apaixonei-me!!!

"O jovem que já fez tudo em Hollywood"
por João Moço

Como é costume, o filme - O Estado Mais Quente - não está em exibição no Porto!

«Realizado por Ethan Hawke, "O Estado mais Quente" é a história de William, um jovem actor instável que uma noite encontra a bela e talentosa Sara. Apaixonam-se, mas ao amor à primeira vista sucede-se o desespero de uma paixão demasiado intensa.»

sinto-me em casa

Não sei passar para o papel o que sinto quando vou a uma noite de poesia no Púcaros. Fazem-me sentir tanta coisa...

É o Sr. Manuel que nos saúda como se fossemos amigos há anos e, enquanto pedimos as bebidas, partilha uma história connosco. Ainda há pessoas assim?
Enquanto ele fala, eu perco-me no seu olhar, na forma como se entrega ao que está a dizer e a quem tem pela frente... Não, já não há pessoas assim.

São as pessoas que vão chegando e se sentam, umas ao pé das outras, mesmo as que não se conhecem. Tal como me avisaram na primeira vez que fui a uma noite de poesia: aqui não há lugares marcados, cada um senta-se onde houver lugar, somos todos amigos. E eu rendi-me imediatamente!

São as pessoas a conversarem, a trocarem livros que vão passando de mesa em mesa. Ou folhas soltas...

Bebe-se e fuma-se.

Assim que a noite começa, o silêncio.
O amor partilhado pelas palavras ou as palavras partilhadas com amor. Não sei. Tanto faz...
Às vezes tenho a sensação que as vejo deambular pela sala ou a libertarem-se do livro de quem as lê.

Alguém recebe o poema de olhos fechados, com ar carregado... Mas o poema é tão doce e belo.

Súplica
(Miguel Torga)

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.

Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.

Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.

my girlie side

Hoje é um daqueles dias em que me apetece abraçar toda a gente, não pensar em nada, não complicar, só ser, rir e falar, falar, falar...

Apetece calçar umas sapatilhas, vestir umas calças de ganga confortáveis (elas estão todas confortáveis, de tão largas que estão... Se continuar assim, em breve faço compras na secção de criança...) e uma t-shirt branca. Simplicidade total e absoluta.

Para completar, uma pequena bandolete no cabelo, a denunciar o meu lado girlie.

Aliás, a última modinha do meu pessoal, é gozarem com os meus travessões e florzinhas do cabelo. Não percebem que é o pormenor que indicía que a menina ainda respira.

No outro dia, ou melhor dizendo noite, dirigiram-se a mim numa pista de dança para me elogiarem os óculos. (Acontecem-me as coisas mais estapafúrdias numa pista de dança...)
Que me elogiem os olhos, já estou habituada. E sabe sempre bem. Mas, os óculos???

Muito prontamente e muito bem observado por parte de um amigo, que me disse para não me preocupar com isso. Para me preocupar quando começassem a tecer elogios aos meus travessões & afins.

Mal ele sabe que, quando isso acontecer, é mesmo razão para me preocupar... E muito!... De me preocupar e de fugir... A sete pés...

pdm

Acusam-me frequentemente, e injustamente, de ter "a puta da mania". Sim, é mesmo assim que me dizem.

Na verdade, eu pouco me importo com o que as pessoas pensam sobre mim. Sei, por experiência própria, que as pessoas, regra geral, tendem a ser cruéis e egoístas por natureza, põem e dispõem conforme lhes apetece e são desprovidas de carácter ou princípios. Por isso, dar créditos ao que dizem, é perda de tempo e energia.

Quando, alguém que nunca me viu à frente, se dá ao trabalho de atravessar uma pista de dança para me dizer que sou antipática e que tenho a mania, a única reacção possível é rir-me da situação e dizer que sim. Mais um que caiu...

No entanto, não consigo ter a mesma reacção quando a acusação é feita por alguém que gosto, que é próxima e que deveria conhecer-me um pouco melhor.

Eu sei que é essa a impressão que dou às pessoas, à primeira vista. Sei que a dou e sei porquê. É intencional, é mesmo essa a ideia.
Mas não consigo deixar de ficar magoada quando as pessoas, mesmo depois de me dar a conhecer, ficam agarradas a essa primeira impressão.

Quando tento mostrar que há muito mais para além dessa primeira impressão e para além do que propositadamente deixo transparecer, e elas não acreditam; Quando as convido continuamente a entrar no meu mundo e elas hesitam; Quando as puxo com todas as forças para que não saiam e mesmo assim me pedem para o fazer; Quando me mostro tal como sou, sem máscaras ou dissimulações e elas duvidam... Acabo por ficar sem forças. Enfraqueço, fico magoada, até que acabo por desistir. Deixo-as sair, deixo-as acreditar no que quiserem, ou mesmo não acreditarem em nada, se preferirem.

Todas as pessoas se escondem por trás de uma capa protectora. Algumas são finas, outras mais grossas, algumas autênticas muralhas. Fazem-no de forma a camuflar os seus pontos fracos, evitando ficarem demasiado vulneráveis e susceptíveis de serem magoados. Quantos mais pontos fracos a pessoa tiver, maior necessidade de protecção terá. Por outro lado, quanto maior a protecção, maior o valor do bem resguardado. (Não interpretem isto como se eu estivesse a dizer que guardo um tesouro dentro de mim e que, por isso, preciso de muita protecção. Até porque, se calhar, nem estou a falar de mim...)

Seja como for, a minha protecção é essa: o nariz empinado. Obviamente, pouquissimas pessoas sabem o quanto isso anda longe de ser verdade. Mas felizmente que ainda as há.

Contudo, tenho observado com curiosidade que, as pessoas têm tendência a acreditar muito mais facilmente no lado escuro dos outros, mesmo quando este é ficcional e contraditório à essência dos mesmos. Lá diz o ditado: quando a esmola é grande, o pobre desconfia.

Verdade seja dita, com esta lufa-lufa que se leva, já ninguém tem paciência para conhecer alguém ou mesmo darem-se a conhecer.
Solução: empacotam-se as pessoas em estereótipos e toca a andar, que o tempo urge...

dreaming on




Dream on girl, Dream on girl
I want to see you sleep tonight
You're up and down
You hit the ground
And time is drifting through your fears

I can find your dreams tonight
And make your lover come back home
If you don't know, you are on your own
I'll choose the best place for you to sleep

Come back to see the day you lost your hear
tAnd all your hopes
I'll take you to see the sunrise and try to catch your ghost

Come on girl, a dream is your world
The signs you see are in your mind
The words that you speak are here in my ear
So I can hear you falling down

Take a breath to see me
I can wait for you to
Live a life with no hopes but
If you still believe…

Come back to see the day you lost your heart
And all your hopes
I'll take you to see the sunrise and try to catch your ghost

Come back to see the day you lost your heart
And all your hopes

Notícia de última hora

Vanessa da Mata
junto ao Farol
Leça da Palmeira
22h
Entrada livre

Acho que vou mudar-me para Leça!... looooool

quero mais!...

Os jardins do Palácio ficaram repletos de gente para assistir ao concerto de Herbie Hancock que se apresentou muito bem acompanhado: Vinnie Colaiuta (bateria), Dave Holland (baixo), Lionel Loueke (guitarra), Chris Potter (sax), Sonya Kitchell (voz), Amy Keys (voz).

Foi grande concerto, em qualidade e quantidade.

Houve uma música (que eu ainda não consegui descobrir mas que vou ter de descobrir ou não me chamo Brunhild) que Amy Keys cantou, que me foi somente arrepiante. Grande voz!

Venham mais destes!...

a dita

"O jovem pensador ainda estava sujeito à canção capciosa das sirenes do nacionalismo e, mau grado a sua excelente educação helenística, ainda não aprendera a tapar os ouvidos com a cera de Ulisses."

Para quê complicar o que poderia ser tão simples?

the reason

Quando alguém que me é muito querido me presenteia com palavras certeiras, quando menos esperava e mais precisava;

Quando alguém que nem sempre me compreende e é justo comigo, me chama a atenção para algo que não tinha considerado;

Quando, a pequena Sofia está ao meu colo, a (tentar) fazer uma cara feia, com aqueles brilhantes olhos castanhos enormes;

Recordo que já fui assim: olhos cintilantes, perseverante, algo ingénua. E esqueço as razões que me levaram para tão longe de mim.

Estarão, então, reunidas as condições para voltar? Não sei... Espero que sim.

Sei que tinha saudades. Porque sempre foi assim que me conheci, porque gosto de ser assim, porque gosto de sonhar... A sonhar, sou livre... Tudo o resto, não sei...

o pesadelo português

Esta semana tem sido uma prova de fogo à minha tolerância. Ver as minhas férias tornarem-se uma miragem, por incompetência de outros, porque passam a vida ao telefone com chamadas pessoais ou na internet a enviar mails ao namorado e a falar com os amiguinhos no messenger, esquecendo-se que estão aqui para trabalhar, está a dar cabo do meu sistema nervoso.

Anda uma pessoa a dar o litro para prestar um bom trabalho. Abdicando de almoçar, saindo tarde, levando trabalho para casa e para quê?!
Se procurarem numa edição recente de um bom dicionário da língua portuguesa, poderão facilmente constatar que "profissionalismo" e "burrice", nos dias que correm, são considerados sinónimos.

A propensão dos portugueses para a incompetência e para a falta de profissionalismo dão comigo em doida.
É o absentimso desenfreado dos deputados, é meio país a sustentar a outra metade que não quer trabalhar, é a baixa produtividade, é tudo a ajudar!

