as coisas que eu recebo por mail

Antes as mulheres
(Miguel Esteves Cardoso)

Só quando os homens chegam a uma certa idade é que podem dizer com certeza que as mulheres são melhores do que eles em tudo – mesmo na
bola, a carregar pianos, a lutar com jacarés ou nas outras coisas em que ganhávamos quando éramos mais novos e brutos e fortes.
Quando se é adolescente, desconfia-se que elas são melhores. Nos vintes, fica-se com a certeza. Nos trintas, aprende-se a disfarçar. Nos quarentas, ganha-se juízo e desiste-se. Nos cinquentas, começa-se a dar graças a Deus que seja assim.
Os homens que discordam são os que não foram capazes de aprender com as mulheres (por exemplo, a serem homenzinhos), por medo ou vaidade ou estupidez. Geralmente as três coisas.
Desde pequenino, habituei-me que havia sempre pelo menos uma mulher melhor do que eu. Começou logo com a minha linda e maravilhosa mãe, cuja superioridade – que condescendia, por amor, em esconder de vez em quando – tem vindo a revelar-se cada vez mais.
As mulheres são melhores e estão fartas de sabê-lo. Mas, como os gatos,
sabem que ganham em esconder a superioridade. Os desgraçados dos cães, tal como os homens, são tão inseguros e sedentos de aprovação que se deixam treinar. Resultado: fartam-se de trabalhar e de fazer figuras tristes, nas casas e nas caças e nos circos. Os gatos, sendo muito mais inteligentes, acrobatas e jeitosos, sabem muito bem que o exibicionismo vão leva à escravatura vil.
Isto não é conversa de engate. É até um tira-tesões. Mas é a verdade. E é bonita.

a música de que todos falam



Xutos & Pontapés
"Sem eira nem beira"

Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou - bem

Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar
Despedir
E ainda se ficam a rir

Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor

Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir
Encontrar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir

Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar
A enganar
o povo que acreditou

Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder

Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão

as coisas que eu recebo por mail



(clica que aumenta)

women do it better


(clica que aumenta)

frase do dia

"As calorias são pequenos animais que moram nos roupeiros e que durante a noite apertam a roupa das pessoas."

Até me assustei!...

Estou há cerca de meia hora a tentar aceder à Cavalgada, sem sucesso.
Vi a minha vida andar para trás.

Tirem-me tudo. Menos o blogue!...
Já não sei viver sem ti.

as coisas que recebo por mail

12 Maneiras de Saberes Que Amas Alguém

DOZE:
Falas com ele/ela à noite e quando vais dormir continuas a pensar nele/nela.

ONZE:
Andas muito devagar quando vais com ele/ela.

DEZ:
Não te sentes bem quando ele/ela está longe.

NOVE:
Sorris quando ouves a voz dele/dela.

OITO:
Quando olhas para ele/ela, não vês mais ninguém à tua volta. Apenas o/a vês a ele/ela.

SEIS:
Ele/ela é a única coisa em que queres pensar.

CINCO:
Tu apercebes-te de que sorris cada vez que olhas para ele/ela.

QUATRO:
Farias qualquer coisa para o/a ver.

TRÊS:
Enquanto estiveste a ler isto, uma pessoa esteve sempre na tua mente.

DOIS:
Estiveste tão ocupado/a a pensar nessa pessoa que não reparaste que falta a
n.º 7.

UM:
Foste verificar se isso era verdade e agora estás a rir silenciosamente
para ti.



Eu ia escrever sobre o amor... Mas liguei o mêssênê e estraguei tudo. As duas valquírias descobriram as maravilhas das chamadas de vídeo!...

Ah! As valquírias decidiram ir morar para o estrangeiro: Alemanha ou Áustria.
Eu voto Berlim.
Amiguinhos, ide fazendo as malas. Vai tudo connosco!


