto muito e gosto sempre. Mesmo quando digo que não gosto.
Deverá acima de tudo evitar magoar-me. É um caminho sem retorno.
Quem me magoa, perder-me. Não consigo perdoar.

Um dia, quem quiser gostar de mim, deverá compreender esta dinâmica.
Deverá ter aquilo que me falta: coragem, determinação, confiança, certeza.
Deverá ser capaz de decidir por ambos e força suficiente para puxar por mim. Porque de livre vontade, eu jamais irei... Não o sei fazer.

Eu, um dia, quando voltar a gostar de alguém, vou esquecer-me de tudo o que vivi e tentar lembrar-me de tudo o que aprendi.

Não prometo conseguir. Mas prometo tentar.

eu e as outras pessoas

Eu tenho uma maneira diferente de conhecer pessoas.

Acho que nunca as chego a conhecer verdadeiramente. Nem pretendo. Nem é possível.
Porque somos seres complexos. Somos reflexos uns dos outros. E, seres mutáveis.
Por isso me deixo surpreender por elas constantemente.

Em vez de as conhecer, prefiro tê-las por perto e senti-las.

Se gosto de alguém à primeira vista, seremos melhores amigas, provavelmente até ao fim.
Se não gostar, nem vale a pena. Porque eu não consigo disfarçar, sequer.

Mas quando alguém entra na minha vida, espero sempre que, no mínimo, seja para sempre. E só se não puder ser por mais tempo.

Sou assim, apegada às pessoas da minha vida. Preciso de as sentir, de as ter bem perto de mim.

Os "gosto de ti" não me saem com facilidade. Os abraços e os beijos muito menos.
Sou muito sensível ao toque, ao contacto físico.
No dia em que alguém receber um beijo, um abraço ou um "gosto de ti" meu, pode ter a certeza, que é de corpo e alma, que é verdadeiro, muito sentido.

Eu entrego-me lentamente, pouco a pouco, nos pormenores.
Entrego-me sem que se apercebam que me entreguei, sem que se apercebam que me têm.
Porque, apesar de me dar a toda a gente, não me dou a ninguém.

agora, eu e tu

prefiro arrepender-me do que faço do que daquilo que não faço.

È assim que amo.

Quebro essas regras que nós mulheres temos a mania de impôr a nós próprias.

Não que eu faça tábua rasa de todas e me deixe viver a meu bel-prazer. Mas não há melhor que quebrar algumas delas de vez em quando.

Viver com receios, medo de perder, de me magoar, ia acabar por me enlouquecer. Por isso quando surgiste, extravasei-me, agarrei-te, atirei-me, arrisquei, não pensei.

Eu precisava de ti.

Se assim não fosse eu não vivia, sobrevivia, e daqui a uns anos, poucos, estaria numa vida qualquer á custa de ansioliticos ou anti-depressivos. Não! Nunca! Não quero!

È óbvio que depois, e só depois claro, pensei nos riscos que corria. Mas que interesse teria a minha vida sem esta adrenalina ?

Nenhum! Seria como aquelas pessoas que não correm riscos nenhuns, que têm imenso cuidado com a alimentação, não bebem, não fumam, fazem imenso exercicio fisico, e de repente têm um enfarte sem se perceber como e porquê! Para mim essas pessoas com tantos cuidados, não aproveitam a vida em pleno, vivem-na apenas pela metade.

Há alturas em que devemos mandar as nossas regras ás urtigas e aproveitar o que de melhor a vida tem para nos oferecer.

O segredo está apenas em saber identificar as alturas certas para o fazer:

- Amo-te!

eu e as outras pessoas

Não me privo de estar com pessoas, de abraçá-las de lhes dizer que gostei muito de as conhecer!

Acredito sempre nelas e não estou constantemente á procura de segundas ou más intenções. Nunca olho para ninguém desconfiada, nunca tento sacar informações sobre alguém, não gosto de saber os defeitos delas. È esta a minha maneira de me envolver com gente. Essa tanta gente que eu conheci e outras que conheço. Essas pessoas que nunca foram os meus melhores amigos e nunca serão, mas guardo na memória as nossas conversas de ocasião, e os olhares que trocamos. Foram tantos os sitios por onde já passei, tantos numeros de telefone e endereços de e'mails que troquei e guardo, para os quais nunca fiz uma chamada ou enviei uma mensagem. Mas sempre me despedi com a promessa de um "eu volto", "eu ligo". Mentia.

Admiro quem tem um grupo de amigos com quem combinam saídas todos os fim de semana, jantares, reuniões. Nunca tive. Eu conheço vários grupos de amigos onde de vez em quando entro, divirto-me e saio logo a seguir, para voltar mais tarde, noutro dia, quando me apetecer ou nunca mais voltar.