No meio disto tudo, a única pessoa que ainda vai merecendo a minha consideração é o boss.
Elas têm caído sucessivamente esta semana, de onde menos de esperaria. Ele até anda meio atordoado com os acontecimentos. Apático. Dá dó olhar para ele.
E ainda falam nas responsabilidades sociais que os empresários têm. É porque devem ter!

Que país de terceiro mundo! E que mentalidades mesquinhas! Fala-se muito da baixa qualificação da mão-de-obra mas devia-se começar por baixo, por mudar a mentalidade tipicamente portuguesinha do chico-esperto.

Não tenho paciência, não tenho mesmo!

Ainda me perguntam por que gostava de ser autista?! Aqui têm um excelente exemplo prático: para que me fosse possível isolar no meu mundo e não deixar que coisas deste género mexessem tanto comigo!
Mas eu mereço!

techno-geek aristocracy

Leiam (porque vale a pena) e pensem bem nas vossas vidinhas:
"Stoooopid .... why the Google generation isn’t as smart as it thinks"


"... there is the great myth of multitasking. No human being, he says, can effectively write an e-mail and speak on the telephone. Both activities use language and the language channel in the brain can’t cope. Multitaskers fool themselves by rapidly switching attention and, as a result, their output deteriorates."
Digam isto aos portugueses, que trabalham ligados ao messenger.

"Meyer says there is evidence that people in chronically distracted jobs are, in early middle age, appearing with the same symptoms of burn-out as air traffic controllers. They might have stress-related diseases, even irreversible brain damage. But the damage is not caused by overwork, it’s caused by multiple distracted work."
I rest my case!...

"«They don’t,» says Bauerlein, «grow up.» They are «living off the thrill of peer attention. Meanwhile, their intellects refuse the cultural and civic inheritance that has made us what we are now»."
Onde é que eu já ouvi isto?!...

"These connections are severed as quickly as they are taken up – with the click of a mouse. Jackson and everyone else I spoke to was alarmed by the potential impact on real-world relationships. Teenagers are being groomed to think others can be picked up on a whim and dropped because of a mood or some slight offence. The fear is that the idea of sticking with another through thick and thin – the very essence of friendship and love – will come to seem absurd, uncool, meaningless. "
Esta, passo, porque não quero ficar deprimida.

"«I can’t read War and Peace any more,» confessed one of Carr’s friends. «I’ve lost the ability to do that. Even a blog post of more than three or four paragraphs is too much to absorb. I skim it.» "
E ainda me gozam por querer perceber Nietzsche palavra a palavra. É certo que ainda não consegui passar da introdução, bloqueei naquela frase e nem com a ajuda do público consegui continuar, mas hei-de conseguir!
Faltava-me o Google!... Levem o Mac!!!

"These things do make our lives easier, but only by destroying the very selves that should be protesting at every distraction, demanding peace, quiet and contemplation."
Agora, pensem!...

Após (re)ler o texto e antes de me condenarem à morte

Para que não surjam mal-entendidos (eu ainda venho com a mão lançada, do outro blogue), gostava de salientar que o texto anterior foi escrito em tom de brincadeira e não é para ser levado a sério. Ok? Muito agradecida!

o sexo dos anjos

Quem me conhece sabe que eu não gosto de conversas sexistas nem um bocadinho. Aliás, não gosto de compartimentar o que não é para compartimentar. Porque generalizar é sempre perigoso, existem demasiadas excepções para o conseguir fazer em segurança, sem cometer graves injustiças.
No entanto, inevitavelmente, por vezes, lá cedo a facilitismos e é ver-me apregoar a quem me quiser ouvir, que os homens são básicos, perdidos e eternas criancinhas. Serão todos assim? Não, claro que não. Mas apetece acreditar e dizê-lo muitas vezes.

Qual é a mulher que não se queixa do seu respectivo quando este, aos primeiros sintomas de uma leve constipaçãozinha, desata a lamentar-se que está muito mal, quase a morrer? Há paciência? Não há!
E quando lhes dá para se armarem em putos reguilas, que só fazem e dizem o que lhes apetece, sem pensarem em mais nada ou ninguém, nem mesmo na consequência dos seus actos? Exactamente! A tua mãezinha que te ature!
E quando lhes dá para complicar o que é tão simples, deixam de perceber português ou de ver um palmo à frente? Boa noite e bons sonhos!

No entanto, uma pequena facção dos homens, tenta (sem resultado, obviamente!), compreender as mulheres. Conhecer as suas motivações, saber o que sentem e o que querem. Acho que até há um filme sobre isso.
Ora, pura perda de tempo e energia. Trata-se de uma missão mais que impossível. Mas há que lhes dar valor por pelo menos tentarem.
Notícia de última hora, rapazes: desistam! São nuances a mais para quem não sabe sequer distinguir um beije de um creme.
Verdade seja dita, apesar de sonhadoras, a nossa imaginação não ousa sonhar tão alto. As mulheres não esperam compreensão da vossa parte (apesar de o afirmarem muitas vezes) porque, para isso têm as amigas. Tal como vocês não querem mulheres inteligentes, com quem possam conversar e ter discussões interessantes, porque para isso têm os amigos.
Mas eu compreendo, as mulheres inteligentes são muito perigosas e não são de confiança. Definitivamente, não valem o risco e o trabalho que dão.

Mas então o que querem os homens?
É fácil, fácil! Em primeiro lugar, sexo. Em segundo, sexo. E, por último, sexo. É em tudo o que pensam e é tudo o que querem. São pessoas simples, de gostos simples. Valha-lhes ao menos isso.
Se, para além da amante, puderem ter uma mãezinha, uma empregada, uma amiga, uma companheira, um troféu que possam exibir aos amigos e fazer morrer de inveja os inimigos, tanto melhor. Ou seja, querem tudo numa só. Ou seja, não sabem o que querem!

E, digam-me, para quê esta discussão patética que não nos leva a lado nenhum? Se, apesar disto tudo, vivemos uns atrás dos outros? E porquê?
Falando por mim: porque, quando querem, os meninos conseguem surpreender-nos e mostrar-nos que são mais do que aquilo que tanto se esforçam por aparentar ser.

the beginning song

Um anjo falou-me ao coração, um diabinho chamou-me à razão, um querubim mostrou-me o caminho e eis-me aqui de novo.

Next stop

Brunhild já não se sente uma valquíria e, como tal, está na altura de seguir...

Quem quiser, poderá vir também:
I'm not here

cinemania


Uma segunda juventude (Youth without Youth)
IMDB: 6,6 (1.529)
Grande filme!
Abram as vossas mentes e vejam este filme.
Não tentem percebê-lo... sintam-no!

goofing around

Talvez seja o excesso de trabalho durante a semana. Talvez seja a vida sedentária que tenho levado nos últimos tempos. A verdade é que, ultimamente, quando chega a sexta-feira, sinto-me como uma adolescente cujos pais deixaram em casa sozinha. Liberdade total!!! E olhem que eu sei bem do que estou a falar. As festas em minha casa eram famosas! Desde tomates atirados do terraço para debaixo da cama dos meus pais, a picas de cigarro encontradas dentro da arca frigorífica no dia seguinte, a escorregadelas no corrimão do terraço e deslocamento da clavícula, sessões de ioga às tantas da manhã, acabar com a garrafeira do meu pai e mais coisas que estão nos segredos dos deuses...

Agora pergunto: quem alinha em deitar a casa abaixo?

interactividade: vanessa da mata


Olha aqui
Preste atenção
Essa é a Nossa Canção
Vou cantá-la seja aonde for
Para nunca esquecer
O nosso Amor
O nosso Amor...

Veja bem, foi você
A razão e o porquê
De nascer está canção assim
Pois você é o amor
Que existe em mim...

Você partiu
E me deixou
Nunca mais você voltou
Prá me tirar da solidão
E até você voltar
Meu bem eu vou cantar
Essa Nossa Canção!...

cinemania

O Golpe de Baker Street (The Bank Job)
IMDB: 7,8 (5.984 votos)

O filme é baseado em factos reais.
No entanto, para mim, não deixa de ser uma espécie de Oceans sem o glamour e megalomania hollywoodescas e sem o Clooney e as restantes carinhas larocas.

Um gangue de ladrões, cada um mais nerd que o outro. E, como não podia deixar de ser, uma "bond girl": bela, inteligente e poderosa ex-manequim.
Como seria de esperar acaba por (quase) se envolver com o líder do gangue. Mas este era casado, e como se trata de um filme inglês, não ficam juntos, porque este não abandona a família.

O filme é muito mais que isto, mas foi só isto que o meu cérebro de gaja reteve. Brincadeirinha!
Perdi o hábito de assistir a filmes destes, só isso.
De 0 a 10, eu dava um... 6,8. Em grande parte por se passar em Londres!...

la la land...

Este vídeo foi-me indicado por um amigo (obrigada, Bruno!) e eu não resisto a publicá-lo. São 20 min mas não deixem de ver, está demais!
Eu adorei. Mas, vocês já sabem que eu sou fascinada pelo funcionamento do nosso cérebro.



Bill Bolte Taylor

Aquela piadinha de ser uma mulher muito ocupada e não ter tempo para ficar doente tem ©!!! Roubou-me a piada à cara podre! Estes norte-americanos têm a mania...

Animal Collective - Water Curses

O novo EP dos geniais Animal Collective, Water Curses, sai a 6 de Maio.
A música deles é experimental. Trata-se de uma fusão de estilos tão grande, completamente descomplexada, originando uma sonoridade tão diferente.
Por isso mesmo, talvez seja imprópria ao consumo para a maior parte das pessoas.
Não esquecer o concerto deles em Maio @ Cinema Batalha (Porto).

