amigos, amigos... negócios à parte

Numa destas noites, já mais para lá do que para cá, dei letra a um gajo qualquer num bar. Dei porque gosto de conhecer pessoas e ele até tinha uma conversa interessante. Mas o meu interesse por ele, não ia além disso. Razão pela qual, saiu disparado do bar e com cara de poucos amigos, quando ele, lampeiro, avançou, e eu lhe dei um chega-para-lá daqueles.
Acho que eles ainda não se aperceberam que nós, mulheres, funcionamos de forma diferente. E, se eles não sabem, também não sou eu que lhes vou dizer.

Esta mania deles se aproximarem de nós sempre com a mesma ladainha já cansa. Somos sempre o máximo: a mais bela, a mais inteligente, a mais simpática, a mais engraçada, blá blá blá... Isto enquanto o jogo lhes é favorável. Mas, tal como no futebol, à primeira derrota, passamos de bestiais a bestas: manipuladora, perigosa, mau feitio, caprichosa, etc.

Eu, há muito, que perdi a pachorra para estes joguinhos de segunda divisão. Antigamente, dava-lhes corda, gostava de ver até onde eles eram capazes de ir. E aproveitava para massajar o ego. Mas agora, à primeira oportunidade, ponho logo os pontos nos "is": "só te vejo como um amigo." O que, traduzido para linguagem comum, significa "vamos ter uma relação só não haverá sexo". Costuma ser certinho.
Os mais persistentes ainda tentam dar a volta ao resultado, tentam empalear, ir a prolongamento e, quiçà, a penalties. Mas comigo, não cola! Estas coisas sentem-se. Ou há química, ou não há.

Se não houver química mas houver física, o assunto é de solução muito fácil. É só dar o corpo ao manifesto. Tiro e queda.

Mas a coisa complica-se quando entra no campo da físico-química, provoca um curto circuito interno e eu perco-me por completo. A gaja segura e determinada que sou, desaparece. E, no seu lugar, surge uma menina insegura e cheia de dúvidas. Sempre foi e sempre será. Por isso é que fujo de situações destas a sete pés. Assim que vislumbro o perigo, abre, que se faz tarde.
Quando quiserem saber qual é o gajo que mexe comigo, é fácil, é aquele que eu ignoro. Aquele com quem não mantenho contacto visual e com quem não troco duas palavras sequer. Ridículo, huh?!

O mais curioso nesta questão toda à volta dos gajos não conseguirem (não quererem e não precisarem) manter uma relação somente de amizade com uma mulher, é quando as relações chegam ao fim e tentam espetar o discurso "podemos ficar amigos". Que, traduzido para linguagem corrente significa "não vamos ter uma relação mas vamos ter sexo". E, infelizmente, a maior parte das gajas cai, porque continuam a ver o sexo unicamente como um acto de amor. Não sabem distinguir as coisas. Algumas delas, ainda não se aperceberam que, como disse um amigo meu, "há foder, há sexo e há amor".
Se a relação não funcionou enquanto durou, acham mesmo que vai funcionar depois de acabar?! Socorro!

É atribuído às mulheres o sexto sentido. Mas há algo que eu não compreendo: como é que os defuntos adivinham quando nos estamos a interessar por alguém e resolver voltar para nos assombrar? Reaparecem sempre naquela alturinha certa! Impressionante!

Claro que estas coisas são claras e muito fáceis de ver quando se passam com os outros. Quando é connosco, a coisa complica bastante. É nestas alturas que as amigas têm um papel importante.

Neste momento estou capaz de saltar ao pescoço de um amigo meu pelo que ele está a fazer sofrer uma amiga minha. E estou capaz de abrir a cabeça à minha amiga e obrigá-la a ver a realidade nua e crua!

Não obstante a idade que têm, os gajos agem sempre de forma egoísta, só pensam neles e no seu grande ego!

E desde já peço desculpa por estar a generalizar e a ser injusta com a minoria. De cabeça quente, é inevitável não dizer estas barbaridades.

Volto já! Preciso de um cigarro!...

Porque é Natal...

... vou privar-me de fazer o comentáriozinho que tanto me apetece fazer.

Lisboa: Sindicato revelou total desprezo pelos lisboetas ao fazer greve à recolha lixo

E também porque sou politicamente correcta!
(E este blogue também é lido em Lisboa, por lisboetas...)

Come Home *

* Dedicado ao casal maravilha (Tone&Maria), a passar férias numa palhota na África do Sul.

Por favor, voltem, depressa!
Eu estou fartinha de aturar o Troll. E ele farto está de me aturar.



"Come Home"

Stuck between the do or die, I feel emaciated.
Hard to breathe I try and try, I'll get asphyxiated.
Swinging from the tallest height, with nothing left to hold on to.

Every sky is blue, but not for me and you.

Come home, come home, come home, come home.

Glass and petrol vodka gin, it feels like breathing methane.
Throw yourself from skin to skin, and still it doesn't dull the pain.
Vanish like a lipstick trace, it always blows me away.

Every cloud is grey, with dreams of yesterday.

Come home, come home, come home, come home,
come home, come home, come home, come home.

Always goes against the grain, and I can try and deny it
Give a monkey half a brain, and still he's bound to fry it.
Now the happening scene is dead, I used to want to be there too.

Every sky is blue, but not for me and you.

Come home, come home, come home, come home,
come home, come home, come home, come home

digam adeus ao gás pimenta



Palm pistol: pistola de 9mm, com uma só munição, destinada a ser usada por idosos com dificuldades na manipulação de objectos complicados.

Nem vou comentar...

mais um azul

Leiam, leiam... Principalmente todos aqueles que têm mensagens de ódio ao Natal no msn...

fuck christmas, I got the blues

Just as i am (blues luther allison)

Will you love me like I love you?
Will you still love me when I do the things I do?
And when I'm standing on shakey ground
Will you still love me just as I am?
Will you promise to be honest?
Will you promise to cross your heart?
And when I'm hurtin' and I don't give a damn
Will you love me just as I am?
Just as I am Just as I am
I put my heart in your hand
Just as I am Oh yeah
Will you hold me like a baby?
Will you hold me, mmm-mmm,
when I'm not able?
And when I'm a-looking at the Promised Land
Will you still love me, love me just as I am?
Oh, hold me
Will you still love me just as I am?
Just as I am?
I want you to love me
I want you to love me
Love me, love me, love me, love me
Just as I am
Ooo yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah
Baby, baby, baby
Come on and love me
Come on and take me
Take me just as I am
Whoa-whoa-whoa-ooh baby
Take me just as I am
You gotta take me
Take these arms of mine, come on
Take me just as I am
Just as I am.

o exemplo vem de cima

vejam, vejam... E pasmem-se!

Presença dos deputados às Reuniões Plenárias

(A)pelo

Na Avenida da Republica em Vila Nova de Gaia, há uma loja de flores, A Vitória Régia.
Apela-se a quem conhecer a dona, ou algum funcionário desta loja para deixar um contacto neste blogue.

É um caso de Amor!

Freddy, um Husky Siberiano está apaixonada pela rena que está na montra!

Todas as noites namora a rena em frente á loja, mas o vidro tem dificultado esta relação e o Freddy anda cada vez mais deprimido.

É NATAL!!


(esta história não é ficção)

E assim se começa o dia bem disposta

diário de compras de Natal

[N.N., foi deste blogue que surgiu a conversa à volta do pochlost.]

Imperdível!

Hoje, 10 de Dezembro
21h30
Igreja da Lapa (Porto)

Concerto de Homenagem a Olivier Messiaen
Organista: Naji Hakim
Orquestra Sine Nomine
Maestro: Johannes Skudlik

[Salvo erro, será executado A Natividade do Senhor. Mas não tenho a certeza e não encontrei informação disponível na internet...]

encerrando o assunto

Tudo Isto E Fado - Amalia Rodrigues

Tudo isto é fado

Perguntaste-me outro dia
Se eu sabia o que era o fado
Eu disse que não sabia
Tu ficaste admirado
Sem saber o que dizia
Eu menti naquela hora
E disse que não sabia
Mas vou-te dizer agora

Almas vencidas
Noites perdidas
Sombras bizarras
Na mouraria
Canta um rufia
Choram guitarras
Amor ciúme
Cinzas e lume
Dor e pecado
Tudo isto existe
Tudo isto é triste
Tudo isto é fado

Se queres ser meu senhor
E teres-me sempre a teu lado
Não me fales só de amor
Fala-me também do fado
É canção que é meu castigo
Só basceu p'ra me perder
O fado é tudo o que eu digo
Mais o que eu não sei dizer


Aníbal Nazaré

Há pessoas assim....

Há pessoas assim que entram na nossa vida, sem pré-aviso !
De repente estávamos uma em frente á outra, jantávamos.
Exactamente como a tinha imaginado, olhar doce, tranquilo e um sorriso de menina.
Como sempre, falei por mim, por ela e por todos os que estavam no restaurante!
Quando cheguei a casa, pensei - " porra, nunca mais me vai querer ver pela frente. Que gralha!!"
Poucos dias passaram e sou apanhada de surpresa com o convite para partilhar este blogue, e como não sou de fugir a desafios,aceitei de imediato.
A velha mania de agir primeiro e pensar depois! Sim, só depois pensei que não vai ser nada fácil manter a qualidade do que tem sido escrito aqui!

Desde já, apresento as minhas desculpas pelas patetices que irei publicar.

Há pessoas assim, que entram na nossa vida e nos emocionam !
Obrigada Brunhild !

sangue novo

A partir de hoje, este blogue passa a ser partilhado. Deixou de ser meu e passou a ser nosso. Era algo que queria (não é à toa que optei por A Cavalgada das ValquiriaS) e acho que encontrei a pessoa certa.
Alguém que caiu do céu na minha vida e que tem sido uma surpresa, das boas!
Por isso, assim que a ideia me surgiu, não hesitei um segundo em formular-lhe o convite. Aceitou na hora.
É corajosa, sensível, inteligente, intuitiva, tem muito carácter e sentido de humor. Tenho a certeza tem muito para dar e irá fazê-lo, no seu tempo, assim que contornar o friozinho na barriga causado pelas inseguranças e receios iniciais.

