novo espaço nocturno da cidade invicta

Após o sucesso da festa de inauguração, resolvi aproveitar as potencialidades do estúdio iupi e transformá-lo num bar. Daqueles muito em voga, de tocar à campainha. Mas com ambiente muito mais seleccionado, assim a resvalar para a sociedade secreta (ou não fosse eu uma aficionada pela Maçonaria).
Seu nome: GaBar! E só funcionará às sextas e sábados, das 23h às 2h.
Terá noites temáticas e a música andará em consonância com a disposição da anfitriã. Ou seja, nunca, jamais, existirão duas noites iguais.
A especialidade da casa, de momento, são as caipirinhas e os mojitos. Em breve, também as margueritas (assim que comprar os copos...).

O que não posso é cometer o mesmo erro da festa de inauguração: beber de tudo o que ia preparando. Uma mistura hiroshimica de caipiroskas, mojitos, amaretto, vodka, champanhe, etc. No dia seguinte era a dor de cabeça intensa, os enjoos constantes, o cansaço crónico e aquele estanderete todo por arrumar, os copos para lavar... Só me apetecia começar a beber outra vez...
É que aqui a Sininho ainda não consegue recorrer às artes mágicas para arrumar o lar...

da ficção para a realidade

«Editora vai lançar livro citado no filme «Sexo e a Cidade»O livro «Big Love Letters of Great Men» (Grandes Cartas de Amor de Grandes Homens, na tradução literal), inventado especialmente para o filme «Sexo e a Cidade», vai ser lançado pela editora Pan Macmillan.
Muitas jovens procuraram nas livrarias britânicas o livro que Carrie (Sarah Jessica Parker) aparece a ler na sua cama ao lado de mr. Big (Chris Noth) com cartas de amor durante a longa-metragem.
«Como resultado do filme, as livrarias foram inundadas com pedidos de clientes por um livro que não existia. Mas todas as referências do filme são reais, então decidimos criar o livro», disse um porta-voz da editora.
A publicação terá reproduções de cartas de John Keats, Robert Browning e Napoleão Bonaparte. Ainda contará com a correspondência do escritor Oscar Wild com o seu amante, lord Alfred Douglas.
O livro deverá ser lançado a 15 de Agosto e a editora já recebeu milhares de encomendas.»

in DiarioDigital

Eu sou como aquelas pessoas que acreditam em tudo aquilo que as agências noticiosas deitam cá para fora, sem que se apercebam que o jornalismo há muito que deixou de ser factual e passou a ser sensasional. Só que em relação ao cinema. Como eu costumo dizer: se há um filme sobre isso, é porque existe ou é verdade. Aqui têm a prova mais que provada!...

de valquíria a fada...

No outro disseram-me que gostam de me ler. Principalmente quando estou muito contente ou muito triste. Quererá isso dizer que não apreciam os meus textos de encher chouriços?!... Humm...

Seguindo essa lógica, hoje vão adorar ler-me, porque eu estou felicíssima!

Descobri uma nova faceta minha: fada do lar. E, por incrível que possa parecer, desta vez estou a falar sério, não estou a ser sarcástica.

Ando encantada a decorar a minha casa (o estúdio yupie, conforme a baptizaram).

Talvez as mulheres me entendam melhor se eu disser o seguinte... Sabem o estado de alma em que, nós mulheres, ficamos quando nos preparamos para sair com aquela pessoa especial? É assim que eu ando. Só que, em vez de andar a pensar no que vou vestir, calçar, no penteado e outras coisas que tais, penso em candeeiros, tapetes, adornos, velas, toalheiros, utensílios de cozinha, louça, talheres, tachos, edredons, almofadas, estores, etc.
Eu, que nunca tinha ligado a essas coisas, dou por mim a adorar tudo isto! É normal? Será genético?! Existe de facto uma mulherzinha dentro de mim?...

Eu até estou com medo de descobrir onde isto tudo me irá levar (além da bancarrota, claro!).
E se eu daqui por uns tempos começar a sentir necessidade de assentar?! É que a ideia já não me parece tão má quanto sempre me pareceu...