Aqui fica o single de apresentação: Water Curse




Eu sei que fiquei de emprestar o Straberry Jam a alguém. Mas eu continuo sem saber do seu paradeiro. É o milagre da multiplicação de CDs! Eles andam espalhados por todo o lado e eu não encontro nada!
Quando fizer a mudança vou organizar os CDs. Até tenho curiosidade em saber quantos tenho. Será que tenho parede que chegue para eles???...

chick to chicks

Um almoço de amigas tem quase o mesmo efeito, em nós mulheres, que uma tarde passada entre massagens, tratamentos de rosto e corpo, manicure e pedicure, sauna, jacuzzi e banho turco. É rejuvenescedor! Faz bem à pele e à alma. Tem a capacidade de alterar a nossa disposição em 180º.

Sabe bem tagarelar descomprometidamente sobre qualquer coisa, do mais insignificante assunto (como as tendências da nova estação), até aos assuntos que marcam a actualidade.
Trocam-se elogios à mesma velocidade com que nos criticamos mutuamente.
Mas, principalmente, é deliciosa a cumplicidade que se gera e o riso que se solta livremente.

Melhor que uma mulher para compreender outra mulher, só mesmo duas mulheres.

Obrigada, amigas, não só a estas mas também às outras, por existirem!

Bob Dylan by Ronson

Desde que assisti ao filme sobre Bob Dylan (I'm not there), fiquei curiosa por saber tudo sobre o homem (não a música). Já dei início às investigações...

Desta feita, descobri este Most likely you go your way and I'll go mine, remisturado por Ronson. (É a única forma de eu ir tolerando a música de Dylan!). E existem mais remisturas. Podem ouvi-las na página do MySpace do Bob.




You say you love me
And you're thinkin' of me,
But you know you could be wrong.
You say you told me
That you wanna hold me,
But you know you're not that strong.
I just can't do what I done before,
I just can't beg you any more.
I'm gonna let you pass
And I'll go last.
Then time will tell just who fell
And who's been left behind,
When you go your way and I go mine.
You say you disturb me
And you don't deserve me,
But you know sometimes you lie.
You say you're shakin'
And you're always achin',
But you know how hard you try.
Sometimes it gets so hard to care,
It can't be this way ev'rywhere.
And I'm gonna let you pass,
Yes, and I'll go last.
Then time will tell just who fell
And who's been left behind,
When you go your way and I go mine.
The judge, he holds a grudge,
He's gonna call on you.
But he's badly built
And he walks on stilts,
Watch out he don't fall on you.
You say you're sorry
For tellin' stories
That you know I believe are true.
You say ya got some
Other kinda lover
And yes, I believe you do.
You say my kisses are not like his,
But this time I'm not gonna tell you why that is.
I'm just gonna let you pass,Yes, and I'll go last.
Then time will tell who fell
And who's been left behind,
When you go your way and I go mine.

the City of Lights can be a very lonely place

Corações (Coeurs)
IMDB: 7,1 (975 votos)

Todos sentimos o mesmos.
E todos procuramos o mesmo.

vampire weekend @ CdM * a 30 de Maio

* concerto inserido em mais uma Noite Clubbing.
A próxima Noite Clubbing é já este Sábado, dia 12.

lost it

Ando a perder qualidades a olhos vistos. Ou, simplesmente, perdi o ritmo...
Seja como for, podem dizer: fraquinha!!!...

O que vale é que hoje há segunda volta...



Cachecóis à mão e...

Oh, meu Porto, onde a eterna mocidade
Diz à gente o que é ser nobre e leal.
Teu pendão leva o escudo da cidade
Que na história deu o nome a Portugal.

Oh, campeão, o teu passado
É um livro de honra de vitórias sem igual
O teu brasão abençoado
Tem no teu Porto mais um arco triunfal
Porto, Porto, Porto, Porto
Porto, Porto, Porto, Porto
Porto, Porto

Quando alguém se atrever a sufocar
O grito audaz da tua ardente voz
Oh, Oh, Porto, então verás vibrar
A multidão num grito só de todos nós

get on your dancing shoes





Com certeza já ouviram falar de uma técnica recorrente de muitos actores que consiste em usar um perfume diferente para cada personagem que interpretam, porque os ajuda a entrar na personagem.
E, será do senso comum, pelo menos entre as mulheres, que o calçado é factor crítico de sucesso num combinado. (combinado: termo técnico para conjunto, toilette)

Eu não sou desse tempo mas, segundo me contaram, o porteiro do mui antiguinho Griffens, seleccionava as pessoas pelo calçado. Nem olhava para a cara dos clientes.
E nem preciso de ir tão longe. Tenho uma amiga que tira a pinta às pessoas de baixo para cima, começa no calçado e acaba no fio de cabelo mais comprido. Mas existe ali um handicap profissional à mistura.

Ora, à luz do que acontece com os actores, as mulheres utilizam a mesma técnica mas com o calçado: um determinado tipo de calçado para cada mulher que encarnam.
Trocando por miúdos, salvo seja: uns clássicos sapatos pretos de salto médio para a mulher clássica; Uns sapatos extravagantes para a mulher excêntrica; Uns provocantes sapatos vermelhos para a mulher sedutora; Uns botins/botas de salto bem alto para a mulher confiante; Umas sandálias de cunha para a mulher confortável; Umas sapatilhas para a mulher “bota-p’á-estrada”; Umas sabrinas para a menina; Umas sensuais sandálias para a vamp; Etc.
Ou seja, cada mulher terá de ter ao seu dispor tantos tipos de calçado, quantas mulheres existentes dentro de si. Não temos culpa da nossa complexidade!
E percebem agora, rapazes? As mulheres não são consumistas! São é seres com muitas e diversificadas necessidades!...
Vocês precisam de gadgets para alimentar a criança que existe dentro de cada um. Ok, de gadgets e desenhos animados. Nós precisamos de calçado que alimentem as mulheres que existem dentro de cada uma de nós.


Isto que vos digo pode ser muito revelador e útil se pensarem na sua aplicação prática. Principalmente para vocês, rapazes.

Imaginem que têm um encontro e a gaja aparece de sapatilhas.
Podem ir pensando em eliminar o número dela do telemóvel. É só amizade.
Agora, se ela aparecer com uns sapatos de salto bem alto…
Digamos que, quanto maior for o salto, maior será o interesse dela em vocês. Sim, porque nós não fazemos sacrifícios por qualquer um. E equilibrarmo-nos elegantemente numas andas não é propriamente tarefa fácil.
Na verdade, pior que conduzir bêbeda, é mesmo andar bêbeda em cima de uns saltos agulha de 12 cm. É mesmo muito perigoso. Não só pela figurinha triste mas também pelo risco inerente.
Mas, cuidado! Nem sempre esta regra é assim linear. Ou não estivéssemos a falar de mulheres! Existem pequenas nuances. Mas, como compreendem, eu não posso revelar tudo.


Pois eu hoje pretendo calçar os meus dancing shoes e cair na Friday night FEVER.
Como diz uma outra amiga minha, “Quando eu te vi de pantufas, deduzi logo que ias ficar até de manhã!”.
É isso mesmo! Já não apanho a real borracheira há precisamente dois meses e acho que está na altura. Aliás trata-se mesmo de uma necessidade vital, uma vez que o meu sangue está a começar a coagular.

E, quem sabe, passados uns dias, não recebo uma mensagem a dizer “I bet that you look good on the dance floor”!...

Valha-nos, dEUS!

Não podia ser Muse a vir a Paredes de Coura, pois não?!


Não quis guardá-lo para mim
E com a dimensão da dor
Legitimar o fim
Eu dei
Mas foi para mostrar
Não havendo amor de volta
Nada impede a fonte de secar
Mas tanto pior
E quem sou eu para te ensinar agora
A ver o lado claro de um dia mau

Eu sei
A tua vida foi
Marcada pela dor de não saber aonde dói
Mas vê bem
Não houve à luz do dia
Quem não tenha provado
O travo amargo da melancolia
E então rapaz então porquê a raiva
Se a culpa não é minha
Serão efeitos secundários da poesia

Mas para quê gastar o meu tempo
A ver se aperto a tua mão
Eu tenho andado a pensar em nós
Já que os teus pés não descolam do chão
Dizes que eu dou só por gostar
Pois vou dar-te a provar
O travo amargo da solidão