Admiro as minhas colegas de trabalho que se juntam em grupinhos com quem lancham todos os dias, almoçam e aos fins de semana combinam encontros com as respectivas familias.

No meu local de trabalho eu sou um caso isolado. Falo com todos e não me dou com ninguém. Nada sabem de mim fora daquelas paredes.
Admiro-as porque quando estão com problemas choram ali á frente de todos. E ao contrário do que todos pensam, ou melhor que eu quero que pensem, eu também os tenho, alguns graves outros nem tanto. Mas lá, eu vou para a casa de banho chorar. Todos me tratam bem,não sei se é porque gostam ou por curiosidade apenas,mas também não quero saber.

Acham-me desligada, despreocupada, ou que tenho a mania que sou importante, até esquisita já me chamaram.

Eu gosto de gente, mas não de gente vulgar e não gosto de estar presa a ninguém, de compromissos, de horas, de rotina, de banalidades, de conversas da treta, de saber das vidas delas, dos maridos, dos filhos, da vidinha em geral. Eu não gosto de me sentir igual a todas as outras, eu gosto de me sentir acima dos outros, diferente, interessante, com vida !

È esta a minha luta diária, ser e fazer diferente dos outros e nunca me lamentar pelo que não tenho.

Gosto de conhecer pessoas, mas gosto verdadeiramente de poucas pessoas. Por isso quando te digo "gosto de ti" é porque gosto mesmo, é sentido, é verdadeiro. È porque me emocionas, porque te admiro e não te acho comum e porque gostava de ter em mim um pouco de ti.

não sou mas passo a ser

Nova aquisição da Geração de 60: MEC.
E entrou em grande! Ver primeiro post, a 1 de Abril.

Vou tratar-te como um principe

um destes dias no cabeleireiro li numa revista: "trate o seu namorado como gostaria que ele a tratasse a si. Siga este lema e verá que a vossa relação poderá tornar-se "quase" perfeita."

Por isso amor, que fique aqui registado, que não só quero que me trates como uma princesa como eu mesma irei tratar-te como um verdadeiro principe:


1. Nunca te darei secas de morte em maratonas de compras aos sábados ou domingos á tarde no shopping

2. Não exigirei constantemente mimos. Só de vez em quando.

3. Não me limitarei a oferecer-te presentes só no teu aniversário e no natal, por misero que seja o presente,

4. Não te irei cobrar fins de semana surpresas.

5. Não anteciparei as férias com um ano de antecedência, darei hipoteses de escolheres , mesmo que isso implique férias decididas uma semana antes.

6. Deixarei que escolhas o restaurante ou o filme, e não me atreverei a apontar defeitos ás tuas sugestões

7.Não farei má cara quando tiver que ir a um jantar da tua familia e não me esquivarei de conviver com os teus amigos

8.Não apontarei defeitos aos teus amigos e não impingirei nas nossas saidas, aquela minha amiga que tu não aprecias nada.

9. Nunca te acusarei de não participares nas tarefas de casa ou reparar que estendes umas cuecas com 5 molas.

10. Nunca vou achar que pensas em sexo 24 horas por dia ou acusar-te que há um mês não te lembras de tal.

11. Nunca ficarei á espera que me ofereças um anel de brilhantes no nosso noivado.

Resumindo e baralhando, vou esforçar-me para não ser daquelas namoradas mimadas que exigem mais dos namorados do que aquilo que lhes dão.

exemplo prático

Quando assisti ao delicioso concerto do Rodrigo, saí de lá a dizer que finalmente tinha descoberto o que queria ser quando fosse grande: a voz das suas canções.
Queria ser eu a cantar aquelas músicas todas, que eu adoro e sei de cor e salteado. Canções que me deixam de pele arrepiada e a cabeça a flutuar.
Queria ser eu a receber aquela ovação do público, que deixou os músicos emocionados (e a mim também, obviamente...).
No entanto, quando fosse eu a voz daquelas canções, não me ficaria pelos olhos rasos de água. Quando fosse eu, chorava mesmo.

Entretanto, hoje, escuto a Vanessa... E perdi-me a (re)escutar as suas músicas.
Então, mudei de ideias! Quando for grande, quero ser a Vanessa.
Porque ela usa flores no cabelo, como eu. Usa vestidos que eu adoro. Tem um sorriso grande, como o meu. Canta emocionada, como eu gosto de cantar. E pinta os lábios de vermelho como eu não tenho coragem para pintar.
Além disso, gosto do que ela canta. Muito. Como esta que se segue...

Como ainda não tenho a quem cantá-la, dedico-a ao meu mano. Por me fazer as perguntas certas, interpretar reticências e me deixar falar, falar, falar...
Tu e a Ort, equilibram os pratos da minha balança...
Poupei umas quantas horas às insónias e umas duas semanas de escrita ao vento...


Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá
(...)