Eu estou super entusiasmada com a ideia e em pulgas para que comece!

Bem-vinda, Ortlinde!

melancolia da boa



Meu amor, meu amor,
Meu corpo em movimento,
Minha voz à procura,
Do seu próprio lamento.
Meu limão de amargura,
Meu punhal a crescer,
Nós paramos o tempo,
Não sabemos morrer.
E nascemos, nascemos,
Do nosso entristecer.
Meu amor, meu amor
Meu pássaro cinzento,
A chorar a lonjura,
Do nosso afastamento.
Meu amor, meu amor,
Meu nó de sofrimento,
Minha mó de ternura,
Minha nau de tormento.
Este mar não tem cura,
Este céu não tem ar,
Nós paramos o vento,
Não sabemos nadar.
E morremos, morremos
Devagar, devagar.

Estranhas formas de vidas

Ontem foi um daqueles dias, cheios, de nada. Um dia assim-assim. Detesto dias assim-assim. Prefiro os dias bons, ou até mesmo os dias maus. E nem sou muito exigente. Para mim, um dia bom, é um dia que eu consigo escapar sem ouvir a estória da Brandi Carlile, pela inésima vez.

Dias assim-assim, tal como pessoas assim-assim, fazem sentir-me assim-assim. Detesto! Sentir-me assim-assim não é sentir.

Era urgente que eu começasse a sentir qualquer coisinha.

Durante o dia tive dois convites para programas diferentes, para essa noite. Aceitei o primeiro que me fizeram mas confesso que nenhum me agradava particularmente. Muitas vezes esqueço-me que posso recusar convites...
Curiosamente, nenhum se concretizou. Assim, após o jantar, dei por mim sozinha e sem ter o que fazer. O que, num dia normal, para mim, é óptimo. Mas, em dias assim-assim, não é.
Antes do dia terminar, tinha de sentir qualquer coisinha para ter a certeza que estava viva e que tenho sangue, quente, a correr nas veias.

Resolvi sair de casa. Saí sem rumo, como tantas vezes faço. Decidiria durante o caminho. E assim foi.
Optei por um dos meus programas a solo preferidos: livraria Leitura e sessão de cinema.

Quando me dirigi à bilheteira reparei que as estreias da semana não me motivavam muito. Ainda assim, a jeito de recordação de uma época da minha conturbada adolescência, em que só ouvia Amália, optei por este filme.
Segui para a livraria.

Precisava de comprar um livro. Já estou quase a acabar o Pedro Paixão. Felizmente! Já não posso com tanta paixão arrebatadora. Cansa! E não me apetece ler nenhum dos livros que tenho por ler lá em casa.
Tinha de ir à caça ao livro.
Apetecia-me algo que me fizesse sentir mas que não fosse arrebatador. Algo ligeiro. Não me apeteciam romances, ou clássicos, nem livros técnicos. Apetecia-me algo... simples... simplesmente humano.

Como "quem procura, encontra", no meio de tantos livros bati os meu lindos olhos no outro amor de Carlos Pac Nobre. Quem me conhece, sabe que eu gosto das coisas que este tipo escreve. Alguém que gosto de ir acompanhando. A ele e ao Manuel Cruz.

Usei a minha táctica infalível do costume: abri o livro aleatoriamente e li uma passagem. Gostei. Fechei o livro. Voltei a abrir o livro numa página à sorte. Li uma passagem e voltei a gostar. Tratava-se de uma compilação de crónicas, publicadas num jornal da praça. Comprei o livro!

Mal apanhei o livro nas mãos, comecei a lê-lo compulsivamente. Finalmente, começava a sentir qualquer coisinha.

Entretanto, começa o filme.
Não me recordo da última vez que chorei assim tanto a ver um filme. De repente, lembrei porque gostava tanto de ouvir Amália: aquela voz, o sentimento com que canta, são inconfundíveis. Lembrei que gosto de fado. Do fado da Amália e de fado vadio. O fado que canta a dor e a saudade de um povo. Povo esse que hoje já não reconheço. Um povo que deixou de sentir, que deixou de cantar, que deixou de viver. Rendido à música ligeira, na forma e de conteúdo. Toda igual, cantada de forma igual. Tal como as pessoas. São todas iguais. Já não se deixam apaixonar, não amam, nem odeiam!, não sentem, não vivem. Parecem pequenos humanos robotizados, provavelmente de origem nipónica, dada a sua eficácia e eficiência no cumprimento da sua árdua tarefa: não ser, não sentir, não viver.
Gosto de pessoas que sentem: que amam, que se apaixonam, que cometem erros e caem, e voltam a levantar-se, que riem e choram e assumem que o fazem, pessoas com nervos, ou até mesmo pessoas que odeiam tudo e todos. Estes últimos cada vez em maior número. Parece que virou modinha.
Gosto de pessoas que vivem e que assumem o que sentem. Gosto de pessoas, ponto!

Amália era uma pessoa destas, das que sentia.
Não conhecia a vida da Amália mas já sabia que era uma grande mulher. Identifiquei-me em muitas das suas palavras e acções, na sua estranha forma de vida.
O filme, como filme, não vale nada. Mas, para mim, ontem, valeu muito.

E aqui vos deixo um poema da própria Amália. E um dos meus fados preferidos, a par do Nem às paredes confesso.

Estranha forma de vida

Foi por vontade de Deus
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade.
Foi por vontade de Deus.

Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.

Coração independente,
coração que não comando:
vive perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.

Eu não te acompanho mais:
para, deixa de bater.
Se não sabes onde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais.

Amália Rodrigues

Quero um destes!

Gastrosexual: passionate about food, deriving pleasure from its preparation and consumption, thrilled by the shape of a pepper and seduced by the perfect combination of flavours.

girls just wanna have fun and men... in fitted jeans

Mais um sábado à noite, dia de night por excelência. Pessoalmente, prefiro sair à sexta. Mentira! Pessoalmente, prefiro sair à sexta e ao sábado. Mas o pessoal anda com a mania que já não tem idade para noitadas, muito menos seguidas. Fraquinhos!
Adiante!

Mais um sábado à noite, com warm-up em minha casa, o que, por si só, promete.
Não terá sido por acaso que eu recebi uma carta do condomínio dando-me a conhecer a Lei do Ruído. Com partes sublinhadas e tudo, poupando-me o trabalho de ler o restante. Acho que só vai sair aquela matéria na chamada oral.

Como acordei às 17h30, tive de repensar a ementa do jantar. Optei por reforçar o stock de João Pires e improvisar um esparguete de marisco com molho de natas. A estratégia era embebedar os convivas logo nos aperitivos. Assim, no caso do jantar não sair conforme idealizado, ninguém repararia.
Assim foi! Antes do jantar ir para a mesa, já estava tudo bêbado. Quer dizer... eu, pelo menos, e como boa anfitriã, já estava.

Findo o jantar, servem-se os digestivos. Em minha casa é tudo conforme manda o figurino. No que respeita a desculpas para beber, pelo menos.
Chega o resto do pessoal. Entre eles, um caloiro nestas noitadas com Brunhild. Habituado a ver-me sempre muito bem comportadinha, a beber água, às vezes umas caipiroskas ou umas cervejas, mas sempre com aquele ar de quem não parte um prato, ficou algo surpreendido por me ver naquele precoce estado de euforia alcoólica.
Ultrapassado o choque, estava na hora de descolar.

A esta altura a minha memória já começa a falhar.
Não me lembro do percurso de carro, nem onde paramos mas lembro-me bem da seca que apanhava de cada vez que ia buscar um Mojito. Também me lembro bem das galochas brancas que as meninas da publicidade do tabaco tinham calçadas e da cara delas de parvas, tipo-não-te-conheço-de-lado-nenhum-para-me-estares-a-dirigir-a-palavra, quando lhes perguntei se sabiam onde as tinham comprado. Este pessoal do Porto é tão empertigado! Principalmente as gajas. E contra mim falo, que por vezes dou por mim a fazer a mesma cara de parva. Em Lisboa o pessoal é mais... como direi... dado! Mas estas considerações ficam para outra altura.
Lembro-me bem de cruzar o meu olhar com um olhar vivo e cheio de qualquer coisa que me deu vontade de descobrir, do outro lado da sala. A acompanhar aquele olhar, vinha um tímido sorriso maroto e um "charme de trapalhão". Quem me conhece, sabe que este é o meu ponto fraco. O "charme de trapalhão" e sinceridade, conjugadas, são uma arma letal, para mim.
Quando o dono daquela poderosa arma passa por mim, eu disfarçadamente faço "a rotação" e é quando tenho a decepção da noite: nada! Nadinha! Nada de nada! Nicles! Népia! Nestum! Nestes!

Uma amiga já me tinha falado sobre esta crise, mas ainda não me tinha atingido. Muito honestamente, pensei que fosse crise que não atingisse a faixa etária dos trinta e, como não aprecio "bebés", nunca pensei senti-la. Muito enganadinha...
Por coincidência, ainda no outro dia, a dar passagem a um adolescente que atravessava na passadeira, me ri sozinha. Esta modinha dos gajos andarem com as calças a caírem pelas as pernas abaixo tem a sua piada. As calças do miúdo eram tão grandes que ele tinha de as segurar para elas não caírem à medida que ia caminhando. Ri-me que nem uma perdida dentro do carro. E achei interessante o facto dos gajos andarem a tentar caber no tamanho a cima, quando as mulheres passam a vida a tentar caber no tamanho abaixo. Ainda ontem quase tive de fazer o pino para me conseguir enfiar nas calças novas que comprei, um tamanho abaixo. Missão comprar-roupa-na-secção-de-criança cada vez mais próxima de ser cumprida.