É só mais um dia mau

Tríptico: um dia mau

Um dia surreal

Acordei mais rabugenta e mal-humorada do que o costume. Perdi-me na letra com um amigo na noite anterior e deitei-me tardíssimo. A semana começava bem!
Andava cheia de trabalho, coisas pendentes urgentes para resolver e ia faltar de manhã, para andar às voltas com mais papelada da casa. Destino: Repartição de Finanças. Aqueles sítios tão deprimentes!
Azarito! Encontrei um amigo. A minha paciência para conversas da treta já costuma ser pouca, mas a esta hora da manhã, é nula. Às páginas tantas sai-se com “És como o vinho do Porto!”. Nem respondi. Felizmente chamam por mim. Despeço-me e ele ainda tem tempo para me convidar para jantar um dia destes. “Claro! Liga-me para a semana.” Vais, vais…
A enfastiada funcionária pública informa-me que falta o carimbo da Câmara Municipal nas plantas e, consequentemente, não pode aceitar o pedido. Só me apetecia fuzilá-la.
Lá vou eu à Câmara Municipal. Pelo caminho, uma gaja distraída a falar ao telemóvel, quase me bate. Que raio de mania esta das gajas tentarem fazer várias coisas ao mesmo tempo!
Já na Câmara, o simpático funcionário informa-me que aquilo demora no mínimo duas semanas a ficar pronto. Nem quero acreditar! Duas semanas para carimbarem umas plantas?!
Logo à imobiliária. Eles que se desenrasquem!
Finalmente chego ao trabalho e dou de caras com a minha secretária cheia de papelada. Nem lhe vejo o tampo. Felizmente está quase na hora de ir almoçar e nem tenho tempo de fazer nada, a não ser consultar os mails e actualizar o blogue.
À hora de almoço recebo uma óptima notícia que acaba por ser a salvação do meu dia. Valha-me ao menos isso!
Ligam-me da imobiliária. Afinal conseguiram dar a volta ao problema. O único senão, tenho de ir às Finanças novamente da parte de tarde. Bonito!
Tento colocar as coisas em perspectiva e ver o lado bom: pelo menos vou adiar a hora de enfrentar aquela papelada toda lá no trabalho.
A competente funcionária das Finanças justifica o seu lapso com um “Eu nem verifiquei isso. Sabe como é… Quanto mais depressa despacharmos o contribuinte, melhor!”. Era só quem te despachasse!
Aproveito que ando por fora para fazer uns recados pessoais e, a meio da tarde, quando regresso ao trabalho, já só penso na hora de ir embora. Como estou sem paciência para aquilo, resolvo não mexer uma palha e só garantir os serviços mínimos. Ou seja, marcar presença.
Ao regressar a casa resolvo ir dar uma volta, para descomprimir.


Um dia arrebatado

Acordei cansada porque me tinha deitado tarde na noite anterior mas, ainda assim, sentia-me descansada.
Como tinha uma reunião de trabalho fora da empresa a meio da manhã, ainda podia morrinhar mais um bocado. Adoro morrinhar! No entanto, custava-me um pouco não ir directa para o escritório de manhã porque tinha coisas urgentes para resolver.
O gerente do banco, à despedida, diz-me que estou muito mais magra e pergunta-me se ando a fazer dieta. Não considero aquele comentário lá muito apropriado mas ainda assim dirijo-lhe o meu melhor sorriso e respondo que não. Viro costas mas ainda me apercebo dele a tirar-me as medidas. Paciência, precisa-se!
À hora de almoço recebo uma óptima notícia que acaba por ser a salvação do meu dia. Valha-me ao menos isso!
De tarde vou aos Serviços Municipais e aproveito a saída para ver umas montras e fazer umas comprinhas.
Quando regresso ao trabalho quase bato de carro. É o que dá conduzir, falar ao telemóvel e acenar a um amigo que passa em sentido contrário, tudo ao mesmo tempo.
De tarde dá-me a preguiça. Limito-me a pôr a correspondência em dia, a actualizar o blogue e a despachar o que for mais urgente.
Ao regressar a casa, ligam-me para ir ao cinema. Não era má ideia mas não posso, tenho ensaio. E eu não troco os ensaios por nada.


Um dia interminável

Maldito despertador! Ao ouvi-lo, amaldiçoo logo ter-me deitado tão tarde. Custa-me sair da cama, mais do que habitual, e já acordo preguiçosa. Belíssimo início de semana. Isto promete. Ainda bem que ia ao oftalmologista. Sim, descobri que estou a ficar pitosga.
Quando chego ao trabalho, uma das minhas colegas pergunta-me se fui à praia no fim-de-semana, estou com um óptimo ar. Apeteceu-me responder que sim, tinha ido à praia durante aqueles cinco minutos que não choveu no sábado. Mas só lhe respondo que há muitas coisas que fazem bem à pele, além do sol.
Felizmente já estava quase na hora de almoço e só tenho tempo de pôr a correspondência em dia e actualizar o blogue.
À hora de almoço recebo uma óptima notícia que acaba por ser a salvação do meu dia. Valha-me ao menos isso!
De tarde vou tratar de escolher os óculos e aproveito para fazer umas compras de primeiríssima necessidade.
Ao regressar ao trabalho, em pleno pára/arranca, quase bato no carro da frente e dou graças pela minha mania de arrancar em segunda.
Da parte da tarde tento organizar a papelada que invadiu misteriosamente a minha secretária durante o fim-de-semana. O tempo não chega e acabo por não fazer nada. A vontade também não era muito, diga-se. Sinto-me sem paciência para tudo e para todos. Só quero que me deixem em paz e sossego.
A precisar de espairecer, ligo a uma amiga e vou jantar com ela.
Liga-me um defunto a perguntar como estou e se quero ir tomar um café um dia destes. Digo-lhe que esta semana não posso e que lhe ligo para semana. A mãe já vai, espera lá!... Ando mesmo com paciência para te aturar.

ohmmmm

shut the f@ck up! pretty please!...

Aqui há dias, estava eu a babar-me com uma massagem às costas, quando a massagista resolve interromper aquele silêncio sublime para me dizer que as minhas costas estão uma lástima.
Se nós vivêssemos num livro de banda desenhada, nesta altura, do meu cartoon iriam sair uns 157 daqueles balões que correspondem aos pensamentos, cheios de )#/=)”=!)”$(&”/&”!/%/#”!?=”)!#/&”%#$%&!%&!”)!(“/!#?=!#/.

Porque é que, à maior parte das pessoas, o silêncio é incomodativo? Será porque não conseguem estar na companhia delas próprias?
E porquê estes comentários desnecessários?
Duh! As costas são minhas, eu sinto-as, eu sei que elas estão uma lástima. Se calhar, em grande parte, terá sido por isso que recorri à massagem! Talvez porque sofro de um terrível mal de postura, incutida no tempo da primária, onde nos sentavam naquelas carteiras que nada tinham de ergonómicas, e potenciado por esta maldita profissão de secretária, em frente a um computador.

Pporque é que insistem em dizerem-me coisas que eu estou fartinha de saber? Aborrecem-me! Lá por eu não as dizer ou comentar, não quer dizer que não tenha conhecimento delas. Eu não digo tudo o que sei. Ninguém diz tudo o que sabe. E até vos conto porque não o faço. Em grande parte é porque detesto responder à pergunta “Porquê?”. Quem pergunta “Porquê?” ou não está para se matar a pensar no que acabou de ser dito, e opta pelo caminho fácil (ou não tem capacidade para o compreender); Ou quer testar até que ponto, o que acabou de ser dito, é sólido, isto é, faz-se de parvo(a). Quer numa, quer noutra situação, a vontade de responder à pergunta é sempre muito pouca e acaba com qualquer vontade de continuar um diálogo. A não ser que se trate de uma criança, no primeiro caso, ou de um examinador, no segundo.

Estou numa fase tão zen!...
Estou de bem comigo, gosto de toda a gente e quero ver toda a gente bem.
Só peço paz e sossego, para poder desfrutar dela na plenitude.
E, já agora, se não for pedir muito... shiiiiuuuuu... silêncio…
Obrigada!

Seus malucos!!!

23 visits e 44 page views?!
Vocês andam endiabrados, hã? Doidos!
O problema é que eu começo a sentir uma ligeira pressão e, sob pressão não consigo! Isto de pensar que há pessoas a lerem o que escrevo... Não sei!... A ideia era manter este blogue caseirinho. Fugi do anterior por se ter tornado muito industrial.

Talvez esteja na altura de mudar de poiso!...

The simple life: a festa dos sentidos

Não sei qual dos cinco sentidos se encontra mais satisfeito. Se a audição, com a lindíssima terceira sinfonia de Mahler; Se a visão, com estas tonalidades melancólicas do pôr-do-sol; Se o paladar, com esta pretoska; Se o olfacto, com este salgado cheiro a maresia; Se o tacto, com esta brisa delicada que me deixa levemente arrepiada...
Talvez seja a combinação dos cinco que me provoque esta sensação...
E agradeço, não sei bem a quem mas agradeço, por saber saborear estes pequenos momentos.

E eis que se junta à festa, Tolstoi.
Perfeito!

to mosquito líder

Onde andas, mosquito líder? O que é feito de ti? Porque não apareces? É assim? Abandonas assim o gangue?! Que podemos nós fazer sem ti? Sem a tua direcção ficamos perdidos. Eu sei que falhamos o grande objectivo de Natal, mas não é caso para desistir! Vamos tocar a umas campainhas! Fazer um rally antros! Qualquer coisa! Até porque esta vida de ficar por casa está a ficar insuportável. Estou com muita energia acumulada e preciso descarregar.

Aparece, pá! Estou com saudades tuas!
Vamos às gajas!!! Deixa lá as alergias.

Repara: Quem é que vai mandar aquelas bocas inconvenientes que deixa toda a gente calada mas com vontade de desatar a rir? Quem é que vai ficar a falar comigo até de manhã ou até eu adormecer? Quem é que me vai mandar para a cama quando eu, apesar de já tilintar de frio e espirrar consecutivamente, me recuso a fechar a matraca? Quem é que vai ter paciência para me ouvir e ainda responder às minhas questões? Quem é que me vai dizer "Atira-te! Estamos cá para te segurar."? Quem é que vai ter coragem para me dizer a verdade? Quem é a única pessoa com coragem para me chamar azeda, parvalhona e estúpida? Quem é que vai chatear o DJ do Tendinha para colocar The Cloud Room para mim? Quem?!...

O gangue está a desintegrar-se. Já perdemos um, foi catado e sucumbiu aos encantos da vida de casal. A pessimista (ou será a optimista? Nunca sei!) parece que vai voltar para o defunto.
Talvez devamos começar a pensar em colocar o nosso plano em prática... Encomendar os andarilhos e ir indo para o Alentejo. Que dizes? Acho que fazem lá umas raves potentes!...