[É lindaaaa!...

Já vos disse que não gosto que me chamem "linda"?...
Oh, mas 'tá bem, pode ser...]

diz-me o que ouves, dir-te-ei quem és #61



Des'ree
"Life"

(...)
So after all is said and done
I know I'm not the only one
Life indeed can be fun, if you really want to

Sometimes living out your dreams,
Ain't as easy as it seems
You wanna fly around the world,
In a beautiful balloon

Life, oh life, oh life, oh life,
doo, doot doot dooo.
Life, oh life, oh life, oh life,
doo, doot dooo


[Não sei se já vos disse, ou eventualmente se já tinham reparado: eu gosto de viver!

Gosto de sonhar mas acordada... Gosto de andar com a cabeça perdida na lua mas pés bem assentes na terra... Porque, acima de tudo, gosto disto. Gosto da vida!

Vou contar-vos uma coisa acerca de Brunhild...
Brunhild perde-se muito facilmente. Fica para trás, deslumbra-se, com o chilrear dos passarinhos, um pôr-do-sol alaranjado, uma noite estrelada, uma lua brilhante, uma flor perfumada, um olhar perdido, um sorriso largo, uma gargalhada libertadora, uma lágrima solitária, um abraço apertado, um beijo pedido...
Outras vezes fica para trás porque faz finca-pé, amuada. Mas isso não interessa nada para o caso.

Hoje interessa o seguinte: por ficar para trás facilmente, por vezes, perde-se. E chega aos sítios atrasada.
Mas acaba sempre por chegar...]

as coisas que eu recebo por mail

Men are just simple...


MONEY

A man will pay $2 for a $1 item he needs.
A woman will pay $1 for a $2 item that she doesn’t need but it’s on sale.


ARGUMENTS

A woman has the last word in any argument.
Anything a man says after that is the beginning of a new argument.


FUTURE

A woman worries about the future until she gets a husband.
A man never worries about the future until he gets a wife.


SUCCESS

A successful man is one who makes more money than his wife can spend.
A successful woman is one who can find such a man.


MARRIAGE

A woman marries a man expecting he will change, but he doesn’t.
A man marries a woman expecting that she won’t change, but she does.


NATURAL

Men wake up as good-looking as they went to bed.
Women somehow deteriorate during the night.


OFFSPRING

Ah, children. A woman knows all about her children. She knows about dentist appointments and romances, best friends, favorite foods, secret fears and hopes and dreams.
A man is vaguely aware of some short people living in the house.

diz-me o que ouves, dir-te-ei quem és #60



[Bom dia!!!]

coisinhas que eu ouço

"Se foi escrito a lápis, apaga."

domingo novo, resolução nova

Desculpem-me, todos os meus amores, mas Brunhild apresenta os primeiros preocupantes sinais de desgaste.
Acho que está a ficar velha... Faltam-lhe as forças muito facilmente, nos dias que correm.
Talvez, finalmente, Brunhild se tenha apercebido que o mundo é um fardo demasiado pesado para carregar sozinha. E está na altura de ela seguir o conselho daqueles que sabem: começar a pensar mais nela.

reverência

Há dias disseram-me que o nosso destino está traçado...
Se assim é, devo dizer-vos que, quem o traçou, tem um excelente sentido de humor.

O Amor

é o que nos faz viver. E mais ainda, a capacidade que temos de o devolver.

contramão

Os meninos entregam-se sempre. E depois apaixonam-se.
As meninas apaixonam-se e só depois se entregam.
E assim andam, em contramão, até à derradeira colisão.

Previsões do futuro

Confesso!
já consultei uma cartomante! porquê? porque a minha vida estava parada! chamem-lhe ignorância, desespero,o que quiserem mas eu queria mesmo era uma solução e queria saber porquê e também porque sempre me fascinaram as pessoas que dizem algo acertado sobre mim sem que eu diga nada.

A primeira vez que isso me aconteceu, foi com um velho tio de uma amiga. Aproximei-me dele, estendi a mão num cumprimento e ele esteve ali no que me pareceu muito tempo, a segurar a minha mão e a conversar comigo. Disse-me que eu tinha que abrandar, andava muito nervosa e que isso não era bom nem para mim nem para a bébé, na altura com 1 ano de idade, que não me preocupasse que tudo ia mudar e que não tivesse medo do futuro porque tudo o que eu desejasse acabaria por acontecer. Mas mudar o quê ?! eu estava bem ! È claro que a minha amiga falou-lhe ocasionalmente em mim e na minha filha. Nunca tinha falado , confirmou mais tarde quando lhe perguntei.

Pensei durante muito tempo no tio Manuel. Estranho é que ainda hoje lembro do toque da sua mão.

Nunca mais o vi, ou não quis ver. Medo, acho.