Amanhã escrevo sobre o amor, está bem?...
Bons sonhos.

diz-me o que ouves, dir-te-ei quem és #60



Wilco
"Please be patient with me"

I should warn you
When I'm not well
I can't tell
Oh, there's nothing I can do
To make this easier for you

You're gonna need to be patient with me

I'm this apple, this happening stone
When I'm alone
Oh, but my blessings get so blurred
At the sound of your words

I'm gonna need you to be patient with me

How can I warn you when my tongue turns to dust
Like we've discussed
It doesn't mean that I don't care
It means I'm partially there

You're gonna need to be patient with me

eternal happiness



Nem sempre me pega a mosca de repente. Às vezes é a boa disposição... Só porque sim!...

Claro

que fui ao cabeleireiro!

Pensei: "e se daqui até á recauchutagem tenho um acidente?! não posso aparecer no hospital com esta melena á frente dos olhos!"

correu tudo bem, o furo é mesmo lento.

Mas amanhã vou mostrar-lhe quem manda e fica tudo perfeito, o meu cabelo e o meu toyota!

Hoje sou amiguinha e deixo o meu sporting e torço pelo PUUUOOOOERTUUUUU!

CUIDADO AO ABRIR...

... Pode fazer barulho.

PUUOOOOOERTOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!

If I were a boy

E encontrasse uma gaja como eu pela frente, acho que não a aturava por muito tempo.
Acho... Mas não tenho a certeza.

Dúvidas de Ortlinde, uma gaja

Hoje estive a manhã toda a tentar decidir :

1. se ia ao cabeleireiro cortar a melena da frente que já não aguento olhar mais para ela

2. se ia comprar as escovas para o carro.

as escovas porque a verdade é que aquelas estão ali há 3 anos e hoje ás 7h30 chovia quase torrencialmente e a escova quase boa, quando accionei a alavanca para a velocidade máxima, saltou-lhe a borracha e nunca mais a vi. Nem a ela nem ao caminho ! Demorei o dobro do tempo a chegar a matosinhos.

Quando saí do laboratório já não chovia. Logo já não faziam falta as escovas. Logo podia ir ao cabeleireiro porque não havia chuva para estragar a melena cortadinha e penteada.

À porta do cabeleireiro: "FOLGA SEMANAL Á 3ªFEIRA"

Fui comprar as escovas.

Amanhã não sei que faça:

1.se vá á recauchutagem nortenha reparar o furo lento do pneu traseiro direito

2. se vá ao cabeleireiro

se não chover acho que vou ao cabeleireiro

Páscoa: o ovo e o coelho

"A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. A origem do símbolo do coelho vem do fato de que os coelhos são notáveis por sua capacidade de reprodução. Como a Páscoa é ressurreição, é renascimento, nada melhor do que coelhos, para simbolizar a fertilidade!"



"Símbolos da Páscoa

Os símbolos da Páscoa são o coelho e os ovos. A tradição do coelho é dos emigrantes alemães que foram para a América e acreditavam que o coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã do Domingo de Páscoa.
A tradição não veio para Portugal, mas a imagem do coelho, sim. O outro símbolo é o ovo que representa o nascimento e a renovação. De uma forma simples, podemos dizer que é o símbolo da vida. Os símbolos cristãos da Páscoa são o cordeiro que simboliza Jesus Cristo, a cruz que representa a morte e ressurreição e a vela que simboliza a luz."




"A tradição de dar um ovo na Páscoa tem milênios. Anteriormente, o ovo era de galinha mesmo. O hábito de dar ovos de verdade vem da tradição pagã! Agradeça aos confeiteiros franceses o ovo que você come na Páscoa hoje ser feito de chocolate. Caso contrário, você ganharia um belíssimo ovo de galinha para celebrar a data."


and soyon and soyon... Google power!

Até há bem pouco tempo, em minha casa, os ovos eram de galinha, cozidos com casca de cebola, para ficarem com uma cor mais bonita.
Eu e o meu irmão passávamos o sábado a pintá-los.
Os pães-de-ló eram caseiros, feitos em forma de barro. Muito melhores que estes comprados feitos.

A minha família é mesmo tradicional! Lucky me!...


E a tradição das amêndoas, de onde vem?
Agora é a vossa vez.

look for me

Retirei aqueles looks daqui.