Vá, agora sério...
Também tenho andado um pouco afastada de tudo e todos. Mas quero que saibas que estou aqui, se precisares.
Não tenho muito jeito ou paciência para bricolagem e derivados, mas, se precisares de ajuda lá em casa, diz!
Quanto mais não seja levo cerveja e boa disposição!
Ok?

Volta depressa, mosquito líder!

I'm not here...

"People are always talking about freedom. Freedom to live a certain way, without being kicked around. Course the more you live a certain way, the less it feel like freedom. Me, uhm, I can change during the course of a day. I wake and I'm one person, when I go to sleep I know for certain I'm somebody else. I don't know who I am most of the time."

"It's like you got yesterday, today and tomorrow, all in the same room. There's no telling what can happen."

"Poems are naked people."

cine desta semana

O voo do balão vermelho
IMDB: 7,1 (275 votos)

Sabe sempre bem ver o mundo por aqueles olhos... E mais não digo!
Ah! Grande interpretação de Binoche.


Não estou aí
IMDB: 7,6 (6.835 votos)

Gostei muito do filme. É contado de uma excelente forma.
Só tenho algumas dúvidas se será inteligível para todas as pessoas...

A menina joga?

Depois daquela fase louca de noitadas, copos e festas de 27 horas non-stop, entrei numa fase nova, adversa a noitadas e a copos em exagero. Ou seja, reunimos a malta em casa e ficamos por lá a comer e a bebericar.
Invariavelmente, chega sempre uma altura em que alguém propõe jogar alguma coisa, para melhor passar o tempo. É nesta altura que se dá o rumo à noite.
Eu prometo a mim mesma que será a última vez, que aquilo tira a pica a qualquer um. Mas, quando dou por mim, lá estou eu a rolar o dado!...
Desta última vez, optou-se por uma partida de Trivial. Maldita hora! A porcaria do jogo nunca mais acabava. Era suposto aquilo testar os meus conhecimentos, mas já só testava a minha (falta de) paciência! Fiquei tão contente quando o jogo chegou ao fim que fui logo para casa.
Porque é que não fui com o casal gay ao Lusitano?

A finalidade dos jogos é diversão. Digo eu! Para mim, é. Então, porque insistem nestes jogos chatos tipo Trivial, Xadrez e Monopólio?

Pessoal, aviso já que em minha casa estes jogos não entram!
Poderei, eventualmente, permitir, de vez em quando, um "Verdade ou Consequência", "Party & C.º" ou "Buzz". Jogos que exijam alguma interactividade. Tudo o resto... Out!

moving out

Já assinei a escritura da minha casa há quase dois meses e ainda ando à volta com papelada. Maldito simplex! Já para não falar na quantidade de dinheiro que gastei. Isto de se ter um tecto dá muito que fazer. É quase preciso tirar um curso, de preferência por correspondência, que é para ir ganhando prática a preencher formulários e impressos.
Nunca mais chega a parte boa: gastar mais dinheiro na decoração e a casa ficar pronta para a mudança. Por este andar, lá para meados de 2009, mudo-me!

Aparte estas questões burocráticas e financeiras, comprar casa, conquistar a nossa independência definitiva, sabe bem. Sinto que subi a um novo patamar na minha vida. Principalmente porque subi sozinha. Ok, os pais empurraram um bocadinho. Acho que eles estão fartos de me verem lá em casa, apesar de eu pouco incomodar, uma vez que pouco paro por lá. No outro dia, a minha mãe ainda me fez rir um bom bocado. E só para terem noção do quanto os meus pais sabem da minha vida, a minha mãe finalmente ganhou coragem e perguntou-me se eu ia morar sozinha ou se ia morar com alguém. “Sozinha, mãe! Eu sou uma mulher emancipada e independente.” Mal ela sabia que meses antes, após impulsivamente ter tomado a decisão de comprar aquele apartamento, uma vez que foi amor à primeira visita, eu entrei em colapso. Quando parei para pensar na decisão que tinha tomado, apercebi-me que, inconscientemente, não estava preparada psicologicamente para aquilo. No fundo sempre achei que, quando chegasse a altura, eu já teria encontrado quem tanto esperava. Que era um passo que não tomaria sozinha. Dei por mim no IKEI (não deixem de ler crónica do fedorento na Visão desta semana), a cobiçar os casais que por lá passeavam. Mas isso são contas de outro rosário.

Hoje. Estou mortinha por ter o meu espaço, por ter garagem para guardar o carro, por receber os amigos para jantar e para “bubar”. Ainda nem me mudei e já tenho cinco jantares agendados. Este pessoal perde-se por comida! E bebida! E eu vou adorar receber toda a gente lá no capoeiro!...

Morte aos traidores?

A meio de uma conversa descontraída sobre relacionamentos, cientes dos meus princípios, questionaram a minha alegada intransigência, perguntando-me se eu alguma vez seria capaz de perdoar uma traição. Era uma boa questão. Mas para responder convenientemente teríamos de perder algum tempo às voltas com a definição de traição. Tempo que, na altura, não tínhamos. No fundo, não me apetecia pensar no assunto nem responder à questão.
No entanto fiquei a pensar naquilo.

Em tempos, uma grande amiga, revelou-se uma perfeita anormal: dissimulada, manipuladora, interesseira, intriguista, egocentrista. Enfim, um rol interminável de qualidades. Apesar de me terem avisado sobre o seu carácter, eu sempre a defendi, nunca acreditei no que me diziam. Até que ela deve ter resolvido colocar-me à prova com uma parvoíce qualquer. Decidiu fazer um braço de ferro. Foi o fim dela. E, infelizmente, quase foi o meu. Foi tamanha desilusão que o meu mundo quase ruiu. Custa muito perder um amigo! Mas, apesar de tudo, passado um tempo, eu cedi. Dei-lhe uma segunda oportunidade. Oportunidade que ela desperdiçou completamente. Aí foi de vez.
Como vêem, aparentemente, no campo da amizade, sou capaz de perdoar uma traição.

No campo amoroso, a questão muda um pouco de figura. Até porque nunca passei por uma situação dessas. Pelo menos, que saiba. E acredito que não. Nunca tive uma relação suficientemente longa que o justificasse. Digo eu!
Portanto, deambularemos pelo plano das suposições.

Começando por mim, posso dizer-vos duas coisas: nunca traí um namorado e, com toda a segurança, jamais trairia. No momento que eu me sentisse atraída por outra pessoa, a relação chegaria ao seu fim. Ou ficaria moribunda. Nunca escapando a uma boa conversa. Isto deve-se à minha educação, foram-me incutidos valores que não consigo deixar de seguir. Sempre tive excelentes exemplos de bons caracteres em casa. Não consigo dissociar-me deles. Estou farta de os questionar. Questiono se esses valores não serão um desperdício de tempo e energia nos dias que correm. Infelizmente, cada um vive com a sua consciência e eu tenho de viver com a minha. E adoro conseguir deitar a cabeça na travesseira e adormecer imediatamente.
Sempre sonhei encontrar alguém que se regesse pelos mesmos princípios. Acredito que vou conseguir. Aliás, sei que sim.

Agora, seria capaz de perdoar a traição de um namorado?
Já é pública a minha dificuldade em confiar plenamente no sexo masculino. Sem confiança, não há entrega, logo, não há relação.
A questão do perdão da traição estaria em grande parte relacionado com até que ponto ela abalaria a confiança.
Em primeiro lugar, a traição nunca poderia ter sido descoberta por mim. Porque aí existiria o propósito de enganar. Acho que neste caso não conseguiria perdoar. Mas seria tudo uma questão de colocar os pratos na balança: esquecer a traição ou esquecer a pessoa. O que custasse menos. Não sei.
No entanto, se ele, após sincero arrependimento, tivesse a coragem de assumir e me contar voluntariamente, aí talvez perdoasse. Talvez! Se não houvessem sentimentos à mistura, se tivesse sido só sexo. Ia magoar-me muito, ia custar. Mas, partindo do princípio que seria um acto isolado e que a confiança, apesar de tremida, se restabeleceria, talvez a relação sobrevivesse.
Como vêem não sou assim tão intransigente.

Seja como for, perdoar uma traição talvez seja a maior prova de amor que se pode dar a alguém.

E para que estamos a falar disto? Porque me colocam estas questões? Passava bem sem pensar nelas.
Eu não tenho nenhuma relação assumida no momento, por isso não posso ser alvo de uma traição, nem tenho nada a perdoar a quem quer que seja. Por isso, vamos esquecer esta temática, até porque não me apetece pensar mais neste assunto melindroso.
Onde íamos mesmo?

Fora do mercado

- O que é que aconteceu à tua página do Hi5?
- Nada de especial. Cancelei a minha conta. Há algum tempinho...
- huh?! Porquê?
- Porque não?