Também confesso que o ar "yo!-yo!-sou-tão-mau-e-rebelde" me atrai. Pela minha experiência, são estes os gajos mais lamechas que existem. Um reflexo da música que ouvem: hip-hop vs R&B. Gosto da atitude, mas não gosto da forma de vestir. No entanto, também não gosto de gajos pipocas. Na verdade, pouco ligo ao que vestem, desde que mostrem o que gostamos de apreciar.

Meninos, não nos privem do que mais gostamos! Como disse um amigo meu, e muito bem: "nós não temos mamas para mostrar, logo não podemos usar decotes; não temos pernas para usar mini-saias; nem sequer podemos usar batôn; a nossa única arma são s calças que nos favoreçam o rabiosque.".
Nós, mulheres de Portugal, andamos a fazer a nossa parte. Eu até aderi à moda da mini-saia, coisa que não fazia há uns quinze anos (ai! esta doeu!...). Façam a vossa parte também!

Suspeito que esta modinha foi ideia de algum pseudo que não tinha cu para as calças, literalmente! E os outros, nabos, foram atrás!
Nos putos ainda tem a sua piada. A mim, dá-me vontade de ir lá puxar-lhes as calças para cima. Mas em gajos acima dos trinta, fica um pouco ridículo, não acham?!
Vá lá, meninos, alegrem os nosso dias!!!
Não nos façam ter que regressar no tempo e voltar a frequentar salões de bilhar. O que, em desespero de causa, será o que vai acontecer.

Após esta tremenda desilusão, nada mais me restou a não ser beber até esquecer. E assim foi! Do resto pouco ou nada me lembro.

Dizem-me que sou endiabrada e que foi uma noite muito divertida. Eu acordei com essa sensação no dia seguinte, apesar do grande buraco negro na memória.
Também sei que acordei com a caixa de mensagens do telemóvel cheia. Mensagens que não sei o que respondi porque o meu telemóvel, antigo, não guardava as mensagens enviada.
A ver se a menina não tratou logo de comprar um telemóvel novo, 3G, com pontos finais e tudo...

stay tuned

Vamos ter novidades aqui no blogue!...

dis(a)tracções

Sou tão distraída, tão distraída, que me esqueço de dizer às pessoas que até gosto delas.
Assumo que me conhecem e que sabem que, se exerço sobre elas a lei da atracção, é porque gosto. Delas.
É porque são importantes para mim e preciso delas, sempre por perto.
Mesmo quando ando assim... um pouco distraída.

É um pouco alarmante... digo eu!

"Trabalhadores param um terço do próximo ano

Cinco feriados calham em terças ou quintas-feiras e há quatro fins-de-semana prolongados

O próximo ano terá menos fins-de-semana prolongados e possibilidades de ponte do que 2008, mas continuará generoso. Cinco feriados vão calhar à terça ou à quinta-feira e em Junho será possível tirar umas miniférias.

Em 2009, quatro dos 14 feriados nacionais calham ao fim-de-semana, mas os restantes possibilitam tirar dias-extra de descanso, para quem tenha possibilidade de fazer essa ginástica. Às cinco possibilidades de ponte juntam-se quatro fins-de-semana prolongados, fruto de feriados à sexta ou à segunda-feira.

Dos feriados nacionais, apenas o 10 de Junho calhará a uma quarta-feira, mas como o Corpo de Deus é no dia seguinte, será possível ficar cinco dias em casa nessa semana, metendo apenas um dia de férias na ponte de sexta-feira.

Embora continue fértil em fins-de-semana prolongados, 2009 não será tão generoso quanto 2008, em que houve sete pontes e cinco fins-de-semana prolongados, no Porto, e seis pontes e seis fins-de-semana de três dias, em Lisboa. As diferenças explicam-se pelo São João e Santo António.

Em 2009, se forem somados feriados nacionais e locais, fins-de-semana, pontes e os 17 dias úteis de férias que restam - para usufruir das pontes, será necessário gastar cinco dos 22 dias previstos na lei -, verifica-se que o ano terá 137 dias de descanso (136 em Lisboa ou nos concelhos que comemoram o Santo António, que calha a um fim-de-semana).

Aos feriados civis e religiosos, têm ainda de somar-se as tolerâncias de ponto que algumas empresas e a Função Pública costumam dar, casos da Véspera de Natal ou da tarde de Quinta-feira Santa, esta última comum na banca.

Luís Bento, docente na Universidade Autónoma e consultor em recursos humanos, estima que, entre perdas de produtividade directas e indirectas, os feriados e pontes tenham um impacto de 1% no Produto Interno Bruto. A valores de 2007, a perda será de cerca de 1,6 mil milhões de euros.

"Com as actuais taxas de crescimento do produto, pode significar a diferença entre crescimento económico e recessão", ilustra o professor. Como custos indirectos, Luís Bento dá o exemplo de pessoas que tiram a manhã para ir a uma repartição pública e, como está fechada devido a uma tolerância de ponto, têm de voltar lá no dia seguinte e faltar novamente ao emprego. Outro caso são as empresas de logística que não recebem as encomendas e têm custos acrescidos devido aos atrasos.

Para Luís Bento, o problema poderia ser contido se, no início do ano, houvesse uma definição das pontes e tolerâncias de ponto a usufruir, para que as empresas soubessem com o que contar. Outra medida seria encostar alguns feriados ao fim-de-semana, como já acontece em alguns países.

Claro que há trabalhadores para quem a ginástica dos feriados e das pontes pode não fazer muito sentido. É o caso dos mais de 330 mil portugueses que acumulam dois empregos, dos 2,7 milhões de pessoas que trabalham ao sábado e dos 1,3 milhões que o fazem ao domingo.


Daqui.

Não sei se fico mais procupada com o facto de Portugal ser um dos países com menor indíce de produtividade (sabe-se lá porquê!...) ou com o facto de alguém se dar ao trabalho de fazer esta análise e fazer dela "notícia"... Vou decidir e logo digo!...

com reserva

E chegamos a mais um mês de Dezembro, o mês dos já-não-há-paciência-para-mais-jantares-de-Natal.
À laia do espírito natalício, a malta vai-se reunindo.
É o jantar de Natal da empresa onde trabalhamos actualmente, das empresas onde trabalhamos anteriormente (mesmo daquela onde fizemos uma estágio de quinze dias e onde ninguém sabe o nosso nome), dos amigos de infância, dos amigos da primária, dos amigos da pré-primária, dos amigos da preparatória, dos amigos do ciclo, dos amigos da catequese, dos amigos que estavam na paragem do 61 para Matosinhos no dia 17/08/1994 às 14h52, dos amigos da faculdade (mas só do nosso ano), dos amigos da escola de música, dos amigos do inglês, dos amigos do café que entretanto até já fechou, dos amigos da rua onde os nossos pais moravam (mas só dos números pares), dos amigos da nossa rua (mesmo aqueles que nem conhecemos), dos ex-amigos, dos futuros amigos, dos amigos dos amigos, dos amigos casados, dos amigos solteiros, dos ex-namorados (inclusive daquele que se portou como uma autêntica criança), daquele amigo especial e mesmo de todos os nossos inimigos. Afinal é Natal!...
Vamos lá reunir a malta toda!
Vamos lá sentar todos à mesa, mesmo com pessoas que não gostam de nós (e que nós retribuímos na mesma proporção), e desfrutar de uma bela refeição.
Mesmo que durante o resto do ano passem por nós e façam de conta que nem nos conhecem. É Natal!!! É só durante estes 30 dias. Não custa! Depois volta tudo ao que estava.
Façam lá um esforço, ok?

Gosto tanto deste espírito natalício!...

PS - Se não tiverem agenda para tantos jantares de Natal, comecem a marcar em Novembro ou estendam até aos primeiros quinze dias de Janeiro. Não há problema! Se houver vontade, eles acontecem. Nada de desculpas esfarrapadas!...

PS - I love you

Mais uma sesssão de cinema em casa. Sobre este filme só digo: devia ir morar para a Irlanda! Muita natureza, frio, muita Guinness e goofy guys. O paraíso na Terra.

um coração poderoso

Finda mais uma sessão de cinema em casa (algo recorrente nestas semanas), penso: como se gere perder a pessoa que se ama? Perder, não porque houve um motivo, mas perder mesmo, de vez e para sempre. Como se gerem as recordações? Como se volta a ficar bem, a ficar de bem com a vida e com o mundo?
Tentei, mas não consigo imaginar.
Talvez so mesmo recorrendo a um poderoso coração.

Finalmente, em casa...

... ouço o ruído da chave a rodar. Um barulho recente mas que conheço tão bem, que me transmite a sensação de respirar fundo e poder, por fim, relaxar.
Lá fora fica por entrar o ruído ensurdecedor, do mundo e das pessoas.
Preciso tanto de paz! Preciso de um tempo e de um espaço só meu.
Penduro o casaco, guardo a mala e sento-me no sofá. Mas mal consigo sentar-me confortavelmente antes de começar a chorar. O turbilhão de emoções começa lentamente a sossegar.
Podia telefonar a alguém. Mas que iria responder quando me perguntassem porque choro? Nem eu conseguiria explicar, nem pessoa alguma conseguiria compreender.
Talvez se alguém adivinhasse o meu estado e me ligasse de surpresa, a perguntar como estou... Provavelmente, não atenderia o telemóvel, alegando mais uma vez que está no silêncio. Não gosto que me telefonem. Principalmente de surpresa. Raramente atendo. Na verdade, não gosto de telemóveis. A ideia de estar em permanente contacto, disponível, causa-me desconforto. Por isso, raramente atendo. Por isso o telemóvel anda sempre em silêncio.
Talvez devolvesse a chamada, minutos depois, a correr bem, se fosse alguém próximo, horas depois, ou dias depois, mediante a proximidade. Talvez mesmo nem devolvesse a chamada. Já com voz alegre, responderia "tudo bem!", quando me perguntassem como estou. Se perguntassem. Hoje em dia "Tudo bem?" é só um cumprimento, uma pergunta retórica. Ninguém espera pela resposta, ou mesmo por uma resposta sincera. Não há tempo ou paciência para saber como alguém está. Bem vistas as coisas, nunca está tudo bem, ou está sempre tudo bem, mediante a perspectiva de cada um. Comigo, está sempre tudo bem.