E tudo mudou, passados 2 anos. Separei do pai da minha filha. Não porque me maltratasse, mas eu não queria viver mais aquela história. Demorei 2 anos a perceber que não era uma fase, mas uma necessidade de mudança.

Não tive medo do que me esperava porque o Sr.Manuel tinha dito para eu não recear o futuro.

A visita á cartomante foi há cerca de 4 anos, influenciada por umas amigas que já tinham dado esse passo. Fui levada pela curiosidade porque as previsões que lhes tinham traçado, mesmo as mais estranhas acabaram por se confirmar mais tarde.

A senhora esperava-me á porta de avental enquanto limpava as mãos a um pano de cozinha. O seu sorriso aberto deixou-me logo á vontade. Era uma casa normal como tantas outras, modesta e limpa, sem luzes vermelhas, velas ou bolas de cristal. Sentámo-nos á mesa uma em frente á outra e enquanto baralhava as cartas, foi contando sobre uma dor que tinha num joelho derivado a uma queda e agora á humidade que se fazia sentir. Simpatizei logo com ela.

A conversa decorria normalmente enquanto deitava as cartas. Admito que o que mais me impressionou não foi o que dizia sobre o meu passado, porque á medida que iamos falando, por dedução ou por sorte ela ia acertando em factos da minha vida. Foram mesmo as previsões do futuro,

Saí da consulta intrigada, e a acreditar na improvável certeza do que diziam as cartas. Mas tudo aconteceu, não passado 2 meses como ela tinha ditado, mas um ano depois precisamente no mês de que se falava. E falando de amores, estava eu na altura muito apaixonada e as cartas disseram que a minha vida não passava por ali. Certeiras aquelas cartinhas, três anos depois a relação terminou.

Apesar de ter sido uma experiência interessante, nunca mais consultei a cartomante.

E também porque hoje, mais do que nunca, tenho a certeza que me está reservado um bom e doce futuro. E estou a falar de amor.

transições

Alturas há em que só o sinto no exacto momento em que acontece. E não o compreendo. O segundo em que tudo se tornou irreversível.
Outras alturas, pressinto-o e quase o adivinho. O segundo em que tudo se tornará irreversível.
Um breve segundo, agridoce.
Doce pelo que vem, acre pelo que nunca será.

querido diário

Ontem quase me saía pela boca fora, disparado, como se tivesse vontade própria, um "Tens razão.".
Ainda fui a tempo de o impedir, felizmente.

Que mania esta, a minha. Acho que é por estas e por outras que me dizem que a tenho. Mas não tenho. Apenas gosto de ter a certeza antes de a dar.

De qualquer forma, não a quero.
Já decidi. Vou perdê-la!

PS - Tens razão.

as mesmas mas um tudo ou nada diferentes

"Curioso como as pessoas que conheci de toda a vida não mudam nem por fora nem por dentro: para quê perguntar-te a idade se a sei perfeitamente, dez anos, onze no máximo."*

Orações subordinadas por António Lobo Antunes na Visão


Pois eu aprecio precisamente o contrário: aperceber-me das ligeiras mutações que as pessoas que conheci toda a vida vão sofrendo...

sugestões para o vosso fim-de-semana... ou não!



"To be special"
Old Jerusalem

In this place there’s nothing really quite appealing
Except maybe this tree that we’re under
And yet, as I say this, I wonder
If it’s you that makes it shine or the sun

I could leave you talking here to another
Except maybe I’m hanging on your eyes
Yet I know, and it comes as no surprise
That my presence’s circumstantial, it just happened

“Since we must talk about us”, you said
“At least bring something new to the play:
I’ll say what I mean
Would you please mean what you say?”

These words gave you freedom thought sprinkled with tears
But all freedom, my dear, is like that
Just paths, on and on, up ahead
When you leave a place

Still I’ll hear what you want me to hear
And say what comes to your mind
I’ll search what you want me to find
To be special


Amanhã, 3 de Abril
Maus Hábitos
24h00
5€

"Evelyn Waugh was a man." *

* Charlotte (Scarlett Johansson) in Lost in Translation (Este que é, como toda a gente sabe, o meu filme preferido.)

Depois do "Não me f**** o juízo - Crítica da Manipulação Mental" de Colin McGinn, vou mudar o registo. É altura de ler Evelyn Waugh. Não vou adiar mais. Está decidido!

Mas qual?

Talvez a obra mais conhecida, 'né?
Alguém leu? Alguém sugere?
Alguém? Ninguém?

Pois, vão deixar-me decidir sozinha, não é? É o costume!
Tudo eu! Tudo eu!

duplicity

Entrou directamente para o primeiro lugar:
- Look, I know who you are and I love you anyway.


Ainda assim, a melhor parte do filme, foi esta:

wonderland

Não sei se já vos disse... Tenho os melhores Amigos do mundo!