Deixou de fazer sentido. Nem sei se alguma vez teve. Bem vistas as coisas aquilo não tem nada a ver comigo. Criei a conta por desafio de uma amiga. Ao início ainda tinha a sua piada, era inovador. Depois comecei a cruzar-me com pessoas conhecidas e a tomar-lhe o gosto. Chegava a ser engraçado e foi uma forma de rever pessoas que tinha perdido contacto. Ultimamente, ganhei cisma. Aquilo está com mau ambiente. Só velhos rebarbados, chavalada e acéfalos. Até me dei ao trabalho de fazer uma experiência. Retirei tudo da página sobre mim, excepto os dados pessoais e as fotos. E não é que continuava a receber convites de amizade? A conversa é sempre a mesma: “Tens Messenger? Adiciona-me. Gostava muito de te conhecer”. Sim, de facto tenho MSGr, mas pouco utilizo. Infelizmente no trabalho tornou-se quase impossível ligá-lo. Graças à minha colega grávida! E, em casa, fujo do computador como o diabo da cruz. Seria a mesma coisa que trabalhar no MacDonald’s e chegar a casa e ir comer hambúrgueres. Além disso, o MSGr está reservado para amigos. E só se eu fosse muito tola para dar o meu contacto a alguém que se sai com “gostava muito de te conhecer”. Voltamos à preparatória, não?! Não tenho paciência!
Apercebi-me que tinha chegado ao fim da linha quando, ao rever umas fotos, dei por mim a pensar “Esta está fixe para colocar no Hi5!”. Quando caí em mim até gelei. Brunhild Maria estarás bem da cabeça?!???
E foi aí que decidi que estava na hora de me afastar daquele mercado de carne. Se fosse essa a minha vontade, então seria mais proveitoso começar a parar no La Movida.

o concerto

Aviso já que eu sou suspeita na minha apreciação porque os Portishead ocupam, ex aequo com Massive Attack, o primeiro lugar no ranking das minhas bandas preferidas.

Cumpri um desejo antigo, assistir a um concerto deles. Se foi o concerto da minha vida? Não, não foi. E até dúvido que seja o concerto do ano. (Estou com grandes expectativas para o concerto de Animal Collective). Mas foi um bom concerto.

Sentiu-se a falta de rodagem da banda, algum nervosismo e tensão. É natural nestas condições.
A grande Beth Gibbons só se começou a soltar lá para meio do concerto. E surpresa, aguentou o concerto todo sem fumar. Acho mítica aquela posição dela, agarrada ao microfone, com um cigarro sempre a queimar. Acho que isso também fez falta.
Faltou cumplicidade... Foi bom mas faltou qualquer coisa.

Por exemplo, há dois anos, quando assisti a Massive Attack, estavam eles no início da digressão, o concerto foi qualquer coisa. Não esqueço aquele concerto. Em compensação, no ano passado, quando assisti ao concerto, já eles estavam a finalizar a tour, o concerto foi bom, sem falhas, impecável, mas foi mecânico, faltou-lhe emoção.

Voltando aos Portishead, acho que os concertos têm tendência a melhor, assim que eles recuperarem a confiança. Mas vale sempre a pena! Nem que seja só para ouvir ao vivo Glory Box, Roads e All Mine. Ah! E Machine Gun.


Durante o concerto cheguei a uma brilhante conclusão: se eu fosse um género musical, seria trip-hop. Definitivamente! Ou então até assistir a um concerto de música clássica ou de jazz que me faça mudar de ideias...

Não caibo em mim de contente

O dia finalmente chegou: Portishead @ Coliseu do Porto.
É a primeira data da digressão. O primeiro concerto depois deste interregno de anos. E eu sei que vai ser um grande concerto. Não me perguntem porquê! Há coisas que nós sabemos que sim...



Your softly spoken words
Release my whole desire
Undenied
Totally

And so bare is my heart, I can't hide
And so where does my heart, belong

Beneath your tender touch
My senses can't divide
Ohh so strong
My desire

For so bare is my heart, I can't hide
And so where does my heart, belong

Now that I've found you
And seen behind those eyes
How can I
Carry on

For so bare is my heart, I can't hide
And so where does my heart, belong
Belong
Belong
Belong


Ah! Perfeito, perfeito...
I saw a saviour
a saviour come my way
I thought I'd see it
at the cold light of day
but now I realise that
I’m Only for me
if only I could see
You turn yourself to me
and recognise
the poison in my heart
there is no other place
no one else
I face remedy,
we’ll agree,
is how I feel
here in my reflecting
What more can I say?
for I am guilty
for the voice that I obey
too scared to sacrifice
a choice chosen for me
if only I could see
You turn myself to me
recognise
the poison in my heart
there is no other place
no one else I face
The remedy,
to agree,
is how I feel

Machine Gun - Portishead (Third)

machine gun




O novo álbum dos Portishead é bom! Brunhild recomenda!
E este Machine Gun, single de apresentação de Third, é muito bom!...

filmes desta semana

The Darjeeling Limited
IMDB: 7,6 (17.557 votos)

É um filme de Wes Anderson e está tudo dito. Gostei! Gostei mais d' Um peixe fora de água. Mas quem é que bate Bill Murray?!...


E, agora... surpresa das surpresas!!!...

Ratatui
IMDB: 8,3 (64.509 votos)

É giro.
O mais curioso de tudo é que vi este filme, numa sala de cinema improvisada, com cerca de mais 20 pessoas que, apesar da relutância em assistir àquele filme, acabaram por assistir caladinhas... que nem ratos!...

para me ajudar a acabar o "reality check"



Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say

How can it feel, this wrong
From this moment
How can it feel, this wrong

Storm... in the morning light
I feel
No more can I say
Frozen to myself
I got nobody on my side
And surely that ain't right
And surely that ain't right

E falta uma semaninha para o grande concerto!...

reality check (continuação) *

* Perdi o fio à meada, vai ser difícil retomar o raciocínio, mas vou tentar. Ainda por cima já não me encontro com aquela disposição, hoje até estou bem disposta.

Concluindo, sabe bem quando, para variar, não sou eu quem organiza os jantares (Estou a precisar de ingerir daquele maravilhoso vinho grego, com muita urgência!); Quando, em casa, não ficam à espera que eu chegue de um dia cheio de trabalho para levar a gata ao veterinário (a minha Suggia foi atropelada); Quando, no emprego, não ficam à minha espera para solucionar um problema que se resolve com o envio de um simples mail; Quando ao sábado à noite não sou eu a decidir onde é a ida;
Sabe bem quando o convite para assistir a um concerto parte de outra pessoa (mesmo que o telefonema comece com um “Olá, parvalhona!”); Quando me convidam para jantar com o intuito de festejar Paddy’s Day (mesmo que o dia de S. Patrício seja só dois dias depois). Quando me telefonam só para saber se está tudo bem (mesmo que isso signifique responder a um minucioso interrogatório onde só falta perguntar o que almocei. Não, esperem! Nem isso faltou!...)
Sabe bem quando me demonstram que a minha companhia é apreciada. Só isso!
Mas estas questões são só gotas num oceano.


A desilusão vem da humanidade. Sendo que “humanidade” tanto pode significar “o conjunto dos homens”, como a capacidade dos Homens em serem compreensivos e benevolentes ou o amor ao próximo.
Por onde anda esta humanidade? Perdida!

Tornou-se quase impossível ler os jornais sem acabar deprimido. Mata-se ou manda-se matar com uma facilidade incrível. Corrupção. Começam-se guerras porque sim. Rouba-se. Espanca-se. Rapta-se. Tudo em prol do bem-estar de cada um. Só isso interessa.

Os nossos políticos são cada vez mais de pior qualidade e com tendência a piorar.
Quando tiverem um tempinho, desloquem-se até ao portal do Governo e ao sítio da Assembleia da República e cheirem os perfis dos nossos ministros e deputados.
Para não falar no Primeiro!!! No seu perfil não consta o seu percurso profissional. Provavelmente nunca teve um emprego, só assinou projectos. Só ocupou cargos ligados à política. Mais nada! Fez carreira política. E é para aí que caminhamos. Quem chega ao poder são estes meninos que se mexem bem. Quem tem valor e capacidade, inteligência e sapiência, não entra neste jogos sujos da política, minada por gajos que não têm nada na cabeça mas que são bons na palavra, nos jogos e manipulações. As pessoas competentes que poderiam de facto ajudar a tirar este país deste buraco financeiro e moral e que não precisam de cargos políticos para vingar na vida, uma vez que vingam por si, não estão para se sujeitarem a chafurdar na lama com esses badamecos. A não ser que sejam muito patriotas ou idealistas e sonhadores. Sendo que o conceito de patriotismo caiu em desuso com a globalização. (Contra mim falo, sou mais pela Europa que por Portugal. Mas, venha quem vier, o Porto é e será sempre a mais bela cidade do mundo e arredores.) E que, por norma, as pessoas inteligentes tendem a ser racionais e realistas, logo, pouco idealistas e sonhadoras. Prevê-se que o mundo da política ficará entregue à bicharada.

Concluindo, o nosso país vai de mal a pior e o resto do mundo também.
O nosso sistema de saúde é o que se sabe. Fiquei chocada com a notícia sobre a falta de cuidados paliativos. Não fazia ideia.
Tratamos os idosos como se fossem um estorvo e esquecemo-nos que é para lá que caminhamos. No outro dia precisei de ir à Segurança Social resolver um problema da empresa e saí de lá doente.
Há crianças a morrerem à fome a cada minuto que passa e nós só pensamos em gastar dinheiro em coisas supérfluas.
E tantas, tantas outras coisas.

É triste ver para onde caminha a dita humanidade. Uma desilusão. Salve-se quem puder!


Quanto ao desencanto… Este é pela vida e por mim.
Talvez mais por mim que pela vida…


Por tudo isto, acho que é compreensível que eu opte por ver o mundo pelo meu filtro côr-de-rosa, é uma opção consciente, só vejo o que me interessa. E é também por isso que me refugio num bom livro (de preferência um bom romance), no cinema, na música, em qualquer coisa que me faça esquecer tudo isto, nem que seja por momentos.

Hercules & Love Affair

easter cleaning *

* esta mania dos títulos e expressões em inglês há-de passar, don't you worry. Também não é grave. Tomara serem esses todos os meus problemas. Se bem que não posso chamar problemas ao que tenho. Whatever!