Coincidências?!...

Já me tinha acontecido, muitas vezes, mas nunca três vezes na mesma semana.
Talvez seja por andar com a sensibilidade à flor da pele. Talvez seja por ter tomado consciência desta... como dizer... minha propensão. Agora confio mais, e de forma consciente, na minha intuição.

Sinto uma vibração, um leve arrepio, e sou invadida por uma certeza, do nada, mesmo sem a confirmar. Que, após confirmação, se revela verdade.
Mas, três vezes?! Três?! Numa semana? Duas delas em dias seguidos. Situações tão díspares...
Confesso que me assusta. Sinto-me uma aberração. E torna-se demasiado para conseguir processar.
Perguntam-me como sei, como posso ter a certeza. Mas não consigo explicar. Nem quero. Na verdade preferia mesmo conseguir não pensar (mais) no assunto. Só sei que sei...

Se por um lado sinto que encontrei o meu lugar, que cheguei a casa, por outro lado, a certeza de que serei diferente, arrepia-me. Faz-me sentir ainda mais isolada de tudo.
Será talvez só uma questão de tempo, até me habituar à ideia. Espero!
Ou talvez seja só uma semana má...
De uma coisa tenho agora certeza: não existem acasos!... Tudo tem uma lógica, um fio condutor, uma linha de acontecimentos, todos interligados, tudo tem ligação...

Afinal...

... não é uma lente cor-de-rosa mas sim uma lupa, um microscópio, um telescópio!

Agora...

... quando me disserem que sou especial, já posso acreditar!

Por isso...

... as pessoas me magoam tanto sem aperceberem, me sinto um peixe fora de água a toda a hora, sou tão fechada em mim, nunca sei se o que sinto é meu ou dos outros, me perco com facilidade, tenho a necessidade de cuidar, tenho a mania de que sei o que os outros sentem e pensam, a minha necessidade de fugir, de me esconder, de me proteger, de procurar protecção, choro tantas vezes sem saber porquê, os outros sempre em primeiro lugar, a dificuldade em lidar com as minhas emoções, precisar de tanto tempo para reagir, a sensação de viver num mundo só meu, a incompreensão por parte dos outros, o não saber explicar o que sinto e o que sei ou como sei, a infância como autista, a adolescência de merda, a incapacidade de me entregar, o detector de mentiras, a insegurança, a timidez, as constantes oscilações de humor sem causa aparente, o comportamento bipolar, o isolamento, a paranóia pela perfeição, a intransigência, o cansaço que se abate sobre mim frequentemente, a obsessão pelos detalhes, a pouca tolerância ao ruído, o gosto pela música e pelas pessoas, pela arte em geral, a necessidade de colocar em palavras e em perspectiva tudo o que sinto e sentir que fica sempre aquém, a exagerada empatia que quase me enlouquece, a obsessão pelas emoções em geral, esta dor constante, estes ataques subitos e efémeros de alegria, ...
... tanta coisa!...
Tanta coisa, mas tanta coisa que começa a fazer sentido...

O que eu sempre suspeitei: não são os outros, sou eu.
Bem me parecia que havia alguma coisa de errado. Era impossível! Não era normal!

E agora?...

afinal não sou uma E.T, sou "só" hipersensível... damn it!

HSP distinguishing marks

A few important marks of hsp:

Sensitivity has (as all things) pro’s and contra’s, but in our western, analytic society, this quality isn’t always easy to handle.

A few “negative” or shadow marks (which are felt the most when someone is not aware of his/her HSP, i.e. in their childhood):

HSPs are sensitive for subtle signals from the environment. A HSP is easily (over) stimulated, can be tensed and doesn’t take one’s ease.
Tend to a way of isolation (in bed, at home, away from other students / colleague/ a crowd of people etc.)
One is over stimulated by environment factors like conversations, music, traffic etc. A lot of people who are high sensitive declare that they are “too much open for their environment” which can lead to tiredness (by the many impressions)
It can be quite difficult to find out if an emotion is your own or from someone else near to you or even the environment.
One can have problems with planning and structuring his/her life. Putting a task for the 10th time on a priority list is a “favorite”, since there is so much to do.
Most of the time they don’t fit in the regular structures, which means that they have troubles in finding their place on this world and in this society.
“The ability to give love” and “taking care for others” are important values in a hsp life. By taking care for another (human or pet), they can take more easily distance from their own life and trouble.
The nervous system is easily over sensed (this can be done by different reasons: stress, electronic stimulation, coffee, drugs but also hypoglycemia or other food factors. In all time, the result is problems like tiredness, burnout, tendency towards isolation (to find rest for his over sensed nervous system).
A lot of hsp seem to be shy, while they are not (most of the times). Most of the hsp people are very social.
Most of the hsp are perfectionists. This is mainly a way of self-defense, since this is the “best” way to avoid disapproval or critics. They are afraid to make mistakes.
They put themselves last in line.
This high sensitivity awakens a lot of these people to search and work at these complaints, so they find ways to deal with this sensitivity. When they are a bit older, they can really integrate this high sensitivity in their lives. That’s also the reason why most of the hsp have a strong need to express themselves in artistic, philosophical or spiritual ways.

Energetic massage are very well capable to help you with awareness processes.
High Sensitive people react easily and very good at this form of massage.
Most of the times people really feel that their minds are more clear,
they can keep order in their life and work situations, which makes them less oversensed.

A couple of “positive” or development sides (When one is aware of his / her highly sensitivity).

They learn and memorize easier and more then average.
They have a strongly developed sense of righteousness.
Respect and being respected is important.
Quality of life and work is important! Money and gathering property are usually less important motivations.
Usually they have a natural disposition for spiritual and artistic matters and interest in reincarnation.
They need the time to pull themselves back from all their social life and “isolate” themselves.
They know/feel that they need it to recover themselves.
Often, they are sharing a lot of information, preferably in a “teacher” role.
A lot of these people have some sort of advising function like writers, philosophers, researchers, therapists and artists.
They have a strong sense for subtle signals and spheres in the area.
Strong empathic capacity.
Powerful awareness of who one is.
By searching for the possibilities to give high sensitivity a place, they can learn to have a good view of their own emotions.
When they have a good view of their own emotions, they are capable to heal their own old wounds, which are mainly originated in their childhood and adolescence.
By all these things, they can learn a lot more of themselves as they know now.

AQUI.

a ler livros de psicologia

As pessoas hipersensíveis são reconhecidas pela sua:
- Intuição
- Empatia
- Espiritualidade
- Idealismo.

As pessoas hipersensíveis são apelidadas de HSP do termo no inglês Highly Sensitive Person.
Possuem um percepção elevada podendo reconhecer pormenores e detalhes que passam despercebidos a pessoas comuns. Tal acontece, porque o seu sistema nervoso processa a informação de uma forma mais profunda e intensa. Esta diferença genética também pode explicar a forte intuição, a criatividade e mesmo a capacidade empática na facilidade em reconhece emoções e estado de espíritos em outras pessoas.
Todavia os hipersensíveis estão mais sujeitos a pressões do ambiente como o stress, sobre-estimulação, ruidos e confusão e também são facilmente tramautizáveis, na maioria dos casos são muito vulneráveis emocionalmente.
Apesar de afectar uma parte considerável da população a hipersensibilidade ainda é um tema que ainda permanece um tanto ou quanto ou obscuro, muito pelo preconceito social de ver a sensibilidade como uma fraqueza e não com algo de valor no ser humano.


As pessoas hipersensíveis possuem o traço genético da hipersensibilidade e são apelidados de Highly Sensitive Person.
São conhecidos por terem as seguintes características:
- Muito intuitivos.
- Natureza empática.
- Consciência espiritual.
- Muito influenciados pelo ambiente em redor.
- Espírito criativo, interesse pelo mundo artístico.
- Boas capacidades de organização.
no lado menos bom:
- Problemas de stress ou de excesso de estímulos.
- Deficiências no controlo emocional.
- Comportamento de natureza bipolar.
- Comportamentos defensivos.

(...)Em que atribui a hipersensibilidade a uma diferença genética que afecta o sistema nervoso, o processo sensorial das pessoas hipersensíveis é efectuado com mais detalhe do que seria normal.


E isto, finalmente, explica muita coisa.

turn it on

(no restaurante)
Eu: Para beber quero uma 7Up.
Empregada: Não temos 7Up. Acabou.
Eu: Humm... Então vou pensar.

Eu: Acho que vou beber água!
Colega: Com lasanha?!
Eu: Não gosto de cola, nem aprecio refrigerantes...
Colega: Bebe um fino!
Eu: Boa ideia!

Eu (para a empregada): Já decidi! Quero um panaché!

Nego tudo! Não fui eu! E tenho alibi!



Anda alguém a investigar este blogue minunciosamente há alguns dias e eu estou a ficar muito curiosa por saber o motivo e de quem se trata.

Se eu puder ajudar de alguma forma, disponha(m). Terei todo o gosto em colaborar.

Working on a saturday... It sucks!

Mais uma repescada de Girl Talk. Gosto deste ciclo!...

ABC - The Jackson 5

Buh buh buh buh buh buh
(Buh buh buh buh buh buh)
You went to school to learn girl
What you never never knew before
Like I before E except after C
Why 2 plus 2 makes 4 na na na
I'm gonna teach you
(teach you, teach you)
All about love girl
(all about love)
Sit yourself down, take a seat
All you gotta do is repeat after me

A B C easy as
1 2 3, oh simple as
doe ray me, A B C, 1 2 3 baby you and me girl
(x2)

Come on let me love you just a little bit
Come on let me love you just a little bit
I'm gonna teach you how to sing it out
Come on come on come on let me show you what it's all about

Reading and writing, arithmatic
all the branches of the learning tree
and now let me tell you girl
education makes complete Te- Te- Te-
Teacher's gonna show you
(show you, show you)
How to get an 'A'
(How to get an 'A')
Let me show you what you have to do
Listen to me baby that's all you gotta do

A B C, it's easy as
1 2 3, oh simple as
Doe Ray Me, A B C, 1 2 3, baby you and me girl
A B C, it's easy it's like counting up to 3
sing a simple melody
that's how easy love can be
(that's how easy love can be)
sing a simple melody
1 2 3, you and me!