Digam-me que é uma crise qualquer, passageira, de trintinhas!...
Socorro!!!

efeitos secundários da poesia

Não é tristeza. Não é felicidade.
Não me sinto perdida. Não me sinto completa.
Não quero ver gente. Não quero estar sozinha.
Não me apetece falar. Não quero o silêncio.
Não me apetece dormir. Não quero estar acordada.
Não quero ficar. Não quero partir.
Não quero fechar os olhos. Não quero ter de ver.
Não me apetece sorrir. Não me apetece chorar.
Não quero que me abracem.
Não quero abraçar.

Quero...
Ficar, deitada, sozinha, de olhos fechados, acordada.
Ver, em silêncio, dois abraços, falando só com os sentidos.
Uma felicidade triste,
que me faz chorar sorrindo.

E...
Parto ao meu encontro.

Mas...
Onde anda a parte que me falta?


"Your whole life, people are gonna ask you to be weak. They're gonna practically beg you. But all anyone really wants is for you to be strong."

"Don't you find it odd that when you're a kid everyone in the whole world tells you to follow your dreams, and when you're older they act all offended if you even try?"

"- Maybe I'm too sensitive or something. Just feel I might not get over it.
- People who give up on love won't worth love."

apaixonei-me!!!

"O jovem que já fez tudo em Hollywood"
por João Moço

Como é costume, o filme - O Estado Mais Quente - não está em exibição no Porto!

«Realizado por Ethan Hawke, "O Estado mais Quente" é a história de William, um jovem actor instável que uma noite encontra a bela e talentosa Sara. Apaixonam-se, mas ao amor à primeira vista sucede-se o desespero de uma paixão demasiado intensa.»

sinto-me em casa

Não sei passar para o papel o que sinto quando vou a uma noite de poesia no Púcaros. Fazem-me sentir tanta coisa...

É o Sr. Manuel que nos saúda como se fossemos amigos há anos e, enquanto pedimos as bebidas, partilha uma história connosco. Ainda há pessoas assim?
Enquanto ele fala, eu perco-me no seu olhar, na forma como se entrega ao que está a dizer e a quem tem pela frente... Não, já não há pessoas assim.

São as pessoas que vão chegando e se sentam, umas ao pé das outras, mesmo as que não se conhecem. Tal como me avisaram na primeira vez que fui a uma noite de poesia: aqui não há lugares marcados, cada um senta-se onde houver lugar, somos todos amigos. E eu rendi-me imediatamente!

São as pessoas a conversarem, a trocarem livros que vão passando de mesa em mesa. Ou folhas soltas...

Bebe-se e fuma-se.

Assim que a noite começa, o silêncio.
O amor partilhado pelas palavras ou as palavras partilhadas com amor. Não sei. Tanto faz...
Às vezes tenho a sensação que as vejo deambular pela sala ou a libertarem-se do livro de quem as lê.

Alguém recebe o poema de olhos fechados, com ar carregado... Mas o poema é tão doce e belo.

Súplica
(Miguel Torga)

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.

Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.

Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.

my girlie side

Hoje é um daqueles dias em que me apetece abraçar toda a gente, não pensar em nada, não complicar, só ser, rir e falar, falar, falar...

Apetece calçar umas sapatilhas, vestir umas calças de ganga confortáveis (elas estão todas confortáveis, de tão largas que estão... Se continuar assim, em breve faço compras na secção de criança...) e uma t-shirt branca. Simplicidade total e absoluta.

Para completar, uma pequena bandolete no cabelo, a denunciar o meu lado girlie.

Aliás, a última modinha do meu pessoal, é gozarem com os meus travessões e florzinhas do cabelo. Não percebem que é o pormenor que indicía que a menina ainda respira.

No outro dia, ou melhor dizendo noite, dirigiram-se a mim numa pista de dança para me elogiarem os óculos. (Acontecem-me as coisas mais estapafúrdias numa pista de dança...)
Que me elogiem os olhos, já estou habituada. E sabe sempre bem. Mas, os óculos???

Muito prontamente e muito bem observado por parte de um amigo, que me disse para não me preocupar com isso. Para me preocupar quando começassem a tecer elogios aos meus travessões & afins.

Mal ele sabe que, quando isso acontecer, é mesmo razão para me preocupar... E muito!... De me preocupar e de fugir... A sete pés...

pdm

Acusam-me frequentemente, e injustamente, de ter "a puta da mania". Sim, é mesmo assim que me dizem.