Cabeça, pc, hi5, messenger, mail, documentos, roupa, calçado, etc, etc, etc.
Limpei tudo! O que interessa ficou, o que não interessa foi ao ar.
Manter só essencial, o que de facto importa.

Novo lema: Manter as coisas bem simples.

O que há em mim é sobretudo cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas
Essas e o que faz falta nelas eternamente
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nad
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos

reality check

Também em mim há sobretudo cansaço. Mas também existe desilusão e desencantamento. E como odeio esta palavra e tudo o que ela significa.
Perseverar também cansa e muito. Eu nem me considero uma pessoa pessimista. Pelo contrário, prefiro sempre pensar que, pelo menos, o copo não está vazio, mesmo quando só restam umas gotas. Mas está difícil.
Sinto-me uma locomotiva, de um comboio velho, perro e obsoleto. Cansada de puxar por carruagens que teimam em não sair da estação onde apearam.

Talvez tenha só nascido no país errado. A gente da minha terra é por defeito cinzenta, melancólica, inerte, mesquinha.
Talvez tenha só nascido num tempo que não é o meu.
Ou talvez, tenha errado ambos: tempo e espaço.

O que eu desejo é tão básico e simples que, nos dias que correm, chega a soar a falso e a ridículo aos ouvidos das outras pessoas. Há quem duvide que fale a verdade e há até quem não acredite de todo. Logo eu, que não minto, que não suporto a mentira, que desprezo quem engana.
Mas a verdade é que apesar de desejar algo tão básico e simples, essa realidade parece-me cada vez mais uma utopia, cada vez mais distante, difícil de atingir. Deveria ser assim tão difícil?

Olho para o lado e vejo as pessoas envoltas nas suas vidinhas: estudar, trabalhar, casar, pagar a prestação da casa e as despesas inerentes à sua manutenção, a prestação do(s) carro(s), ter filhos. Será que as pessoas pensam bem antes de tomar estas decisões? Talvez o mal seja meu, talvez pense demais. Mas, as criancinhas não pediram para existir. Têm noção do que vão fazer, para onde as vão trazer? Há tantas crianças ao abandono, a pedirem por uma oportunidade, por atenção e carinho. Porque não optar pela adopção, por exemplo? Realizar o sonho de uma dessas crianças? Há quem gaste fortunas e passe anos a tentar ter filhos. Não compreendo essa necessidade das pessoas em terem filhos. Eu costumo brincar dizendo que passar, no mínimo, nove meses sem beber e sem fumar é logo condição para nem pensar no assunto. Tem o seu quê de verdade. Mas, no fundo, eu não considero é que fosse imprescindível que a criancinha saísse cá de dentro para a sentir mais minha.
Decisões irreflectidas e um pouco egoístas.
Depois os casamentos dão para o torto. Pelo menos agora já nem é preciso sair da secretária nem despender de muito tempo para obter o divórcio. Basta uma ligação à Internet (de preferência em melhor estado que a daqui do estamine) e de meia-horita.
Mas este assunto eu já abordei em tempos passados e não me apetece voltar lá. Está mais que debatido e eu já estou a divagar.

Voltando à questão do cansaço e do desencanto.
Quem me conhece sabe que eu sou do tipo amiga-galinha. Gosto de ter todos debaixo da minha asa e saber que estão bem. E faço-o porque é a minha forma de gostar. Não pretendo créditos extra por isso ou qualquer tipo de reconhecimento. Faço-o porque quero, porque gosto de o fazer. Mas, de vez em quando, a amiga-galinha gosta de se metamorfosear em águia e voar livre, sozinha, sem amarras de qualquer tipo. Sem que isso signifique que eu goste menos ou me preocupe menos.
Tentem não me julgar ou exigir mais do que posso dar. Eu não sou perfeita, nem infalível. Tenho os meus defeitos e cometo os meus erros, como toda a gente. Mas também não sou orgulhosa e quando vejo que errei, peço desculpa, tento remediá-los o melhor que sei.
Quem me conhece também sabe que nem sempre estou alerta, atenta aos pormenores. Que há alturas em que ando distraída e que para determinado tipo de situações sou despistada. Não o faço por mal. Quando for assim, tentem falar comigo. Não façam chantagem emocional, não amuem ou digam de fininho. Sabem que eu nunca cedo a chantages ou a amuos. Eu acredito que tudo se resolve com uma boa conversa franca. Eu sei que disparato com alguma facilidade e que isso por vezes intimida. Mas é só golpe de vista, eu sou uma pessoa acessível. Deveriam saber disso, não?

Já me perdi novamente e não tenho tempo para mais.
Continua...

"Happiness only real when shared"

Entre o trabalho (que me consome o tempo e as energias quase todas) e os ensaios (que me consome o tempo e o último fio de voz que ainda me vai restando), lá consegui dar uma escapadela até ao cinema.



Into the Wild (O lado selvagem)
IMDB: 8,3

Uma história verídica, muito bem contada e INSPIRADORA. Se fosse a vocês, não perdia!

Volta e meia, Alexander Supertramp, cita alguns dos seus escritores preferidos. E claro que, pelo meio, citou uma passagem de Anna Karenina, referente à personagem de Levine (dizem que seria alter-ego de Tolstoi...). Uma passagem muito bonita! Eu vou procurá-la no livro e depois publíco. Se tiver tempo...

Deixo aqui alguns pensamentos avulso de Christopher MacCandless:
"I read somewhere... how important it is in life not necessarily to be strong... but to feel strong."
" Rather than love, than money, than faith, than fame, than fairness... give me truth."
"Some people feel like they don't deserve love. They walk away quietly into empty spaces, trying to close the gaps of the past."
"When you want something in life, you just gotta reach out and grab it."
"Mr. Franz I think careers are a 20th century invention and I don't want one. "
"If we admit that human life can be ruled by reason, then all possibility of life is destroyed."

cada vez mais descrente

Como é que o Menezes chegou a líder do PSD?!?!
Quando um homem como Menezes chega a líder de um partido, ou seja, um primeiro-ministro em potência, é sinal que algo vai muito mal neste cantinho de mundo.

Já agora...

Deixo aqui um link bastante útil para quem quiser partituras de música coral: ici.

Quem é amiga, quem é?!...

Para todos os manos brasileiros que caem aqui à procura da partitura d' A Calvalgada das Valquírias, aqui fica um presente da Brunhild: voilá.

Recuso-me a deixar o País das Maravilhas

Vou deixar de ler os jornais diários (excepto a parte dedicada à Cultura). Só servem para me deixar deprimida logo pela manhã. Só desgraças, tudo aos tiros...
Vou trocar os jornais pelas revistas e por textos como este, de António Lobo Antunes.

"Não digas nada, dá-me só a mão. Palavra de honra que não é preciso dizer nada, a mão chega. Parece-te estranho que a mão chegue, não é, mas chega. Quantos são hoje? Nunca sei às que ando, confundo tudo, perco-me sempre, os dias, as horas, às vezes cumprimento pessoas que não conheço, há uma semana ou isso entrei num antiquário, sentei-me a uma mesa D. João V e quando a senhora da loja veio, de uns armários franceses ou lá o que era, pedi-lhe que me servisse um uísque. Uma senhora com mais pulseiras que tu e anéis caros, de maquilhagem a lutar com a idade e a perder. Ficou a olhar para mim de cara ao lado. Depois perguntou-me se eu estava bêbado e depois começou a medir a distância entre ela e a porta a fim de chamar por socorro. Numa das paredes paisagens emolduradas a talha, o retrato de uma viscondessa decotada, estampas de cavalos com legendas em francês. A viscondessa usava um anel no indicador rechonchudo e tinha cara de jantar bicos de rouxinol todos os dias, servindo-se dos talheres como se cada dedo fosse um mindinho, desses que a gente enrola para beber o café. A minha irmã, pelo menos, enrola. Eu sou mais para o género de o esticar, tipo antena. Educações. Tu não enrolas nem esticas, deixas a mão inerte na minha. Não te apetece apertar-me, não tens vontade de ser terna? Gostava que ma apertasses três vezes, depois eu apertava três vezes, depois tu apertavas quatro vezes, depois eu apertava-te quatro vezes e ficávamos que tempos assim, num morse de namorados. Fantasias. Desejos. Se calhar sou uma pessoa carente. Se calhar nem sequer sou carente, sou só parvo. Segundo a minha irmã sou só parvo. A propósito de tudo e de nada
- És tão parvo
e eu, mudo, a dar-lhe razão no fundo de mim, lembrando-me que na escola era um castigo com a Geografia, capitais e rios e países tudo misturado. Continuo a misturar. Não me peças, por exemplo, para mostrar a Noruega num mapa. E conheci em rapaz uma norueguesa na praia, a pôr creme nas costas de uma amiga. Passados os primeiros embaraços pôs-me a mim também. Espero que tivesse os mindinhos enrolados. Ofereci--me para lhe pôr a ela. Por gestos fez que não com a cabeça e o brinco esquerdo caiu. Acho que começou a ceder quando o procurámos ambos na areia, uma argola com coisinhas penduradas. O que me atrai nos brincos não é as mulheres terem-nos, é o momento em que os prendem na orelha, de queixo esticado e olhos vazios. A mesma expressão, aliás, ao procurarem as chaves na carteira. Parece que se ausentam. Depois voltam a estar ali ao rodarem a fechadura. Esfrego sempre os sapatos no capacho antes de entrar
(educações)
e avanço devagarinho pelo tapete quase persa fora à medida que lhes percebo uma expressão de
- Como é que me vejo livre deste?
a aumentar, a aumentar. Também é nisso que pensas, responde?
- Como é que me vejo livre deste?
e a tua mão cada vez mais pequena sobre a minha, o teu lábio inferior a cobrir o superior ou seja
- Para que me fui meter num sarilho?
as tuas pernas longe, o teu corpo longe, a tua bochecha longe a gritar em silêncio
- Deus queira que não me faça uma festa
os olhinhos a espiarem-me de banda, alerta, assustados, com receio de mim, eu que não faço mal a uma mosca, nasci pacífico, hei-de morrer pacífico e no intervalo entre o nascimento e a morte sou um paz de alma. Nem entendo a reacção da senhora do antiquário, se calhar neta da viscondessa do anel. Ou bisneta. Ou filha, que a maquilhagem, coitada, pouco conseguia. Deve haver dúzias de centenários por aí, refugiados atrás dos cremes, vacilando nos joelhos magros. Dentaduras postiças a dar com um pau, aparelhos para ouvir, lentes de contacto que se esforçam, se esforçam
- Não te vejo bem, rapaz
pobres misérias cuidadosamente ocultas. Ainda sou novo apesar da hérnia, devo ter mais uns tempitos à minha frente e o que farei com eles? Sento-me aqui, mendigo a tua mão ou aborreço-me sozinho? Não leio jornais, não me distraio com nada, aqueço um prato desses já feitos, lavo a loiça, volto ao sofá, derrotado. Ignoro quem me derrotou. Se calhar eu mesmo, se calhar a minha irmã, distantantíssima agora Tão parvo chegada dos limbos da infância com as suas sardas e a pupila torta que o doutor não curou. Na minha opinião a pupila torta não me achava tão parvo assim, compreendia-me. Há uma parte nos outros, defeituosa, frágil, que me compreende, se enternece comigo. Quantos são hoje? Não digas nada. Tanto faz. Um dia qualquer, não me ralo com isso: a minha vida feita de dias quaisquer a amontoarem-se uns sobre os outros, indistintos, moles, idênticos. A fotografia da minha mãe na estante, a censurar-me. De quê? Que mal fiz eu? Chamo-me João. Era para ser Arnaldo como o meu padrinho mas o meu pai insistiu no João.
De vez em quando sorria-me
- João
e ficava a repetir
- João
numa cisma contente. Dás-me licença que te beije? Não? Não te vás embora ainda, deixa-te estar. Apesar de tudo passámos um bocado agradável, não foi? A mim agradou-me. Gosto do teu cheiro. Se te apetecer voltar toca a campainha três vezes e carrego naquele botão que abre a porta da rua. E se me avisares com antecedência compro um bolo. Quando não estiveres cá e me sentir sozinho como as migalhas que sobrarem. Vou contar-te um segredo: há alturas em que as migalhas ajudam."