Sit down girl!
I think I like you!
No! Get up girl!
Show me what you can do.
Shake it shake it baby
come on now
shake it shake baby
ooh ooh
shake it shake it baby
Ho!
1 2 3, baby
ooh ooh
A B C baby
na na
doe ray me, baby
No!
That's how easy love can be
A B C, it's easy it's lake counting up to 3
sing a simple melody
that's how easy love can be.

I'm gonna teach you how sing it out
c'mon c'mon c'mon let me sow you wha it's all about
A B C it's easy it's like counting up to 3
singing simple melodies
that's how easy love can be

I'm gonna teach you how to sing it out, sing it out, sing out
oh! oh! oh baby!
A B C it's easy it's like counting up to 3
singing simple melodies
that's how easy love can be

found it

Afinal o orginal-original de Real Love é de Mary J. Blige.
Aqui fica. Que não vos falte nadinha... E a mim também.
Afinal ainda não lhe perdi o jeito.

Real Love - Mary J. Blige

I'll keep searching

Ainda não consegui parar de ouvir Girl Talk. É viciante! Parece que estamos a escutar uma sinfonia, tentanto identificar os diversos temas. Há fóruns na net para isso e tudo! O que dá muito jeito. Por exemplo, nesta faixa,



ao minuto 1:27, passa um bocadinho de uma música que me chamou o ouvido. Pesquisei e descobri que se trata de Real Love, das Twilight Singers. Já procurei o original em todo o lado mas ainda não encontrei. Ando a usar os meus dotes de investigadora ao desbarato e depois, quando preciso, falho como as notas de 500 aéreos.
Sendo assim, deixo só a letra. Até porque não tenho tempo para mais.

We are lovers through and through
And we made it through the storm
I really want you to realize
I really want to turn you on
I've been searching for someone
To satisfy my every need
Won't you be my inspiration?
Be the real love that I need yeah

Real love
I'm searching for a real love
Someone to set my heart free
Real love
I'm searching for a real love

When I met you I just knew
That you'd take my heart and run
Til you told me how you felt for me
Said I'm not the one
So I slowly came to see
All the things you were made of
Now I hope my dreams and inspirations lead me to find some real love

Real love
I'm searching for a real love
Someone to set my heart free
Real love
I'm searching for a real love

A love so true
Oh baby
I thought your love was true
Thought you were the answer to the questions in my mind
Now it seems that I was wrong
If I stay strong maybe I'll find my
Real love
I'm searching for my real love
Someone to set my heart free
Real love
I'm searching for my real love

So I try my best to pray to god to send me someone real
To caress me and to guide me
To know that I can feel
Now I know I can be faithful
I can be your arm in arm
I'll give you good love in the summer time, winter, spring and fall

Real love
I'm searching for my real love
Someone to set my heart free
Real love
I'm searching for my real love
Real love
I'm searching for my real love
Someone to set my heart free
Real love
I'm searching for my real love
It's real love
It's real love

girl talk

Estou ma-ra-vi-lha-da! Há muito tempo, muito tempo mesmo, que um projecto musical não me maravilhava tanto: Girl Talk.
Este genial engenheiro, Gregg Grigs; mistura tudo no seu laptop (hip-hop, rock, techno) e o que deveria resultar numa grande salgalhada, resulta numa grande festa!
Faz-me lembrar os sets do Jean Nipon (aka DJ Ai). Muito bom!
Até o nome é genial: a música é uma misturada de loucos mas resulta, tal como as conversas de gajas! (Esta é somente a minha interpretação, não é a versão oficial.)

Aqui fica um cheirinho, mas não deixem de ouvir as restantes disponíveis.



Era alguém trazer este gajo à Inbicta! Nem que fosse o aniversário do Pápa, eu (aka dancing queen), 'tava lá batidinha!

no mesmo dia

Enquanto Lisa Ekdahl canta na Casa da Música, Jane Monheit canta no Casino da Póvoa.



Here I go again
I hear those trumpets blow again
All aglow again
Taking a chance on love
Here I slide again
About to take that ride again
Starry eyed again
Taking a chance on love
I thought that cards were a frame-up
I never would try
But Now I'm taking the game up
And the ace of hearts is high
Things are mending now
I see a rainbow blending now
We'll have a happy ending now
Taking a chance on love

(Instrumental break)

Here I slip again
About to take that tip again
Got my grip again
Taking a chance on love
Now I prove again
That I can make life move again
In the grove again
Taking a chance on love
I walk around with a horseshoe
In clover I lie
And brother rabbit of course you
Better kiss your foot good-bye
On the ball again
I'm riding for a fall again
I'm gonna give my all again
Taking a chance on love

sorria, está na maia

O que é feito dos funcionários mal encarados das repartições de Finanças?
Esperei meia tarde para ser atendida. No mínimo esperava um funcionário mal disposto, antipático, que me quisesse despachar rapidamente. Não! Sou atendida por um funcionário todo-sorrisos, todo ele atenções e preocupado em solucionar o meu problema (problema da empresa, melhor dizendo). Eu mortinha por usar a minha fama de mau feitio e descarregar em cima de alguém a tamanha seca que apanhei, e acabei por sair de lá bem disposta. Será normal?
Os funcionários da tesouraria (agora, cobranças) já me tratam por tu e cumprimentam-me quando me encontram!
Tudo bem que as novas instalações da repartição da Maia até são todas catitas, sitas numas galerias comerciais. Os contribuintes saem para irem às compras e aproveitam para pagar o que devem (e o que não devem!) ao Fisco. Mas, tanta boa disposição incomoda!
Se os funcionários públicos passarem a ser bem dispostos e a trabalharem com gosto e competência, já imaginaram onde o nosso País vai parar?! Eu nem quero imaginar!...

eternal sunshine of the spotless mind

Estes cientistas não podem ver nada.
'Tadinhos dos ratos...

ScienceDaily (Oct. 23, 2008) — Targeted memory erasure is no longer limited to the realm of science fiction. A new study describes a method through which a selected set of memories can be rapidly and specifically erased from the mouse brain in a controlled and inducible manner. New and old memories have been selectively and safely removed from mice by scientists.

AQUI.

Fui!

cá está!

Mais uma teoria comprovada.

Joyful Music May Promote Heart Health

ScienceDaily (Nov. 12, 2008) — Listening to your favorite music may be good for your cardiovascular system. Researchers at the University of Maryland School of Medicine in Baltimore have shown for the first time that the emotions aroused by joyful music have a healthy effect on blood vessel function.

AQUI.

E agora, com a vossa licença, vou trabalhar. Caso contrário, lá se vão as férias. Sim, férias. Sim, outra vez! Também mereço!...

warning: geeks only!

Star Wars: a capella tribute to John Williams

música pela manhã



In a Manner of speaking
I just want to say
That I could never forget the way
You told me everything
By saying nothing

In a manner of speaking
I don't understand
How love in silence becomes reprimand
But the way that i feel about you
Is beyond words

O give me the words
Give me the words
But tell me nothing
O give me the words
Give me the words
That tell me everything

In a manner of speaking
Semantics won't do
In this life that we live
we only make do
And the way that we feel
Might have to be sacrified

So in a manner of speaking
I just want to say
That just like you I should find a way
To tell you everything
By saying nothing.


Para quem a versão original, dos Tuxedomoon, for demasiado pesada, pode sempre escutar a versão mais ligeira dos Nouvelle Vague.

in a manner of speaking - nouvelle vague

Vamos sair logo à noite?

falta uma semana




Inês
De origem grega, significa "casta" e "pura" e indica uma pessoa que tem muita coragem, principalmente para tomar decisões. Apesar de saber líderar bastante bem um grupo, pode ser um tanto ou quanto dominadora.

siga para poker

Se bem me conheço, agora que me foi dada alta, vou voltar a fazer esforços e querer andar com toda a gente ao colinho. E, daqui por uns meses, o cansaço vai abater-se novamente sobre mim e eu volto a ser internada.
Bem, antes internada que entornada.

sweet Lisa

Eu ainda não acredito que Lisa Ekdahl vai dar um concerto no Porto (Sábado, 22h00, na CdM - concerto esgotado) e eu não vou assistir.
Custou ter perdido Nouvelle Vague, mais uma vez. Mas perder este, está ser demasiado duro... Não fosse o aniversário de uma das minhas melhores amiga e estava certinha.

Since Youve Been Gone - Lisa Ekdahl

Since you've been gone

In the silence of my mind
I can see our love was just a line
To a grasp of air
That's nowhere

And while i wait for love's embrace
My life is but a race
Since you're gone now
All my light is left to waste

I never learned the rule
That love can be so cruel
When it's over and done
Now i can't believe
That what they say is true
How love can be renewed
Because once it's abused
Then it's through

There's no laughter in your smile
And all that's left are shadows in my mind
Of a different place
And your face

And in the quiet of my heart
The sadness lingers on
Now i just have a different point of view
Since you've been gone

Gostei!

"Quando andas deprimida, ninguém te põe a vista em cima, ninguém sabe de ti, desapareces. Mas quando andas bem disposta, ficas impossível de aturar!"

boneca teimosa

Quando tomei a decisão de ir, pensei que fosse para sempre. Mas, como costumo dizer, "para sempre" é sempre demasiado tempo para se poder afirmá-lo com segurança. Passado estes meses todos, resolvi voltar.

Já me perguntaram porquê. Pois, claro!
Basicamente, pela mesma razão que fui: apeteceu-me.
Anda uma pessoa a pregar por estas bandas há mais de quatro anos e ainda não sabem que esse é o meu modus vivendi: ao sabor do vento, ou da vontade.

Mas, voltei de onde, ou para onde?
Voltei ao Hi5!