Na verdade, eu pouco me importo com o que as pessoas pensam sobre mim. Sei, por experiência própria, que as pessoas, regra geral, tendem a ser cruéis e egoístas por natureza, põem e dispõem conforme lhes apetece e são desprovidas de carácter ou princípios. Por isso, dar créditos ao que dizem, é perda de tempo e energia.

Quando, alguém que nunca me viu à frente, se dá ao trabalho de atravessar uma pista de dança para me dizer que sou antipática e que tenho a mania, a única reacção possível é rir-me da situação e dizer que sim. Mais um que caiu...

No entanto, não consigo ter a mesma reacção quando a acusação é feita por alguém que gosto, que é próxima e que deveria conhecer-me um pouco melhor.

Eu sei que é essa a impressão que dou às pessoas, à primeira vista. Sei que a dou e sei porquê. É intencional, é mesmo essa a ideia.
Mas não consigo deixar de ficar magoada quando as pessoas, mesmo depois de me dar a conhecer, ficam agarradas a essa primeira impressão.

Quando tento mostrar que há muito mais para além dessa primeira impressão e para além do que propositadamente deixo transparecer, e elas não acreditam; Quando as convido continuamente a entrar no meu mundo e elas hesitam; Quando as puxo com todas as forças para que não saiam e mesmo assim me pedem para o fazer; Quando me mostro tal como sou, sem máscaras ou dissimulações e elas duvidam... Acabo por ficar sem forças. Enfraqueço, fico magoada, até que acabo por desistir. Deixo-as sair, deixo-as acreditar no que quiserem, ou mesmo não acreditarem em nada, se preferirem.

Todas as pessoas se escondem por trás de uma capa protectora. Algumas são finas, outras mais grossas, algumas autênticas muralhas. Fazem-no de forma a camuflar os seus pontos fracos, evitando ficarem demasiado vulneráveis e susceptíveis de serem magoados. Quantos mais pontos fracos a pessoa tiver, maior necessidade de protecção terá. Por outro lado, quanto maior a protecção, maior o valor do bem resguardado. (Não interpretem isto como se eu estivesse a dizer que guardo um tesouro dentro de mim e que, por isso, preciso de muita protecção. Até porque, se calhar, nem estou a falar de mim...)

Seja como for, a minha protecção é essa: o nariz empinado. Obviamente, pouquissimas pessoas sabem o quanto isso anda longe de ser verdade. Mas felizmente que ainda as há.

Contudo, tenho observado com curiosidade que, as pessoas têm tendência a acreditar muito mais facilmente no lado escuro dos outros, mesmo quando este é ficcional e contraditório à essência dos mesmos. Lá diz o ditado: quando a esmola é grande, o pobre desconfia.

Verdade seja dita, com esta lufa-lufa que se leva, já ninguém tem paciência para conhecer alguém ou mesmo darem-se a conhecer.
Solução: empacotam-se as pessoas em estereótipos e toca a andar, que o tempo urge...

dreaming on




Dream on girl, Dream on girl
I want to see you sleep tonight
You're up and down
You hit the ground
And time is drifting through your fears

I can find your dreams tonight
And make your lover come back home
If you don't know, you are on your own
I'll choose the best place for you to sleep

Come back to see the day you lost your hear
tAnd all your hopes
I'll take you to see the sunrise and try to catch your ghost

Come on girl, a dream is your world
The signs you see are in your mind
The words that you speak are here in my ear
So I can hear you falling down

Take a breath to see me
I can wait for you to
Live a life with no hopes but
If you still believe…

Come back to see the day you lost your heart
And all your hopes
I'll take you to see the sunrise and try to catch your ghost

Come back to see the day you lost your heart
And all your hopes

Notícia de última hora

Vanessa da Mata
junto ao Farol
Leça da Palmeira
22h
Entrada livre

Acho que vou mudar-me para Leça!... looooool

quero mais!...

Os jardins do Palácio ficaram repletos de gente para assistir ao concerto de Herbie Hancock que se apresentou muito bem acompanhado: Vinnie Colaiuta (bateria), Dave Holland (baixo), Lionel Loueke (guitarra), Chris Potter (sax), Sonya Kitchell (voz), Amy Keys (voz).

Foi grande concerto, em qualidade e quantidade.

Houve uma música (que eu ainda não consegui descobrir mas que vou ter de descobrir ou não me chamo Brunhild) que Amy Keys cantou, que me foi somente arrepiante. Grande voz!