Sim, podem, e devem!, ficar verdes de inveja (curioso que a inveja e a esperança sejam da mesma cor) e morrer (a fazer de conta, claro!).

É tão bom viver nesta redoma de vidro!...

Vá, morram!



[Eu sei que não devia ser esta... Mas, apetece-me esta, pronto!
Foi a minha primeira boneca... Heidi, Heidi...]

E sabem o que diz o Seal?...

Whispering in his ear
My magic potion to love
Telling him, I'm sincere
And that there's nothin' too good for us

But I want to be free, free, free
And I've just got to be me yeah, me, me

Teasing hands on his mind
Give our nights such mistery
Happiness all the time
Oh and how that man pleases me

But I want to be free, free, free
And I've just got to be me, me, me

(Ba, ba, ba, ba, ba, ba, ba)
I've just got to be me
(Ba, ba, ba, ba, ba, ba, ba)

Feelin' you close to me
Makes all my senses smile
Let's not waste ecstasy
'Cause I'll only be here for a while

I've gotta be free, free, free, ohh
And I've just got to be me yeah, yeah, me, me

dizem-me... e eu acredito

O meninos dizem assim: "Não me vou apaixonar!". E não se apaixonam.
E as meninas dizem: "Não me vou apaixonar! Não me vou apaixonar! Não me vou apaixonar!"... "Oh! (palavrão)... Apaixonei-me!"

junta-se a fome à vontade de comer

CONVERSA DE PORTUGUESES
Uma «entrevista» a Miguel Esteves Cardoso


Porque é que lês?
Para além de gostar, porque é a forma mais económica de conhecimento. É uma forma de roubo. Um gajo está dois anos a escrever um livro e tu lês aquilo numa noite, percebes? É roubar. É como roubar num supermercado.


(...)

E estavas a roubar. Estavas a roubar! Aquilo demorou décadas a escrever. Claro que estás a roubar. Além disso, nunca te esqueças que o melhor da pessoa está nos livros que escreve. Por exemplo, os diários do Alan Clarke...

... esse gajo é um patife...
... pois é, mas é o melhor dele. As pessoas dão o melhor que têm aos livros. O melhor da pessoa é sempre o público, nunca é o íntimo. O lado público é como a melhor rendinha que se põe na montra, a melhor toalha que se põe na mesa, é o melhor que se tem. Por exemplo, o Saramago: aquilo é o melhor que ele tem.


(...)

Por falar em grande arte: Amália. Tu sabes que eu não gosto de fado e amo Amália?
Ela ultrapassa o fado. É uma grande voz, uma grande escritora. É transcendente. Uma pessoa inteligentíssima, profunda, com um mistério fabuloso.

É uma grande artista.
Quando canta, tu pensas que ela está a cantar sobre ti, não é?


(...)

Aquilo que eu acho fenomenal no Oakeshott é o facto de ele ter dado nome às coisas. Como o sentimento de perda, algo a que eu sou muito sensível. Agora estou a viver em Lisboa e não imaginas as saudades que eu tenho do Porto.
Deve ser terrível. Até porque o Porto é diferente: tu sentes que fazes parte daquilo.


(...)

[Delicioso. De se perder a cabeça... e o tempo!...
Ide ler o JPCoutinho, ide! Eu vou trabalhar a sério...
Off with their heads!
Quem sou, quem sou?...]

tropecei na blogosfera

"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"

Texto de João Pereira Coutinho

[E agora digo eu: sabiam que a felicidade nem sempre vem na forma de presente, embrulhado, com um grande laço vermelho? Às vezes, a felicidade vai-se conquistando e coleccionando, com pequeninas coisas...]

as coisas que eu recebo por mail

Venho por este meio comunicar-lhe que a DGCI procedeu ao alargamento do período de isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) de que beneficia, relativamente ao prédio urbano afecto à sua habitação própria e permanente. Esse período de isenção que era até agora de seis anos foi alargado para oito anos.


[Lalala la la la...
'Perem lá! Será que é mentirinha do Sócrates?!... hummm...]

as coisas que eu recebo por mail

“O sexo deve ser entendido como realmente é: sadio, imprescindível e descontraído.”

O beijo é, em si, uma arte!
Que o digam as mulheres. E, nesta arte, está a razão de haver mais empatia entre um relacionamento do que em outro. Sendo muito comum ouvir uma mulher perguntar para a outra:
- Ele beija bem?


[Sim, nós não perguntamos "Estás apaixonada?" ou "Já papaste?". Perguntamos "E então?"... Que é como quem diz, "beija bem?!"... A resposta pode vir acompanhada de um leve suspiro ou de um revirar de olhos...]

Se um ou outro não beijava, não há mais importância. Vamos sair, daqui, diplomados na arte de oscular (na dúvida, consulte o dicionário).