E qual o meu espanto quando constato que guardaram o meu cantinho conforme o deixei. Fiquei emocionada, confesso. Vieram-me as lágrimas aos olhos e tudo. Tal como quando vi o resultado final da mudança de visual. Acho que sou mesmo uma grandessíssima chorona...

Mas o melhor ainda estava para vir.

Andava eu a limpar as teias de aranha, quando reparo que tinha convites de amizade pendentes. Fui ver.

Nisto sinto uma forte arritmia cardíaca e um perigo eminente de sincopar desta para melhor, as lágrimas inundarem-me os olhos e um aperto tão grande que quase me sufocava: o meu pai com perfil no Hi5?! Não dava para acreditar! Aguentei aquele estado o máximo que pude (uns 15 segundos) antes de desatar a rir com muita vontade.
Comecei logo a imaginar a melhor forma de lhe dar tanga. E ainda tinha umas quatro horas para planear... Maravilha!

Acho que este é o meu grande segredo. No fundo, sou como os putos, divirto-me com pouco.

É bom estar de volta!

nem de propósito

É por estas e por outras que eu quero aprender a jogar Poker. E vou aprender! E vocês também, por tabela.

A melhor do mundo no bluff

É duro ser gostosa

Leiam a reportagem do Nuno Markl na Sábado desta semana: O chão que elas pisam.
Vale pela experiência.

Serei só eu a achar que estes novos humoristas recorrem todos ao mesmo género de piadas?! Eu já não lhes consigo achar piada nenhuma. Mas, provavelmente, é defeito meu, tenho a pdm de ser do contra, não é?!...

É duro, é! A calçada portuguesa é muito bonita, é. Mas não para quem calça stilettos. No entanto, gaja que é gaja, sofre e cala! Como diz um amigo meu: "mulher que é mulher, nunca se queixa que lhe doem os pés e tem sempre lenços de papel na carteira."

Também (ainda) não li, mas já estou a ver o filme

Orçamento de Estado 2009: não li, mas quero ver o filme
Crónica de Ricardo Araújo na Visão.

sweet november



Hoje vou adormecer afogada em kleenexes. Amanhã vou acordar com os olhos ainda mais vermelhos e vidrados, com o nariz ainda mais obstruído e com dores de garganta ainda mais fortes. E, provavelmente, sairá um texto a puxar ao sentimento.
Maldita doença!

apendicite aguda

Ontem, pela segunda vez em quinze dias, deram-me 24 anos, no máximo 25.
A reacção imediata é gritar um sonoro YES!, abrir um sorriso e gingar a victory dance, nem que seja mentalmente.
Se agora me dão "no máximo 25 anos", imaginem quando os efeitos da ausência do tabaco no organismo se começarem a fazer notar no rosto, e depois da extreme makeover a que irei ser sujeita no próximo sábado logo pela manhãzinha, se não mudar de ideias até lá. Sou gaja para chegar ao "no máximo 22 anos"!...
Mas, e depois?

As gajas vêm apretechadas com um apêndice ao cérebro que, como quase todos os apêndices, não lhe é atríbuido qualquer tipo de utilidade, só servindo para atrapalhar.
Infelizmente, e apesar dos diversos estudos já efectuados sobre o assunto, conhece-se a sua existência, mas desconhece-se de todo a sua localização ou mesmo é claro o modo como funciona.
Há alguns cientistas que defendem que certos gajos também nascem com este apêndice mas nunca o conseguiram provar.
Sabe-se, no entanto, que é daqui, deste apêndice, que brotam questões como as seguintes: Em que estás a pensar? Ainda gostas de mim? Ondes estás? Com quem? Onde vais? Achas que estou gorda? Este corte de cabelo fica-me bem? Etc., etc. etc. Ou seja, é este apêndice que transmite aquele permanente estado de insatisfação e incompreensão às gajas e que, consequentemente, leva os gajos ao desespero.

Pois bem, depois de me atríbuirem os ditos "no máximo 25 anos anos", o apêndice entrou em acção (este apêndice funciona mesmo com o cérebro em off): será que as pessoas me dão "no máximo 25 anos" antes ou depois de eu começar a falar?!

o dito: o génio da lâmpada

Estou maravilhada!

Experimentem!...

Obrigada, Bruno.

Alguém viu o meu cérebro?

Aqui há tempos resolvi levar a cabo (mais) uma experiência. (Sim, ando a testar teorias.)
Essa experiência implicava deixar o cérebro em casa sempre que saía com a cobaia que escolhi para a minha dita experiência.
A coisa resultou. A minha teoria confirmava-se.

Aqui há dias, altura do derradeiro teste, pedi a uma amiga para me guardar o cérebro porque precisava de ter a certeza que ele não me iria importunar. E como a experiência ia ser realizada lá em casa, não queria correr riscos.
Ela concordou, apesar de achar que era uma tarefa de grande responsabilidade.

Procurei o dito para o levar a casa dela e nada.
Estava a entrar em desespero. Não é que ele me estivesse a fazer falta porque não estava. Nenhuma, diga-se! Isto de andar sem cérebro é uma maravilha. Não ter aquela vozinha chatinha racional sempre a analisar, a dizer-nos o que devemos fazer, o que é certo e o que é errado, a adivinhar as consequências dos nossos actos, a perguntar porquê, a tentar responder a porquês, blá blá blá, é uma seca pegada.

Virei a casa de pernas para o ar, sem grande esforço, diga-se. E nada!
Procurei em todos os lugares, desde os mais óbvios aos mais improváveis: atrás do meu enfeite de Natal, a galinha choca de pelúcia que cacareja um quase imperceptível Jingle Bells; debaixo do colchão (mas só tinha uns trocos escondidos); no fundo das gavetas das meias (nem queiram saber o que encontrei lá!...); atrás da estante dos DVDs de óperas (só encontrei um bocado de cotão. Tenho que deixar de fazer as limpezas sob o efeito de vodka.); dentro da panela de pressão, não vá cozinhá-lo da próxima vez que fizer cozido à Portuguesa; no boião do açúcar amarelo; dentro das minhas carteiras todas (não foi tarefa fácil!); até procurei dentro do baú das fotografias (que medo!...). Nada, nada, nada! Não o encontrei em lado nenhum.
Já desesperada, arregacei mangas e mergulhei na mala do carro: livros, cds, partituras, mais livros, o manual da formação que frequentei há tempos, ainda a toalha de praia (que saudades!...), um casaco, uma saca cheia de revistas de gajas, mas cérebro, nada!
Dei-me como vencida! Tinha perdido o meu cérebro. Distraída como sou, devo tê-lo pousado em qualquer lado e lá ficou, como faço com os guarda-chuvas.

Ele (ainda) não me está a fazer falta. Mas, se porventura, virem por aí um cérebro perdido, deve ser o meu.
Por favor, guardem-no e deixem comentário ao post.
Eu até oferecia uma recompensa mas a crise não permite. Além disso, ele não vale grande coisa. Está um bocadinho gasto, que é como quem diz, está todo comidinho.
No entanto, como foi um presente dos meus pais, quando eu nasci, gostava de o recuperar, pelo valor sentimental. E, além disso, guarda algumas recordações que me são caras. Só por isso.

Obrigada!

Nos teu braços morreríamos, de... Pedro Paixão

«Escrever pode ser uma óptima desculpa para quem na vida não tem qualquer esperança. É uma maneira de preencher uma sombra e há momentos em que um beijo escrito vale por muitos.»

rendi-me à paixão

Depois do doido do Bokowski, será a vez de Pedro Paixão.

Eu, que nem acredito na paixão (mas acredito em ser-se apaixonado), gostava de ter paixão no nome: Brunhild Paixão!

Dois bons motivos para ler Pedro Paixão:

«já vi muitas caras mas nunca apertei nas minhas mãos um coração. uma coisa que vive é como um mecanismo, não é? é, só que mexe sozinho, o que o torna impossível e mete muito medo. e quem sabe o que estará dentro de uma cabeça? eu sei. a partir de uma certa hora: sexo, sexo.

só tu me fazes dizer as coisas que te digo. estou à tua espera. quando chegares vou-te morder devagarinho. só até fazer doer. agora, para que o tempo passe, vou escrever o que passa pela minha cabeça.

é então assim. eu sou um menino, tu uma menina. um menino é em tudo diferente de uma menina e em tudo semelhante. isto é a primeira complicação. como todas as outras derivam desta e resumem-se nesta não vale a pena perder tempo com mais complicações.restam as coisas simples. são as mais belas. por exemplo o haver uma pessoa que goste de outra. isto é o mais belo de tudo o que há no mundo por mais que se procure por todo o lado.

o que é que quer dizer uma menina gostar de um menino ou um menino gostar de uma menina? quer dizer: fazerem tudo um pelo outro. o tudo é que pode ser maior ou mais pequenino. e o que quer dizer um menino gostar de uma menina que também gosta desse menino? isso é o fim do mundo.de vez em quando, muito de vez em quando, há o fim do mundo. o mais engraçado é que ninguém nota. o menos engraçado é que ninguém aprende. isto é: ninguém sabe nem como começa nem como acaba, nem como se repete. para dizer a verdade nem se sabe como dura um fim do mundo em que duas pessoas podem fazer tudo, são tudo, sem mais ninguém. não está bem.

é por isso que há os amigos. os amigos sobrevivem aos fins do mundo. este é o único critério. a amizade é tão bonita como o amor e tem a obrigação de durar mais tempo. por aqui se vê que o tempo é muito importante. e o que é que dura mais tempo? é a família. é mesmo a única coisa que dura do princípio ao fim. porque o pai só é pai quando tem um filho e o filho só é filho quando tem um pai e assim é como se fosse o filho a criar o pai. isto parece muito complicado mas é muito simples e portanto muito belo.