Venham mais destes!...

a dita

"O jovem pensador ainda estava sujeito à canção capciosa das sirenes do nacionalismo e, mau grado a sua excelente educação helenística, ainda não aprendera a tapar os ouvidos com a cera de Ulisses."

Para quê complicar o que poderia ser tão simples?

the reason

Quando alguém que me é muito querido me presenteia com palavras certeiras, quando menos esperava e mais precisava;

Quando alguém que nem sempre me compreende e é justo comigo, me chama a atenção para algo que não tinha considerado;

Quando, a pequena Sofia está ao meu colo, a (tentar) fazer uma cara feia, com aqueles brilhantes olhos castanhos enormes;

Recordo que já fui assim: olhos cintilantes, perseverante, algo ingénua. E esqueço as razões que me levaram para tão longe de mim.

Estarão, então, reunidas as condições para voltar? Não sei... Espero que sim.

Sei que tinha saudades. Porque sempre foi assim que me conheci, porque gosto de ser assim, porque gosto de sonhar... A sonhar, sou livre... Tudo o resto, não sei...

o pesadelo português

Esta semana tem sido uma prova de fogo à minha tolerância. Ver as minhas férias tornarem-se uma miragem, por incompetência de outros, porque passam a vida ao telefone com chamadas pessoais ou na internet a enviar mails ao namorado e a falar com os amiguinhos no messenger, esquecendo-se que estão aqui para trabalhar, está a dar cabo do meu sistema nervoso.

Anda uma pessoa a dar o litro para prestar um bom trabalho. Abdicando de almoçar, saindo tarde, levando trabalho para casa e para quê?!
Se procurarem numa edição recente de um bom dicionário da língua portuguesa, poderão facilmente constatar que "profissionalismo" e "burrice", nos dias que correm, são considerados sinónimos.

A propensão dos portugueses para a incompetência e para a falta de profissionalismo dão comigo em doida.
É o absentimso desenfreado dos deputados, é meio país a sustentar a outra metade que não quer trabalhar, é a baixa produtividade, é tudo a ajudar!

No meio disto tudo, a única pessoa que ainda vai merecendo a minha consideração é o boss.
Elas têm caído sucessivamente esta semana, de onde menos de esperaria. Ele até anda meio atordoado com os acontecimentos. Apático. Dá dó olhar para ele.
E ainda falam nas responsabilidades sociais que os empresários têm. É porque devem ter!

Que país de terceiro mundo! E que mentalidades mesquinhas! Fala-se muito da baixa qualificação da mão-de-obra mas devia-se começar por baixo, por mudar a mentalidade tipicamente portuguesinha do chico-esperto.

Não tenho paciência, não tenho mesmo!

Ainda me perguntam por que gostava de ser autista?! Aqui têm um excelente exemplo prático: para que me fosse possível isolar no meu mundo e não deixar que coisas deste género mexessem tanto comigo!
Mas eu mereço!

techno-geek aristocracy

Leiam (porque vale a pena) e pensem bem nas vossas vidinhas:
"Stoooopid .... why the Google generation isn’t as smart as it thinks"


"... there is the great myth of multitasking. No human being, he says, can effectively write an e-mail and speak on the telephone. Both activities use language and the language channel in the brain can’t cope. Multitaskers fool themselves by rapidly switching attention and, as a result, their output deteriorates."
Digam isto aos portugueses, que trabalham ligados ao messenger.

"Meyer says there is evidence that people in chronically distracted jobs are, in early middle age, appearing with the same symptoms of burn-out as air traffic controllers. They might have stress-related diseases, even irreversible brain damage. But the damage is not caused by overwork, it’s caused by multiple distracted work."
I rest my case!...

"«They don’t,» says Bauerlein, «grow up.» They are «living off the thrill of peer attention. Meanwhile, their intellects refuse the cultural and civic inheritance that has made us what we are now»."
Onde é que eu já ouvi isto?!...

"These connections are severed as quickly as they are taken up – with the click of a mouse. Jackson and everyone else I spoke to was alarmed by the potential impact on real-world relationships. Teenagers are being groomed to think others can be picked up on a whim and dropped because of a mood or some slight offence. The fear is that the idea of sticking with another through thick and thin – the very essence of friendship and love – will come to seem absurd, uncool, meaningless. "
Esta, passo, porque não quero ficar deprimida.