[Para mim ósculos, só nos olhinhos... Que palavrinha tão feia para algo tão bom!...]

Beijar é entrar no universo maravilhoso dos três sentidos: o paladar, o tato e o olfato. Os pombinhos tanto podem entrar em alfa, no primeiro beijo, como finalizar o enlevo, ali mesmo. Ainda me lembro de minha filha dizendo, tempos atrás, que terminara com o namoradinho “porque ele beijava molhado”. Sangue de Jesus tem poder!

Antigamente, era o tempo de relacionamento, que determinava o calor e a profundidade dos beijos. Hoje, os tempos são outros. Por isso, meu tio foi parar no hospital, ao ver sua garotinha de 15 anos engolindo o órgão muscular alongado, móvel (acalme-se), situado na cavidade bucal, a cuja parede inferior está preso pela base, e que serve para a degustação e para a deglutição, e desempenha papel importante na articulação de sons, assim como na arte de beijar e amar… risos.

Os beijos dividem-se entre os de contato relâmpago até a mais ardorosa fusão nuclear. Ou entre os molhados e os ardentemente secos (Uau!). As diversidades desta arte, com suas variações específicas, ficam a critério e criatividade dos envolvidos, quando cada um comprova o seu talento.

O Kama Sutra diz, que nem todos os beijos precisam ser na boca, embora os supostos machões achem, que já devam começar arrancando a língua da vítima, mesmo quando os seus olhos estão a sair das órbitas, pedindo clemência. Existem outros lugares, que os sem iniciativa e apressadinhos não conhecem, recomendados para iniciar a “batalha” campal, tais como: testa, olhos, bochechas, peito, seios, a zona abaixo da boca, cabeça, nuca e pescoço, junto com a clavícula. Vamos diversificar, minha gente!

[Vamos! Vamos!]

Onde há amor, há dor (Vixe Maria!).
Assim reza a tradição erótica da Índia.


A mordida é um elemento muito importante nessa batalha carnal. Se você não sabia dessa preciosidade, o Kama Sutra traz-lhe uma lista de mordidas , nos mínimos detalhes, sem deixar que saia uma gota de sangue (esta é para os vampirescos). Devem ser dadas, em quase todas as partes do corpo, e vão desde as ingênuas às devassas.

[Agora sou eu que digo: Vixe Maria!]

O Kama Sutra enumera 30 tipos de beijos e mordidas.
Achei poucas, de acordo com o meu vasto saber, mas… vamos aos fatos:



1. Beijo de lado
As cabeças das duas pessoas se inclinam em direções opostas e o beijo é produzido nessa postura. Diria que é uma postura anatômica. Aos lábios é permitido um melhor contato, assim como a língua fica livre para fazer suas acrobacias.


2. Beijo inclinado
A cabeça de um dos parceiros é colocada para trás, enquanto o outro segura seu queixo, beijando-a. Para melhor performance assista ao filme E o Vento Levou.


3. Beijo direto
Os lábios dos dois pombinhos se unem diretamente e se chupam como se fossem uma manga rosa. Como complemento, os lábios devem ser mordiscados e acariciados com o órgão responsável pela deglutição. ATCHATCHATCHA!


4. Beijo pressão
Os lábios se pressionam fortemente com a boca fechada. Ou seja, o casal está brigado ou um já está cansado do outro. Cuidado: caia fora ou mude de ritmo.


5. Beijo superior

Um dos pombinhos pega o lábio superior com seus dentes e o outro devolve o “carinho” beijando-lhe o lábio inferior, deixando que o universo seja o limite.

6. Beijo broche
Um dos dois se prende aos lábios de seu amante. Se aquele que usa o pregador, toca os dentes, a gengiva ou o céu da boca do outro com a língua, esse beijo é chamado de “luta de língua”. E que luta! Quase não consegui testar esse.


7. Beijo palpitante
Um dos parceiros deposita, sobre os lábios do outro, milhares de beijos bem pequenos percorrendo todas as junções dos lábios. Ai que delícia. Muito bom, mesmo!

8. Beijo contato
Quando se toca ligeiramente com a língua a boca do outro e faz apenas contato com os lábios. Seria o ligeirinho. Um dos pombinhos já está atrasado para o serviço.

9. Beijo para acender a chama
Dá-se o beijo na junção dos lábios, mas se lembre de deixar o extintor a postos.

[Ahahahahahahahaha]

10. Beijo para distrair

O beijo ideal, para quando um estiver assistindo ao jogo, à novela ou desconectado da realidade no computador, o outro dá um beijinho para lembrar ao parceiro, que ainda existe. Aqui em casa acontecem muitos desses.

11. Beijo nominal
Um dos dois se limita a tocar a boca do outro, depois de beijá-la, com os dedos. Deixe uma garrafa de álcool por perto, para desinfetar os dedinhos sem juízo.