retirado daqui.

Ah! E também decidi que, quando terminar de ler Ana Karenina (já falta pouco, apesar da falta de tempo...), vou ler um livro deste senhor.

Um doce

Caramel (Sukkar banat)
IMDB: 7,4

Um chick flick diferente. A realizadora quis abordar demasiados assuntos e acabou por não aprofundar nenhum. Foi pena. Mas gostei.

Boca de barulho: fiquei com a sensação que ela não passa de uma versão feminina de Vicent Gallo... hmmm

There's many ways a woman's heart can beat

http://www.intimissimi.it/hearttango/english/

Com a belíssima Monica Belluci (para os gajos) e com o nosso (ai!) tanguero José Fidalgo (para as meninas).
Não respira!

to the one and only... wannabe

Vou tentar contar quantas wannabe existem dentro de ti. Mas só disponho de hora e meia de almoço e, provavelmente, irei ficar a meio.
Serás tu capaz de me dizer quantas existem?
De qualquer forma, vou tentar!...

À primeira vista, existe a doce e a doida, D&D, para os amigos. Existe a que desperta paixões no sexo masculino e ódios no sexo feminino. A sociável. A que não faz fretes. A de tolerância zero. A melancólica. A companheira dos sábados passados a rir na praia. A friorenta. A das quintas-feiras à noite no Lusitano. A meiga. A que que tem sempre uma palavra amiga a dizer, um abraço a dar, uma beijoca a distribuir. A super amiga dos seus amigos, por quem tudo faz. A que faz surpresas quando menos se espera. A impulsiva e temperamental. A que sofre com a dor alheia. A consumista. A inconstante. A que diz o que pensa. A que se fecha a sete chaves em si própria. A perigosamente sossegada. A que nos liga a chorar. A que nos liga só para nos dizer que sente a nossa falta. A que se entrega incondicionalmente. A chique. A choque. A teaser. E tantas, tantas outras. Tantas qualidades quantas wannabe existentes.
A meu ver, amiga, só tens um defeito: seres casada. E o XM que não me ouça!

Chegaste à minha vida de fininho, numa altura em que tantas outras pessoas também entraram. Mas, contrariando as expectativas, foste ficando. E ainda bem que o fizeste! A minha vida seria muito menos colorida se não te tivesse sempre por perto.
Tu dás cor, brilhas, mesmo em fases que andas mais apagadita.

E quantas "eu" existem para ti?
Uma! Eu, todinha! Sempre que precisares, sempre que quiseres. Nunca demasiado ocupada para ti, nunca aborrecida para te ouvir. Sempre pronta para te ouvir contar os teus sonhos, sejam eles bons, como aquele em que voavas, sendo eles maus, desesperantes.
Foste a minha bóia de salvação numa fase em que andava à deriva. Incansável! Obrigada por existires e por estares sempre por perto.

Ah! Desculpa se te enganei em relação aos pequenos-almoços. De facto, bem vistas as coisas, profanei o bom-nome do mesmo. Foi uma leviandade da minha parte, assumo. Chamar pequeno-almoço ao último fino da noite (ou primeiro do dia) é coisa que não se faz. Espero que me consigas perdoar. Foi um acto irreflectido da minha parte. Não volta a acontecer.

Sabes? Associo sempre o sol a ti e às nossas tardes na praia. Estou com saudades! É com muito entusiasmo que conto os dias pelo regresso desses dias. Estão para breve, amiga. Quase, quase a chegar. Aí, ao virar da página do calendário.
Dá-me um toque quando estiveres a sair de casa. Encontrámo-nos lá, no sítio habitual, ao pé do nadador-salvador.

Já te pedi uma vez que sorrisses sempre que a melancólica wannabe quisesse dar as caras. Ri, amiga, porque é sempre bom ver-te rir.
Dizem os entendidos na praga do livro do Segredo, que funciona, é uma tal de Lei da Atracção. Se é, não sei! Sei que faz-me bem quando ris.

Aqui fica uma música que sei que gostas e que, espero, te vá animar!

O dia não podia ter começado de pior maneira!...

Qual Bela Adormecida acabadinha de despertar com o beijo do seu príncipe! Também eu despertava lentamente ao ouvir o chilrear dos pássaros e espreguiçando-me satisfeita ao descobrir aqueles primeiros raios de sol. A minha mente, ainda a começar a carburar, já divagava, planeando o que fazer naquele fantástico sábado. Não ia ficar em casa! Ia até à beira-mar, telefonar à amiga e desafiá-la para almoçar pela praia do Aterro, depois ia até ao stand do mano deixar a papelada em ordem, ia até minha casa, ver se continuava no sítio, vinha até casa dos meus pais (sim, agora já falo assim), deitava-me na rede a ler enquanto escutava música... Perfeito!

Grande senão: hoje é sexta-feira!!!

Tinha adormecido, estava hiper-super-mega atrasadíssima, sem vontade nenhuma de ir trabalhar e ainda por cima tinha que conduzir a banheira dos pais (Não, não bati com o meu carro novamente! Foi só fazer um check-up.). Sexta-feira, all right. 13?
Escusado será pedir para que saiam da frente hoje porque estou com a neura e, até passar, é muito perigoso!

fourth year in a row

Emir Kusturica & No Smoking Orchestra em Paredes de Coura

Eu sabia que havia uma razão divina qualquer para eu não poder ter assistido ao concerto deles no Coliseu do Porto! Ainda por cima no mesmo dia de Thievery Corporation!
Ano passado foi a festa Gogol Bordello, este ano será a festa Emir Kusturica. ´Tá mais que visto!
Eu nem posso tirar férias no final/ínicio do mês, mas nem quero saber! 'Tou tão lá!

Concertos da Páscoa 2008

Coro da Sé Catedral do Porto
Maestro: Eugénio Amorim

Ensemble Orquestral do Porto

Carla Caramujo, Soprano
Jorge Vaz de Carvalho, Barítono

Marc Tardue, Direcção Musical

"Ein deutsches Requiem"
Johannes Brahms (1833-1897)


IGREJA MATRIZ DE ERMESINDE
15 de Março
21:30 horas

SÉ CATEDRAL DE BRAGA
18 de Março
21:30 horas

IGREJA MATRIZ DE ESPINHO
19 de Março
21:30 horas

IGREJA DA LAPA ­
21 de Março
21:30 horas


Os ensaios intensificam-se e a falta de tempo faz-se notar.
Escusado será dizer que estou completamente viciada neste Requiem e que mal posso esperar por cantá-lo!... Lindo, lindo!

E será para novos?

Este país não é para velhos
IMDB: 8,6

O xerife Ed Tom Bell, personagem de Tomy Lee Jones, reforma-se por se sentir ultrapassado, por deixar de compreender o mundo e as pessoas.
Eu sei que ainda não tenho idade, mas reúno as mesmas condições. Posso reformar-me também?...

É um bom filme de gajos.
Ah! E Javier Bardem mereceu o óscar que recebeu.