"«I can’t read War and Peace any more,» confessed one of Carr’s friends. «I’ve lost the ability to do that. Even a blog post of more than three or four paragraphs is too much to absorb. I skim it.» "
E ainda me gozam por querer perceber Nietzsche palavra a palavra. É certo que ainda não consegui passar da introdução, bloqueei naquela frase e nem com a ajuda do público consegui continuar, mas hei-de conseguir!
Faltava-me o Google!... Levem o Mac!!!

"These things do make our lives easier, but only by destroying the very selves that should be protesting at every distraction, demanding peace, quiet and contemplation."
Agora, pensem!...

Após (re)ler o texto e antes de me condenarem à morte

Para que não surjam mal-entendidos (eu ainda venho com a mão lançada, do outro blogue), gostava de salientar que o texto anterior foi escrito em tom de brincadeira e não é para ser levado a sério. Ok? Muito agradecida!

o sexo dos anjos

Quem me conhece sabe que eu não gosto de conversas sexistas nem um bocadinho. Aliás, não gosto de compartimentar o que não é para compartimentar. Porque generalizar é sempre perigoso, existem demasiadas excepções para o conseguir fazer em segurança, sem cometer graves injustiças.
No entanto, inevitavelmente, por vezes, lá cedo a facilitismos e é ver-me apregoar a quem me quiser ouvir, que os homens são básicos, perdidos e eternas criancinhas. Serão todos assim? Não, claro que não. Mas apetece acreditar e dizê-lo muitas vezes.

Qual é a mulher que não se queixa do seu respectivo quando este, aos primeiros sintomas de uma leve constipaçãozinha, desata a lamentar-se que está muito mal, quase a morrer? Há paciência? Não há!
E quando lhes dá para se armarem em putos reguilas, que só fazem e dizem o que lhes apetece, sem pensarem em mais nada ou ninguém, nem mesmo na consequência dos seus actos? Exactamente! A tua mãezinha que te ature!
E quando lhes dá para complicar o que é tão simples, deixam de perceber português ou de ver um palmo à frente? Boa noite e bons sonhos!

No entanto, uma pequena facção dos homens, tenta (sem resultado, obviamente!), compreender as mulheres. Conhecer as suas motivações, saber o que sentem e o que querem. Acho que até há um filme sobre isso.
Ora, pura perda de tempo e energia. Trata-se de uma missão mais que impossível. Mas há que lhes dar valor por pelo menos tentarem.
Notícia de última hora, rapazes: desistam! São nuances a mais para quem não sabe sequer distinguir um beije de um creme.
Verdade seja dita, apesar de sonhadoras, a nossa imaginação não ousa sonhar tão alto. As mulheres não esperam compreensão da vossa parte (apesar de o afirmarem muitas vezes) porque, para isso têm as amigas. Tal como vocês não querem mulheres inteligentes, com quem possam conversar e ter discussões interessantes, porque para isso têm os amigos.
Mas eu compreendo, as mulheres inteligentes são muito perigosas e não são de confiança. Definitivamente, não valem o risco e o trabalho que dão.

Mas então o que querem os homens?
É fácil, fácil! Em primeiro lugar, sexo. Em segundo, sexo. E, por último, sexo. É em tudo o que pensam e é tudo o que querem. São pessoas simples, de gostos simples. Valha-lhes ao menos isso.
Se, para além da amante, puderem ter uma mãezinha, uma empregada, uma amiga, uma companheira, um troféu que possam exibir aos amigos e fazer morrer de inveja os inimigos, tanto melhor. Ou seja, querem tudo numa só. Ou seja, não sabem o que querem!

E, digam-me, para quê esta discussão patética que não nos leva a lado nenhum? Se, apesar disto tudo, vivemos uns atrás dos outros? E porquê?
Falando por mim: porque, quando querem, os meninos conseguem surpreender-nos e mostrar-nos que são mais do que aquilo que tanto se esforçam por aparentar ser.

the beginning song

Um anjo falou-me ao coração, um diabinho chamou-me à razão, um querubim mostrou-me o caminho e eis-me aqui de novo.

Next stop

Brunhild já não se sente uma valquíria e, como tal, está na altura de seguir...

Quem quiser, poderá vir também:
I'm not here