12. Beijo com os cílios

Percorre-se os lábios ou o rosto do outro, acariciando-lhe os cílios com beijos. Se você não dormir, terá uma bela noite.

13. Beijo com um dedo
O companheiro percorre a boca da amada por dentro e por fora com um dedo. Peça, primeiro, para olhar o dedo e ver o tamanho da unha. Nunca se sabe!

14. Beijo com dois dedos
O amado fecha dois dedos, molha-os ligeiramente nos lábios da amada e faz uma pressão sobre sua boca. Aqui o cuidado deve ser redobrado.

15. Beijo que desperta
O beijo que se dá nas têmporas, próximo da raiz do cabelo, quando o outro está dormindo, para despertá-lo com suavidade. Que bonitinho! Legal!

16. Beijo que demonstra
Um dos dois se aproxima do outro e o beija suavemente na mão ou no pescoço. Esse pode ser em público, lá na Índia. Aqui? Todos!

17. Beijo da lembrança
É dados após a satisfação sexual, quando um dos dois coloca a cabeça sobre a coxa do outro e deixa-a cair, beijando-lhe a coxa ou os dedos dos pés. Que descanso trabalhoso!

18. Beijo transferido
Ocorre quando o amante, na presença da amada, beija alguém que esteja próximo dele no rosto, alguma foto ou qualquer outra coisa, olhando para ela como se o beijo fosse para a parceira. HAHAHAHAHA… esse não é para latinos.

19. Beijo choroso
Se, um dos dois sente tanta falta do outro, na sua ausência, beija seu retrato, pois quem não tem cão caça com gato! Pode ser um bichinho de pelúcia, gato ou cachorro, também. Não recomendo os dois últimos, pois pode haver revide.

20. Beijo viajante
Postar seus lábios em outras partes do corpo é uma forma de excitação garantida, mas não viaje para certas direções, pois o caminho poderá ser perigosíssimo. Talvez sem volta.

21. Beijo no peito
É suavemente dado nos seios, com os lábios e com um pouco de saliva. Vá aumentando o ritmo (Olhe a Mangueira aí, minha gente!). Pegue os seios com os dentes e pressione-os ligeiramente. Cuidado com os mamilos, pois cirurgia plástica está uma nota preta.

22. Beijo sem pressa
O corpo do outro deve ser a última coisa que restou no mundo. Você não precisa fazer mais nada, a não ser cultuá-lo. Descubra as delícias do paraíso, beijando os cantinhos mais remotos.

23. Mordida de Javali
Costuma ser feita no ombro. Seu rastro fica na pele como filas indianas, muito próximas umas das outras e com intervalos vermelhos, como as pegadas que costumam ser deixadas pelos javalis, no barro. Se você for trabalhar no dia seguinte, use gola rulê e manga comprida.

24. A nuvem quebrada
Tal tipo de mordida deve ser tatuada no peito. São feitos levantamentos desiguais da pele, em círculo, produzidos pelos espaços, que há entre os dentes. Esse é de arrepiar!

25. Mordida escondida
Deixa uma intensa marca vermelha e deve ser dada no lábio inferior. Se alguém o chamar de beiçudo no dia seguinte, já sabe o porquê.

26. Mordida clássica
Pega-se, com os dentes, uma grande quantidade de pele. Não o suficiente para escalpelar.

27. O ponto
Pega-se, com os dentes, uma pequena quantidade de pele, de tal maneira que só fique uma marca como um ponto vermelho. A pessoa só pode ter um dente, suponho.

28. A linha dos pontos
Deve ser dada na testa ou na coxa. Uma pequena porção de pele é mordida com todos os dentes que deixam sua marca. Are Baba!

29. O coral e a jóia
Resulta da junção dos dentes e dos lábios. Os lábios são o coral e os dentes são a jóia.

Quanta ternura! Levou-me às lágrimas.

30. A linha de jóias
A mordida é dada com todos os dentes. O parceiro está esfomeado, polidamente pede comida, ou virará um canibal.


Atenção: todos os itens foram testados e comprovados. Faça você também o teste.

Qualquer defeito, devolva o(a) parceiro(a) e tudo será solucionado.

Namastê!



[Um bom dia para vocês também!...]

o estado das valquírias

A Ortlinde anda a fazer malabarismo, muito concentrada, a ver se não deixa cair nenhum dos malabares que tem em mãos.

Brunhild anda a fazer equilibrismo na trave, também muito concentrada, a ver se não se desiquilibra e se estatela ao comprido no chão.

O terceiro elemento ainda não se decidiu a aceitar o convite para se valquirizar. Não tem tempo!... Fraquinha!

Portanto, pede-se muita tranquilidade, como o outro. Se bem que ao outro, a tranquilidade não lhe tem servido de muito. Então, pede-se silêncio! E um pouco de paciência... We'll be back!...