Quiz!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Urnas ali ao lado.
Façam o favor de votar!
Obrigada...

Odeio Direito!!! Odeio leis! Odeio advogados! E odeio esses seres chamados legisladores! *

Aproveitando o facto de estar de fato vestido para continuar no mesmo tom.
Estou mortinha pela entrada em vigor do famigerado acordo ortográfico. Será que já entrou?! É que se já entrou, tenho que despir o facto e vestir outro fato igual, embora diferente.
Adiante!

Em que país é possível alguém publicar uma lei, com efeitos retroactivos, onde o prazo para declarar tal obrigação ou usufruir de tal benesse, já terminou?
Adivinharam!

A forma como se legisla em Portugal é um reflexo do típico comportamento do povinho português: à última da hora, feito em cima do joelho, lança-se, em forma de remedeio, e depois vê-se como corre.

Saem as leis. Teoria pura. Blá blá blá sistematizado. Sem que haja uma alminha iluminada que pense nas repercussões práticas daquela tagarelice toda. Claro está que dá asneirada.
Seguem os ofícios-explicativos: "Não era isso que queríamos dizer. Explicamo-nos mal. Era assim. E será assim que se irá proceder na prática."
Finalmente, saem os impressos, devidamente actualizados. Claro que a esta altura, já não são precisos. Mas, pelo menos, saíram.
Surgem os chicos-espertos e as suas fabulosas interpretações mirabolante e descobertas de lacunas.
Voltam os ofícios-tapa-lacunas. Cobre de um lado, descobre do outro.
E assim continua a saga até o tal do legislador amuar e revogar a maldita. Na melhor das hipóteses.

No meio deste pingue-pongue, já zonzos, andam aqueles que levam com este diz-que-não disse, com prazos a cumprir.

Só hoje ouvi três interpretações díspares sobre uma lei acabada de sair do forno. Na verdade já saiu há algum tempo. Está a arrefecer no peitoril da janela.
Hoje terminava o prazo para poder usufruir de um benefício que essa lei concedia. Ninguém sabia como se devia proceder. Os impressos estão por sair. O ofício-explicativo também. Ou seja, em termos práticos, ninguém sabe como se faz. Mas sabe-se que se pode fazer. Só não se sabe como. Está por sair...


* Odeio é capaz de ser um bocadinho exagerado. Mesmo para mim. Não suporto. Não suporto Direito!!! Não suporto esta mania de legislar sobre tudo e sobre todos. Não suporto os empertigados dos advogados e a sua tagarelice que não leva a lado nenhum! E não suporto esses seres chamados de legisladores!
E sim, estou numa fase de asteriscos e notas de títulos em rodapé. Há algum problema? Alguma lei sobre o assunto? Então, "deslarguem-me"!...

somos o povinho do bitaite *

Há uma característica do povinho português que me irrita profundamente. E olhem que eu nem sou facilmente irritável.
Qual é? O bitaitanço!

Português que se preze, pode ter chegado à conversa a meio, ou mesmo no final, pode nem saber do que se fala, pode conhecer somente uma versão da estória, pode nem conhecer a estória de lado nenhum, pode nem conhecer os intervenientes da estória, mas jamais se privará de mandar o seu bitaite.
E o bitaite não virá na forma "eu acho", não se iludam! Será um bitaite cheio de si mesmo, com recheio a toda a certeza do mundo.

Na minha vida não admito bitaites. De ninguém! Seja quem for. Nem mesmo do Pápa.
Temos pena!
Da minha vida sei eu. E ninguém tem nada a ver com isso. O que sinto, as decisões que tomo, os caminhos que escolho... Tudo meu!

Há de facto pessoas a quem recorro quando me perco. São muito poucas. Pouquíssimas.
Procuro-as para falar, procuro-as para que me dêem a sua perspectiva. Mas cabe a mim a decisão ou não. E elas sabem disso. Conhecem-me bem.