() a vida não é uma sucessão de pequenos fins mas sim uma sucessão de pequenos milagres e não digo mais nada até tu chegares para te começar a morder. só, só até doer.

só tu me fazes fazer as coisas que te faço.»

in Histórias Verdadeiras

«Quando vai acabar o nosso amor?
Vai acabar quando não estivermos à espera que acabe, sem mesmo se fazer notar. Só depois, mais tarde, quando se tenta recordar e se começa a perguntar: como foi que aconteceu? e não se consegue voltar lá, só então se sabe que acabou o nosso amor. Vai acabar sem que saibamos. Só depois, quando já irreparável, é que ficamos a saber que há muito tempo, demasiado tempo, acabou o tempo do nosso amor, uma coisa passada.

(...)"Não vale a pena pensares nisso. Nem no fim nem no princípio. Não vale a pena sequer pensar no princípio nem no fim. Não existem sequer. O amor não tem tempo, vive sem nós. Nós é que vivemos no amor durante um tempo, num movimento do amor. Mas o amor, esse vai continuar, não tem maneira de acabar."

(...) Estamos tão pobres de amor, meu amor. Sente-se tanto, nota-se tanto essa pobreza, esta falta, nunca tanto foi assim tanto, podes crer, meu amor.
É nesta falta, tão pobres dele, que ele cresce, tem de crescer ainda mais, acredita, meu amor.
E do que eu gosto mais em ti é dos teus defeitos, dos teus pecados, da tua mentira que odeias. Para se gostar mesmo, como eu gosto de ti, é preciso dar atenção ao de que não se gosta nada das outras vezes, mesmo nada, isso é que é gostar como eu gosto de ti, é isso, só isso, que me faz gostar de ti. (...) os teus feitos são mortais, mas os pecados, esses são só teus. E meus, se tu quiseres.

(...)E para que serve o amor, diz-me já.
Serve para perder o medo."»

in Muito, meu amor

Fiquei sem saber que livro escolher. Alguém sugere?...

"Frankly, my Darling, I don’t give a damn!"

Anda aqui uma pessoa a pensar se se expõe demasiado ou não, e depois ouve estas músicas e vê/ouve o Antony cantar, assim desta forma, completamente nu.
Não sou eu que me exponho demasiado. O mundo é que anda ao contrário!

Arrepiem-se, sff!

Depois de ler esta notícia, Antony and the Johnsons, Barbican, London, fui cheirar o YouTube.



(A letra! Atenção à letra...)

as aventuras de uma tremoça

Estava eu muito bem a trabalhar muito compenetrada no stand do mano (sim, porque férias é só de nome. Esta formiguinha não consegue parar de trabalhar. Não é que ela não tenha essa capacidade. Ela tem. E muita! Só que, apesar de não ter filhos, tem muitos dependentes. Felizmente não dependem de mim financeiramente. Caso contrário, estava bem aviada.). Onde é que eu ia? Ah! Estava eu a trabalhar no stand do mano, quando ele chega com um cliente. Brunhild olha e reconhece aquele rosto. No entanto, como Brunhild sofre de miopia galopante e as lentes do famosos óculos vermelhos já não dão conta do recado, achei que estava a ver mal. Era muita coincidência. E toda a gente conhece a teoria da nossa promissora prémio IgNobel da literatura de que não há coincidências.
Mas a verdade é que há. O dito era mesmo quem eu reconheci: um antigo colega da faculdade.
Eu estudei em Vila do Conde. Mesmo tendo em conta que muitos colegas moravam no Grande Porto, qual é a probabilidade de eu encontrar um ali, no stand do mano, onde eu passo tão pouco tempo?
Escusado será dizer que gostei de o ver. E obviamente que fiquei aflita por não me lembrar do nome dele. ("The pressure of a name!") Valeu-me o mano. Apesar de ainda estar estupefacto com a coincidência (não é a primeira), conhecendo esta minha extrema dificuldade para decorar nomes (decoro mais facilmente o nº de telemóvel que o nome da pessoa), correu em meu auxílio.
Seguiu-se a conversa do costume: já casaste? Filhos? Tens estado com o pessoal? Blá Blá Bla... E, claro, trocaram-se contactos, com a promessa de reunir a malta um dia.

Moral da estória (que já estou a ficar atrasada), esta cidade é uma caixinha de surpresas, não é?... Adoro!

trick or treat?

Freaky Freaky... UáUá!
Halloween é no CACE.

Mais informações, AQUI.

Se algum dos digníssimos leitores quiser aparecer, comente. Eu tenho 30 convites com direito a uma bebida grátis que posso oferecer.

before I go...

... mais música.
Esta música sou eu.

Esquadros – Adriana Calcanhoto

Eu ando pelo mundo
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!

Passeio pelo escuro
Eu presto muita atenção
No que meu irmão ouve
E como uma segunda pele
Um calo, uma casca
Uma cápsula protetora
Ai, Eu quero chegar antes
Prá sinalizar
O estar de cada coisa
Filtrar seus graus...

Eu ando pelo mundo
Divertindo gente
Chorando ao telefone
E vendo doer a fome
Nos meninos que têm fome...

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...

Eu ando pelo mundo
E os automóveis correm
Para quê?
As crianças correm
Para onde?
Transito entre dois lados
De um lado
Eu gosto de opostos
Exponho o meu modo
Me mostro
Eu canto para quem?

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...

Eu ando pelo mundo
E meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço
Meu amor cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado...

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...

Eu ando pelo mundo
E meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço
Meu amor cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado...

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...

a vida é bela...

... quando se está de férias.

Acho que a partir de agora, vou começar a tirar férias no Inverno. Sabe bem andar a vaguear enquanto toda a gente trabalha.
Se bem que estes três dias pouco têm de férias. São mais uma pausa forçada de forma a evitar a loucura precoce. São um pequeno aperitivo para as verdadeiras, daqui a umas semanas.

Hoje vim ao encontro do mar. Apesar da ameaça de chuva, está a apetecer-me muito ir lá baixo cumprimentá-lo...

E o telemóvel toca. Boss! Ninguém merece!...

read my mind

Acordei com uma vontade louca de ouvir esta música. Acontece-me frequentemente. Há quem acorde com desejos por comida, eu acordo com desejos por música.
Já ouvi a música umas cinco vezes seguidas, em altos berros e com direito a coreografia e tudo.
Bom dia!!!



On the corner of main street
Just tryin' to keep it in line
You say you wanna move on and
You say I'm falling behind

Can you read my mind?
Can you read my mind?

I never really gave up on
Breakin' out of this two-star town
I got the green light
I got a little fight
I'm gonna turn this thing around

Can you read my mind?
Can you read my mind?

The good old days, the honest man;
The restless heart, the Promised Land
A subtle kiss that no one sees;
A broken wrist and a big trapeze

Oh well I don't mind, if you don't mind
'Cause I don't shine if you don't shine
Before you go, can you read my mind?

It’s funny how you just break down
Waitin' on some sign
I pull up to the front of your driveway
With magic soakin' my spine

Can you read my mind?
Can you read my mind?

The teenage queen, the loaded gun;
The drop dead dream, the Chosen One
A southern drawl, a world unseen;
A city wall and a trampoline

Oh well I don't mind, if you don't mind
'Cause I don't shine if you don't shine
Before you jump
Tell me what you find when you read my mind

Slippin’ in my faith until I fall
You never returned that call
Woman, open the door, don't let it sting
I wanna breathe that fire again

She said I don't mind, if you don't mind
'Cause I don't shine if you don't shine

Put your back on me
Put your back on me
Put your back on me

The stars are blazing like rebel diamonds cut out of the sun
Can you read my mind

mais um post à Diário de Bridgit Jones

Um cigarro acabado de fumar, após 29 horas sem fumo. Doze delas passadas a dormir, é certo!
Nicorettes, zero.
Casa a brilhar e cheirosa. Brunhild completamente estafada. Vida de dona de casa é dura.

Acabei de ver Lars e o verdadeiro amor. Considerações sobre o filme, muitas. Vontade para as escrever, nenhuma. Afinal, estou de férias...

limpezas de outono

Um dia de trabalho daqueles de fugir mas finalmente Brunhild encontra-se em merecido descanso profissional.
É altura de parar e pensar, arrumar as ideias à medida que vai arrumando o lar. Limpar, esfregar, colocar as coisas no devido lugar, deitar o que não vale a pena guardar ao lixo, levar o lixo ao contentor.

E, apesar do dia louco que tive, só fumei 3 cigarros. Não pretendo fumar mais nenhum hoje.
Já comprei Nicorettes. EjJá experimentei. Aquilo sabe mal que se farta.
A farmaceutica desejou-me boa sorte. Não acredito em sorte! Acredito na força. Força de vontade!...

3, 2, 1...

... Bom fim-de-semana!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

já não era sem tempo

Coro da Casa da Música - audições

Para mais Info, AQUI.

16h sem fumo (7 delas a dormir...)

Ando a testar o corpo e a mente à ideia. Não vai ser fácil!
Podiam apoiar-me! Podiam dizer-me que eu jamais irei conseguir deixar de fumar...

ainda sob of efeito de Wagner

Não me deixaram cantar a música toda ontem alegando excesso de lamechisse. Canto hoje, pronto! Quero lá saber se é lamechas ou não. Eu gosto! E isso chega-me.



If you’re not the one then why does my soul feel glad today?
If you’re not the one then why does my hand fit yours this way?
If you are not mine then why does your heart return my call
If you are not mine would I have the strength to stand at all

I'll never know what the future brings
But I know you're here with me now
We’ll make it through
And I hope you are the one I share my life with

I don’t want to run away but I can’t take it, I don’t understand
If I’m not made for you then why does my heart tell me that I am?
Is there any way that I can stay in your arms?

If I don’t need you then why am I crying on my bed?
If I don’t need you then why does your name resound in my head?
If you’re not for me then why does this distance maim my life?
If you’re not for me then why do I dream of you as my wife?

I don’t know why you’re so far away
But I know that this much is true
We’ll make it through
And I hope you are the one I share my life with
And I wish that you could be the one I die with
And I pray in you’re the one I build my home with
I hope I love you all my life

I don’t want to run away but I can’t take it, I don’t understand
If I’m not made for you then why does my heart tell me that I am
Is there any way that I can stay in your arms?