[Entretanto, eu vou enchendo chouriços...]

O homem Carneiro

Homem apressado por excelencia, sobe as escadas a quatro e quatro e quando chega á porta de casa, já tirou o casaco...ou outras peças de roupa....
Fala depressa ou ás sacudidelas. Numa linguagem seca e precisa. o seu olhar directo e acutilante. Nunca desvia a vista quando se dirige a alguém e é impossivel fugir ao seu dominio. mas quando ri enruga as pálpebras e os olhos brilham. Há algo de honesto naquele rosto extremamente móbil e expressivo. O sorriso é carnivoro. Brusco nos gestos e na maneira de falar, desajeitado nas caricias. respira energia, força e vitalidade por todos os poros.

O homem de carneiro possui um dinamismo notável. Ama o perigo e a velocidade, despreza a dor. O repouso esgota-o. Precisa queimar constantemente as suas reservas. Vive num ritmo que pouca gente aguenta. De todo o zodiaco é o carneiro o detentor dos recordes de fracturas, de desastres, de queimaduras e ferimentos diversos. A desgraça atinge-o com violência á semelhança do seu temperamento excessivo. Um Steve Mac Queen.

Psicológicamente, o carneiro é um ser de vontade forte e corajoso. Nunca se confessa vencido; pode morrer pela causa em que acredita. A sua caracteristica essencial é ser "primário", quer dizer, todas as suas reacções são imediatas e espontâneas. Nunca faz batota, a sua sinceridade torna-o vulnerável. Não admite que lhe mintam, que o explorem, que o traiam. E quando descobre que foi enganado, contra-ataca de modo, por vezes fulgurante. A violência faz parte sa sua natureza e quando dominado pelo furor, por uma cólera cega, pode tornar-se perigoso.

Mas traz o coração nas mãos e arrisca tudo pelos amigos. É um aventureiro, no sentido mais nobre do termo. Empreende todas as tarefas com audácia. Como não se sente atraído pela reforma gosta de correr riscos. Precisa de um objectivo e, de preferencia de um objectivo nobre, de algo estimulante que não o faça corar. Tem gostos revolucionários. A acção politico exerce atracção sobre ele...até ao dia em que descobre que á sua volta, nem todos fazem jogo limpo. Nessa altura desiste, pois não é cinico.

O seu machismo - ou culto da virilidade - por vezes prega-lhe partidas, leva-o a praticar actos heroicos ou sublimes que em nada contribuem para a sua felicidade.

Por vezes mostra-se genial quando confia na sua ignorancia. A sua inteligencia é dominada por uma percepção muito rápida que o leva a adiantar-se em relação aos outros. Deve desconfiar do fanatismo, das simplificações apressadas que faz por comodidade, para não sentir duvidas, coisa que não suporta. Recusa a hesitação e, no entanto, se recorresse a ela não seria obrigado a rever as suas posições, o que lhe exige sacrificio: quando as circunstancias o obrigam a isso, sofre terrivelmente.


como ama?

Especialista do amor á primeira vista, apaixona-se imediatamente e não suporta que o obriguem a esperar. Faz imediatamente mil projectos aos quais associa a sua bem-amada do momento; é sincero. Mas a paixão assalta-o com tal violencia, que depressa se transforma em cinzas rapidamente frias. Se o abandonam, cai num estado de irritação donde lhe é dificil de sair....até ao momento em que se apaixona de novo. Não receia casar jovem. Fá-lo várias vezes se necessário. Mas gosta de crianças e estabelece com elas um contacto maravilhoso. Leva-as a acreditar, uma vez que é assim que ele vive, que a vida é apaixonante.

Mostra-se tão entusiasta e generoso que a eleita do seu coração se sente amada. Presa naquele turbilhão em que é preciso viver a toda a velocidade, a principio sente-se feliz. A seguir, se não goza de uma saúde de ferro, fica completamente exausta. Ele tem tendencia para decidir pela mulher, para lhe impor as suas ideias, os seus gostos, os seus caprichos. E tudo isso com a maior boa fé, não lhe passando pela cabeça que o facto possa desagradar-lhe. Para o contrariar, é preciso muita subtileza e até manha. E como, no fundo ele não passa dum ingénuo, nada mais fácil. Opor-se-lhe aos gritos e de forma violenta, é uma declaração de guerra; e nesse campo, ninguém consegue levar-lhe a melhor.

Sexualmente, este amante apaixonado tem problemas frequentes. Quase sempre se mostra demasiado apressado para o gosto da companhia. Sofre de uma certa tendencia para tomar tudo de assalto e para se conduzir como um tanque de guerra. No entanto, nem todas as mulheres apreciam esse estilo, que, bem vistas as coisas, é eminentemente viril.

Se fosse um intrumento de música: o trompete