Não dou a ninguém o direito de interferir na minha vida. De se achar dono(a) e senhor(a) da verdade, para poder sequer ousar opinar sobre o que devo ou não fazer. Opinar sobre o que eu sinto ou sobre quem eu sou.
Até porque da minha vida ninguém sabe. O que sinto, sei eu! Mais ninguém.
Sabem o que eu deixo que saibam, da forma que deixo que saibam.
Sabem o que lhes conto, e somente os poucos a quem vou contando algo.

Por isso, todos os outros, por favor, rachem lenha!

Admiram-me as pessoas inteligentes, talvez seja esse o problema, a arrogância e a inteligência, por norma, andam de mãos dadas... Admiram-me as pessoas inteligentes, visionárias, muito à frente do seu tempo, que por verem fumo assumem que há fogo. Que assumem que sabem o que na verdade nem imaginam. Que não se coíbem de julgar e opinar e condenar, sem saberem da missa a metade, sem ouvirem os dois lados.

Novidade: uma estória tem, no mínimo, duas versões. No mínimo!
Outra novidade: a verdade nem sempre é branca ou preta.
Mais uma: as pessoas são seres complexos e com sentimentos. Não são robôs a quem nós dizemos "perdoa" e ele perdoa, "esquece" e ele esquece... Ou cães, com muito instinto mas sem sentimentos, a quem nós ordenamos "rebola" e ele rebola, "busca" e ele vai buscar...
Era bom que assim fosse, mas ainda não chegamos lá... Estamos quase.

Muita gente me procura para falar. Muitas vezes me perguntam "O que é que eu faço?". Nunca respondo a essa pergunta. Cada um sabe da sua vida. Eu não me intrometo na vida de ninguém. Talvez por não gostar quando tentam fazê-lo comigo.
Já tive algumas chatices, algumas muito sérias, por causa disso.
Repito: não admito a ninguém!

Já tomei más decisões na minha vida e assumo total responsabilidade por elas.
Sim, foram más decisões. Sim, foram péssimas decisões.
Mas também tomei muitas decisões boas.
E, no entanto, é sempre com as más decisões que eu acabo por aprender mais.
Procuro sempre não repetir erros e más decisões. Mas, se optar por repetir, ninguém tem nada a ver com isso! Se me der mal, sou eu que sofro.
Ninguém me atura quando ando ferida. Porque eu isolo-me. Por isso, nem se podem queixar.

Façam-me um grande favor, peço encarecidamente: metam-se na vossa vida!
Eu sei que a minha é bem mais interessante. Parece uma novela mexicana, não é? Emocionante! Mas é minha!
Arranjem uma!
E, sobretudo, não mandem bitaites sobre a vida alheia. Vida sobre a qual nada sabem. E sobre uma pessoa que não fazem a menor ideia de quem seja.

Quem vê caras não vê corações. E quem lê blogues não vê além disso mesmo...
Mas com muita pena vossa, não é?...



* Este texto não é uma indirecta para ninguém. Ou melhor, é uma indirecta para alguém. Mas esse alguém jamais lá irá chegar, infelizmente!

disseram que o que estava no forno era um perú. Cá para mim era a mãe do Ovo! e aquele ar do coelho a mim não me engana! Foi ele!

Urlicht!

No entanto, e quem me conhece ou me segue há mais tempo, sabe que o meu andamento preferido, é o quarto: Urlicht.




Urlicht

O Röschen roth!
Der Mensch liegt in größter Noth!
Der Mensch liegt in größter Pein!
Je lieber möcht ich im Himmel sein.
Da kam ich auf einen breiten Weg:
Da kam ein Engelein und wollt’ mich abweisen.
Ach nein! Ich ließ mich nicht abweisen!
Ich bin von Gott und will wieder zu Gott!
Der liebe Gott wird mir ein Lichtchen geben,
Wird leuchten mir bis in das ewig selig Leben!



[Primeval Light

O red rosebud!
Man lies in deepest need!
Man lies in deepest pain!
Oh how I would rather be in heaven.
There, I came upon a broad path;
There, came a little angel and wanted to send me away.
Ah no! I would not let myself be sent away!
I am from God and will return to God!
The loving God will give me a little light,
Which will light me into that eternal blissful life!]