‘Cause I miss you, body and soul so strong that it takes my breath away
And I breathe you into my heart and pray for the strength to stand today
‘Cause I love you, whether it’s wrong or right
And though I can’t be with you tonight
You know my heart is by your side

I don’t want to run away but I can’t take it, I don’t understand
If I’m not made for you then why does my heart tell me that I am
Is there any way that I could stay in your arms

chegou o dia que tanto temia

Estou a PENSAR deixar de fumar. Para só é só uma ideia que anda a pairar no mundo das ideias. Mas é assim que se começa...

Isto ajudou à festa.

Como diz uma amiga: "Que possa provocar cancro, ainda é naquela. Agora, as rugas... Não dá!"

notas programáticas

"Wagner esqueceu-me depressa. Quase nem me reconheceu quando visitei Bayreuth. E, porém, eu sou Isolda."
Mathilde Wesendock

"Já que nunca senti a verdadeira felicidade do amor, pretendo erigir um monumento ao mais belos dos sonhos, um monumento no qual este amor se possa saciar convenientemente, do princípio até ao fim; concebi na minha mente a mais simples, mas também a mais viva criação musical."Wagner, a propósito da criação da ópera Tristão e Isola

E assim foi...

não sou chorona

Já tinha saudades de assistir a um concerto da ONP. E haverá programa melhor para o regresso, do que Wagner? É possível que haja mas não estou a ver.
Na primeira parte Wesendonck Lieder e, na segunda parte... suite sinfónica de Tristão e Isolda. Assisti ao concerto de pele arrepiada e de quando a quando, os olhos rasos de água. Wagner tem via-verde, entra sem pedir autorização. E ainda bem!

O primeiro impulso foi colocar Liebestod (morte de amor). Mas acho que já coloquei quase todas as versões disponíveis no YouTube. Por isso, deixo-vos Traume, o quinto Lied de Wesendonck Lieder.
Curiosamente este lied foi um esboço que Wagner desenvolveu posteriormente em Tristão e Isolda.




Sonhos (Traume)
Tradução de Nuno Bettencourt Mendes
(retirado do programa do concerto)

Diz, que sonhos maravilhosos
Guardam prisioneira a minha alma,
e não desapareceram como bolhas de sabão
num desolado vazio?

Sonhos, que a cada hora
De cada dia florescem, mais belos,
E que, prefigurando o Céu,
Atravessam, em felicidade, a minha mente!

Sonhos, que como raios de glória,
Penetram a alma
Para aí deixarem uma imagem eterna,
esquecimento absoluto, única recordação!

Sonhos, que como o sol primaveril,
Ao beijar a neve, dela fazem flores sair,
Que, como uma felicidade inimaginável,
Acolhem o novo dia.

E Crescem e florescem,
E exalam um perfume, como num sonho,
Desvanecem-se sobre o teu peito,
E só depois se afundam no seu túmulo.

IgNobel: "Research that makes people LAUGH and then THINK"

A propósito deste post, vim aqui parar.

Gostei!

Em relação ao texto, eu e as minhas amigas (no tempo em que tinha amigas para sair) levamos a cabo vários testes e confirmamos a teoria.
Os testes não envolveram varões ou striptease, mas são igualmente idóneos.
Palavra de Brunhild!

como funciona a inspiração...






E quando Rem D Koolhaas decide projectar... calçado!






Compra-se aqui.

foi só um sonho

Esta noite tive um sonho estranho.
Não foi estranho por ser daqueles sonhos surreais e bizarros. Foi estranho por ter sido demasiado real. Foi coerente. E penosamente nítido.

Eu raramente sonho.
Eu sei: toda a gente sonha e eu não sou excepção. Mas talvez por passar o dia a sonhar acordada, a minha mente, durante a noite dá-me descanso.
Se sonho, raramente, muito raramente, me lembro com que(m) sonho.

Também este foi estranho por isso. Lembro-me de tudo.
E lembro-me de acordar a meio do sonho para constatar que não passava de um sonho e de voltar a adormecer para continuar a sonhar.

Foi um sonho agridoce. À base de ternura mas com um travo a sofrimento. E eu não sei o que significa.
Só sei que a pessoa com quem sonhei, hoje não me sai da cabeça. E este aperto não me larga.
Só me apetece ligar-lhe e ter a certeza que está bem.

A minha racionalidade tenta convencer-me a não dar ouvidos ao que sinto. Mas eu não consigo deixar de o sentir.

Tivesse eu os dias contados e ligava mesmo…

nunca digas nunca... NUNCA!!!

SPA põe cobras a fazer massagens

E não, não é nos States...

Sanguessugas em alguns tratamentos médicos, cobras em tratamentos de relaxamento... Estou para ver que finalidade irão dar às centopeias...

E ainda a propósito do post anterior

Lembrei-me de uma frase que ouvi num filme ou série (já não sei) há pouco tempo e na qual tenho pensado: "Do you want to be right or do you want to be happy?"

Tivesse eu tempo para dissertar sobre o assunto...

seize the day

Sabem aquela velha máxima que nos impingem de vez em quando, de olharmos as coisas e/ou as pessoas como se fosse a primeira vez que as víssemos?
É óptimo para não perdermos a capacidade de nos deixarmos deslumbrar ou de nos permitirmos surpreender.

E ver as coisas e/ou as pessoas como se fosse a última vez?

No filme Paris, último de Cédric Klapisch, quando Pierre (o talentoso Romain Duris) descobre que sofre de uma doença grave que dificilmente terá cura, começa a olhar para tudo como se fosse a última vez.

É um bom exercício para colocar as coisas em perspectiva e tentar descobrir o que é de facto importante.
Se eu tivesse os dias contados, que será que eu faria?...

O melhor do filme foi descobrir Wax Tailor. Para que possam descobrir também, aqui fica Seize the Day (da banda sonora do filme), que é disso que precisamos.

Seize the Day - Wax Tailor

é TRAMAdo

Raramente acontece alguma coisa no Porto mas quando acontece...

Esta semana:

Festa do Cinema Francês

e

Trama - Festival de Artes Performativas
Com direito a festa pela noite dentro, na Casa de Serralves, na Sexta-feira.

e ainda o Ciclo de Cinema Italiano.

Ainda se queixam! De barriga cheia...

no mesmo tom

No outro dia, falava com um amigo sobre cinema e relatava uma cena de um filme que tinha visto recentemente e que tinha gostado.
Perguntou-me o nome do filme. Eu não me lembrava. Aliás, só me lembrava do título original e não me apetecia dizer.
Disse que não me lembrava e acrescentei que não ocupava a minha memória com coisas supérfluas como essas.
Quando me perguntou então com o que é que eu ocupava a minha memória, eu assumi-a como uma questão retórica e limitei-me a sorrir... Não me apetecia responder. Não lhe queria dar respostas.

Mas, que guardo eu na minha memória?...
Sorrisos discretos, palavras marcantes, cheiros característicos, toques suaves, olhares fugazes, momentos eternos... partes de pessoas.
Tudo roubado aos seus donos.
Vou guardado tudo, colecciono-os em segredo, num sítio só meu.

Tal como a personagem de Julette Binoche no filme "Palavras Mágicas" (Bee Season), que roubava pequenos objectos de outras pessoas por acreditar que eram dela, expondo-os secretamente, numa garagem que alugava em segredo.
A cena que mais me toca no filme é quando o marido (Richard Gere) visita o sítio pela primeira vez.
[Eu procurei na net imagens ou vídeos dessa cena mas não encontrei. E, se eu não encontrei, é porque não existem...]
A garagem que ela aluga em segredo, apesar de escura, brilha com todos aqueles objectos. Cada objecto no seu preciso lugar, escolhido a dedo, só fazendo sentido como um todo. Só fazendo sentido para ela. Talvez por isso não partilhasse.

Também eu colecciono tudo isto. Nada é meu mas fazem parte de mim.
São estes pequenos "objectos", guardados em segredo cá dentro, que me fazem brilhar.
O meu brilho não é meu, nem é brilho. É um reflexo, do que guardo dos outros...

the fast and furious

Já é do conhecimento geral que Maria Brunhild tem o pé pesado a conduzir. E não é uma tentativa frustrada de lutar contra o tempo. Apenas gosto de velocidade. Na mesma proporção com que tenho fobia de alturas.

Infelizmente, ou felizmente!, o meu bolinhas anda pouco. É uma viatura calma. Eu bem puxo por ele, tento picá-lo, mas ele... nem me responde! E, como ele uma vez, a meio de uma discussão, se mandou contra um muro, hoje em dia, tenho optado por ir respeitando a sua personalidade e não puxar muito por ele. Não vá ele fazer o mesmo.

Pois este fim-de-semana tive das melhores sensações de sempre: andar num MR2 Turbo a 240KM/h (and counting...).
A adrenalina causada pela sensação de perigo, sentir a própria velocidade, a pressão, a cabeça colada ao banco de cada vez que o turbo entrava, o barulho do motor e aquele friozinho na barriga... Quase tão bom quanto estar apaixonada.

No entanto, sendo eu uma totó de primeira ordem, que nem gosta da sensação de perigo, de arriscar ou perder o domínio das situações, de onde vem este meu gosto pela velocidade?
Não faço ideia!...

Mas parece-me que o segredo está na confiança.
Só me permito entrar em corridas loucas se confiar no condutor ou se for eu a conduzir.
Se for eu a conduzir, sou eu a controlar a situação. Conheço-me, sei o que estou a fazer e sei até onde posso ir. O perigo inerente foi calculado e assumido.
Se a condução for entregue a outra pessoa, tenho de confiar plenamente nas suas capacidades e saber que não me irá colocar em perigo desnecessáriamente.

Na verdade gosto de emoções fortes mas não gosto de manobras perigosas.
Gosto de velocidade mas só em pista. Rallies já não me seduzem. E sacar peões ou fazer drifting muito menos.

Voltando ao MR2, será que da próxima vez o mano me deixa conduzir?
Ui, isso é que era!...